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- Date: Thu, 29 Jun 2006 09:26:44 -0300
manda o txt do bourdieu aih... vamos ocupar...vamos ocupar!!!
edp
Em 27/06/06, Julio Matos <julioxmatos@xxxxxxxxxxxx> escreveu:
Concordo totalmente. O Brasil de Fato é uma faceta deste tipo de
estratégia...
A conversa foi pro lado do ibope, não era a minha intenção... Espero
que tenham entendido que fiz uma crítica em relação a nossa dedicação á
criação de rádios sem nenhuma proposta tanto na forma de gestão quanto
de produção de conteúdo.
Talvez essa tenha sido uma estratégia, porque transmissor, mixer, etc
ninguém discute a necessidade de se ter em uma rádio. Já a forma de
gestão, organização da grade, modelo operacional, dá pano para manga...
Mas isso não significa que esta questão não seja importante. Pelo
contrário, pra mim é o cerne de uma questão que por pragmatismo,
deixamos de lado. Os equipamentos, cá entre nós, é a coisa mais fácil,
se considerar o trabalho enorme que é manter uma rádio no ar!
E de forma alguma acho que as rádios livre devam ser eventos
esporádicos. Moro em Barão Geraldo desde que nasci e sou
ouvinte/falante da Muda deste os 15 anos de idade.... Ela é uma rádio
que dá um sentido de espaço público para o dial muito forte. Mesmo com
todas as críticas e dificuldades que temos, as múltiplas vozes,
opiniões, sons, idéias, línguas e tudo que é emitido ao longo do dia,
nestes 15 anos, não me deixam a menor sombra de dúvida de que é
possível ocupar definitivamente o dial, com momentos de mediocridade e
de genialidade também. Porque não?
Abraços,
Julio.
Em 27/06/2006, às 14:57, guile@xxxxxxxxxx escreveu:
> Hummm, agora chegamos num ponto crucial do ponto de
> vista da estratégia de transformação social: fazer
> como o velho bolchevismo autoritário, tomar o poder e
> impor a utopia de um grupo? Ou dar imediatamente o
> poder ao Povo, como Marx argumentava a partir de sua
> análise da comuna de Paris?
>
> Índice de audiência não é só mercantilização, pode ser
> também concentração de poder! Quando desprezamos o
> índice de audiência isso tem a ver também com a idéia
> zapatista de "mudar o mundo sem tomar o poder". Mil
> rádios com baixa audiência nas mãos do povo e não uma
> dita "popular" nas mãos de alguns iluminados. Isso não
> quer dizer necessariamente baixo alcance (hj uma rádio
> livre pode ser transmitida para o mundo inteiro,
> retransmitida, etc).
>
> Recomedo a leitura de "Sobre a Televisão" de Bourdieu,
> onde ele discorre sobre como o autoritarismo, a
> mercantilização, e a pobreza de conteúdo da grande
> mídia está intimamente ligada à busca de altos índices
> de audiência, entre outras coisas.
>
> abraços
> guile
>
>
>> Claro que não importa o IBOPE, metrificando o ouvinte
>> e tornando-o uma
>> simples mercadoria a venda (audiência).
>>
>> Mas, não concordo que não faz diferença "se são duas
>> ou duas mil pessoas
>> na ponta ". Para um projeto que pretente interferir e
>> transformar a
>> realidade, se são duas ou duas mil pessoas faz uma
>> diferença enorme.
>>
>> Se é diletante ou se apenas funciona como oficina, aí
>> realmente não faz
>> diferença.
>>
>
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> Lista de discussão do projeto http://www.radiolivre.org
> Para ajuda sobre a lista, consulte http://www.radiolivre.org/node/483
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Concordo totalmente. O Brasil de Fato é uma faceta deste tipo de estratégia...
A conversa foi pro lado do ibope, não era a minha intenção... Espero que tenham entendido que fiz uma crítica em relação a nossa dedicação á criação de rádios sem nenhuma proposta tanto na forma de gestão quanto de produção de conteúdo. Talvez essa tenha sido uma estratégia, porque transmissor, mixer, etc ninguém discute a necessidade de se ter em uma rádio. Já a forma de gestão, organização da grade, modelo operacional, dá pano para manga... Mas isso não significa que esta questão não seja importante. Pelo contrário, pra mim é o cerne de uma questão que por pragmatismo, deixamos de lado. Os equipamentos, cá entre nós, é a coisa mais fácil, se considerar o trabalho enorme que é manter uma rádio no ar!
E de forma alguma acho que as rádios livre devam ser eventos esporádicos. Moro em Barão Geraldo desde que nasci e sou ouvinte/falante da Muda deste os 15 anos de idade.... Ela é uma rádio que dá um sentido de espaço público para o dial muito forte. Mesmo com todas as críticas e dificuldades que temos, as múltiplas vozes, opiniões, sons, idéias, línguas e tudo que é emitido ao longo do dia, nestes 15 anos, não me deixam a menor sombra de dúvida de que é possível ocupar definitivamente o dial, com momentos de mediocridade e de genialidade também. Porque não?
Abraços,
Julio.
Em 27/06/2006, às 14:57, guile@xxxxxxxxxx escreveu:
> Hummm, agora chegamos num ponto crucial do ponto de > vista da estratégia de transformação social: fazer > como o velho bolchevismo autoritário, tomar o poder e > impor a utopia de um grupo? Ou dar imediatamente o > poder ao Povo, como Marx argumentava a partir de sua > análise da comuna de Paris? > > Índice de audiência não é só mercantilização, pode ser > também concentração de poder! Quando desprezamos o > índice de audiência isso tem a ver também com a idéia > zapatista de "mudar o mundo sem tomar o poder". Mil > rádios com baixa audiência nas mãos do povo e não uma > dita "popular" nas mãos de alguns iluminados. Isso não > quer dizer necessariamente baixo alcance (hj uma rádio > livre pode ser transmitida para o mundo inteiro, > retransmitida, etc). > > Recomedo a leitura de "Sobre a Televisão" de Bourdieu, > onde ele discorre sobre como o autoritarismo, a > mercantilização, e a pobreza de conteúdo da grande > mídia está intimamente ligada à busca de altos índices > de audiência, entre outras coisas. > > abraços > guile > > >> Claro que não importa o IBOPE, metrificando o ouvinte >> e tornando-o uma >> simples mercadoria a venda (audiência). >> >> Mas, não concordo que não faz diferença "se são duas >> ou duas mil pessoas >> na ponta ". Para um projeto que pretente interferir e >> transformar a >> realidade, se são duas ou duas mil pessoas faz uma >> diferença enorme. >> >> Se é diletante ou se apenas funciona como oficina, aí >> realmente não faz >> diferença. >> > > > --- > Lista de discussão do projeto http://www.radiolivre.org > Para ajuda sobre a lista, consulte http://www.radiolivre.org/node/483 > >
--- Lista de discussão do projeto http://www.radiolivre.org Para ajuda sobre a lista, consulte http://www.radiolivre.org/node/483
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