[radiolivre] Re: [radiolivre] Re: [radiolivre] Fwd: [redesolidaria] Inacreditável e genial!!! A entrevista de Cláudio Lembo é um libelo revolucionário!

Engodo é eu ter que pensar já, na possibilidade de escrever alguma coisa, onde, 
para nossa proteção, todos nós teremos de estar presos, ficando totalmente 
livres os que cometem as mais variadas atrocidades!
Pois é exatamente isso o que tempos atrás, ameaçaram fazer, quando queriam 
acabar com os celulares pré-pagos, por eles serem facilmente usaddos na 
execução de crimes, e que, a justiça e a atual adiministração pública 
resolveram implantar sem pestanejar, quando decidiram que, ao invés de se 
impedir que os bandidos recebam celulares, o mais fácil é bloquear o sinal 
próximo das cadeias, sem se preocupar com quantas pessoas de bem serão 
atingidas por essa medida irracional!




Antonio Cezar Locutor.
Conheça meu trabalho como locutor profissional, visitando aminhavoz.com 

www.aminhavoz.com

Caso tenha o Skype instalado, clique aqui para iniciar conversa. 
-----Mensagem Original----- 
De: Humberto Brito 
Para: radiolivre@xxxxxxxxxxxxx 
Enviada em: sexta-feira, 19 de maio de 2006 11:01
Assunto: [radiolivre] Re: [radiolivre] Fwd: [redesolidaria] Inacreditável e 
genial!!! A entrevista de Cláudio Lembo é um libelo revolucionário!


Acho que a burguesia está mais antenada com a questão social do que a tal 
esquerda do planalto. NÃO QUE SEJA MELHOR, MAS É IMPRESSIONANTE COMO UM PROJETO 
DE MUDANÇA SOCIAL TRANSFORMOU-SE NUM ENGODO.

José Paulo Neto <josepauloneto@xxxxxxxxx> escreveu: 
  Tem gente do PFL mudando pro pstu!!! Não que se seja melhor, mas é 
impressionante!!!

  ---------- Forwarded message ----------
  From: Idalvo < itoscano2@xxxxxxxxxx>
  Date: 18/05/2006 10:49
  Subject: [redesolidaria] Inacreditável e genial!!! A entrevista de Cláudio 
Lembo é um libelo revolucionário!
  To: "Fb-Es@xxxxxxxxxxxxxxxxxx" <fb-es@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>, 
"Rbses@xxxxxxxxxxxxxxxxxx" <rbses@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>, 
"Redesolidaria@xxxxxxxxxxxxxxxxxx" <redesolidaria@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>

  Cláudio Lembo (PFL), governador de São Paulo, diz:

  É um país que só conheceu derrotas (o Brasil). Derrotas sociais...Nós temos 
uma burguesia 
  muito má, uma minoria branca muito perversa.

  Nossa burguesia devia é ficar quietinha e pensar muito no que ela fez para 
este país.

  (Folha) Onde o senhor responsabiliza essas pessoas?
  Onde? Na formação histórica do Brasil. A casa grande e a senzala. A casa 
grande tinha tudo 
  e a senzala não tinha nada. Então é um drama. É um país que quando os 
escravos foram
  libertados, quem recebeu indenização foi o senhor, e não os libertos, como 
aconteceu nos
  EUA. Então é um país cínico. É disso que nós temos que ter consciência. O 
cinismo nacional 
  mata o Brasil. Este país tem que deixar de ser cínico. Vou falar a verdade, 
doa a quem
  doer, destrua a quem destruir, porque eu acho que só a verdade vai construir 
este país.

  A bolsa da burguesia vai ter que ser aberta para poder sustentar a miséria 
social 
  brasileira no sentido de haver mais empregos, mais educação, mais 
solidariedade, mais
  diálogo e reciprocidade de situações.

  [A SEGUIR, REPRODUZO, PARA A LEITURA DOS EVENTUAIS INTERESSADOS, A ÍNTEGRA DA 
ENTREVISTA] 

  GUERRA URBANA /ENTREVISTA

  Em entrevista à Folha, governador relaciona quadro social a ataques e afirma 
que
  mentalidade da minoria branca do Brasil tem de mudar

  Burguesia terá de abrir a bolsa, diz Lembo 
  MÔNICA BERGAMO
  COLUNISTA DA FOLHA
  O governador de São Paulo, Cláudio Lembo, afirma que o problema de violência 
no Estado só
  será resolvido quando a "minoria branca" mudar sua mentalidade. "Nós temos 
uma burguesia 
  muito má, uma minoria branca muito perversa", afirmou. "A bolsa da burguesia 
vai ter que
  ser aberta para poder sustentar a miséria social brasileira no sentido de 
haver mais
  empregos, mais educação, mais solidariedade, mais diálogo e reciprocidade de 
situações." 
  Lembo criticou o ex-governador Geraldo Alckmin, que disse que aceitaria ajuda 
federal
  contra as ações do PCC se ainda estivesse no cargo, e o ex-presidente FHC, 
que atacou
  negociação entre o Estado e a facção criminosa para o fim dos ataques. Leia 
abaixo os 
  principais trechos da entrevista.

