[radiolivre] Re: [radiolivre] sobre índice de audiência RES: RES: Re: RES: Re: ENECOM

Concordo totalmente. O Brasil de Fato é uma faceta deste tipo de estratégia...

A conversa foi pro lado do ibope, não era a minha intenção... Espero que tenham entendido que fiz uma crítica em relação a nossa dedicação á criação de rádios sem nenhuma proposta tanto na forma de gestão quanto de produção de conteúdo.
Talvez essa tenha sido uma estratégia, porque transmissor, mixer, etc ninguém discute a necessidade de se ter em uma rádio. Já a forma de gestão, organização da grade, modelo operacional, dá pano para manga...
Mas isso não significa que esta questão não seja importante. Pelo contrário, pra mim é o cerne de uma questão que por pragmatismo, deixamos de lado. Os equipamentos, cá entre nós, é a coisa mais fácil, se considerar o trabalho enorme que é manter uma rádio no ar!


E de forma alguma acho que as rádios livre devam ser eventos esporádicos. Moro em Barão Geraldo desde que nasci e sou ouvinte/falante da Muda deste os 15 anos de idade.... Ela é uma rádio que dá um sentido de espaço público para o dial muito forte. Mesmo com todas as críticas e dificuldades que temos, as múltiplas vozes, opiniões, sons, idéias, línguas e tudo que é emitido ao longo do dia, nestes 15 anos, não me deixam a menor sombra de dúvida de que é possível ocupar definitivamente o dial, com momentos de mediocridade e de genialidade também. Porque não?


Abraços,

Julio.









Em 27/06/2006, às 14:57, guile@xxxxxxxxxx escreveu:

Hummm, agora chegamos num ponto crucial do ponto de
vista da estratégia de transformação social: fazer
como o velho bolchevismo autoritário, tomar o poder e
impor a utopia de um grupo? Ou dar imediatamente o
poder ao Povo, como Marx argumentava a partir de sua
análise da comuna de Paris?

Índice de audiência não é só mercantilização, pode ser
também concentração de poder! Quando desprezamos o
índice de audiência isso tem a ver também com a idéia
zapatista de "mudar o mundo sem tomar o poder". Mil
rádios com baixa audiência nas mãos do povo e não uma
dita "popular" nas mãos de alguns iluminados. Isso não
quer dizer necessariamente baixo alcance (hj uma rádio
livre pode ser transmitida para o mundo inteiro,
retransmitida, etc).

Recomedo a leitura de "Sobre a Televisão" de Bourdieu,
onde ele discorre sobre como o autoritarismo, a
mercantilização, e a pobreza de conteúdo da grande
mídia está intimamente ligada à busca de altos índices
de audiência, entre outras coisas.

abraços
guile


Claro que não importa o IBOPE, metrificando o ouvinte
e tornando-o uma
simples mercadoria a venda (audiência).

Mas, não concordo que não faz diferença "se são duas
ou duas mil pessoas
na ponta ". Para um projeto que pretente interferir e
transformar a
realidade, se são duas ou duas mil pessoas faz uma
diferença enorme.

Se é diletante ou se apenas funciona como oficina, aí
realmente não faz
diferença.



---
Lista de discussão do projeto http://www.radiolivre.org
Para ajuda sobre a lista, consulte http://www.radiolivre.org/node/483



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