  Folha - Os jornais estão noticiando hoje [ontem] que houve uma matança em São 
Paulo na
  madrugada de terça. A polícia está sob controle ou está partindo para uma 
vingança?
  Cláudio Lembo - A polícia está totalmente sob controle. Eu conversei muito 
longamente com
  o coronel Elizeu Eclair [comandante-geral da PM] e estou convicto de que ela 
está agindo
  dentro dos limites e com muita sobriedade. Todas as noites há confrontos nas 
ruas da 
  cidade e esses conflitos foram exasperados nesses dias. Mas vingança, não. A 
polícia agiu
  para evitar o pior para a sociedade.
  Folha - Foram 93 mortes. Elas estão dentro dos limites? O senhor tem 
segurança que todos 
  que morreram estavam em confronto?
  Lembo -E o conflito que houve da cidade com a bandidagem? Foi violento. É 
possível que
  tenha havido tragédias, mas pelo que estou informado não houve nada que fosse 
além dos
  confrontos diretos.
  Folha - Só no IML (Instituto Médico Legal) estão 40 mortos e não se sabe nem 
o nome dessas
  pessoas.
  Lembo -Os nomes vão ser revelados. Estamos resolvendo questões burocráticas, 
de
  identificação, mas vão ser revelados. 
  Folha - Jornalistas da Folha entraram no IML e viram fotos de pessoas mortas 
com tiros na
  cabeça. Que garantia a sociedade tem de que não morreram inocentes e de que o 
Estado, por
  meio da polícia, não está executando essas pessoas? 
  Lembo -Não está, de maneira alguma. E digo a você: fui muito aconselhado a 
falar tolices
  como "aplique-se a lei do Talião". Fui totalmente contrário. Faremos tudo 
dentro da
  legalidade e do Estado de Direito. 
  Folha - O senhor não se assusta com o número de mortos?
  Lembo - Eu me assusto com toda a realidade social brasileira. Acho que tudo 
isso foi um
  grande alerta para o Brasil. A situação social e o câncer do crime é muito 
maior do que se 
  imaginava. Este é o grande produto desses dias todos de conflito. Nós temos 
que começar a
  refletir sobre como resolver essa situação, que tem um componente social e um 
componente
  criminoso, ambos gravíssimos. O crime organizado trabalha com a droga. A 
droga é um 
  produto caro, consumido por grandes segmentos da sociedade. Enquanto houver 
consumidor de
  drogas, haverá crime organizado no tráfico. É assim aqui, na Itália, nos EUA, 
na Espanha.
  O crime se alimenta do consumidor de drogas. 
  Folha - E da miséria...
  Lembo - Talvez no Brasil tenha esse componente também. O crime organizado 
destruiu
  valores. O Brasil está desintegrado. Temos que recompor a sociedade. A 
questão social é
  muito grave.
  Folha - O senhor é um homem público há tantos anos, está num partido, o PFL, 
que está no
  poder desde que, dizem, Cabral chegou ao Brasil.
  Lembo -Essa piada é minha.
  Folha - O que o senhor pode dizer para um jovem de 15 a 24 anos, que vive em 
ambientes 
  violentos da periferia? Que ele vai ter escola? Saúde? Perspectivas de 
emprego? Como
  afastá-lo de organizações criminosas como o PCC?
  Lembo -Acho que você tem duas situações muito graves: a desintegração 
familiar que existe 
  no Brasil, e a perda... Eu sou laico, é bom que fique claro para não dizerem 
que sou da
  Opus Dei. Mas falta qualquer regramento religioso. O Brasil está desintegrado 
e perdeu
  seus valores cívicos. É ridículo falar isso mas o Brasil só acredita na 
camisa da seleção, 
  que é símbolo de vitória. É um país que só conheceu derrotas. Derrotas 
sociais...Nós temos
  uma burguesia muito má, uma minoria branca muito perversa.
  Folha - Que ficou assustada nos últimos dias.
  Lembo -E que deu entrevistas geniais para o seu jornal. Não há nada mais 
dramático do que 
  as entrevistas da Folha [com socialites, artistas, empresários e 
celebridades] desta
  quarta-feira. Na sua linda casa, dizem que vão sair às ruas fazendo protesto. 
Vai fazer
  protesto nada! Vai é para o melhor restaurante cinco estrelas junto com 
outras figuras da 
  política brasileira fazer o bom jantar.
  Folha - Tomar conhaque de R$ 900 [preço de uma única dose do conhaque Henessy 
no
  restaurante Fasano].
  Lembo -Nossa burguesia devia é ficar quietinha e pensar muito no que ela fez 
para este 
  país.
  Folha - O senhor acha que essas pessoas são responsáveis e não percebem?
  Lembo -O Brasil é o país do duplo pensar. Conhecemos a inquisição de 1500 até 
1821. Então
  você tinha um comportamento na rua e um comportamento interior, na sua casa. 
Isso é o que 
  está na sociedade hoje. Essas pessoas estão falando apenas para o público 
externo. É um
  país que é dúbio.
  Folha - Onde o senhor responsabiliza essas pessoas?
  Lembo -Onde? Na formação histórica do Brasil. A casa grande e a senzala. A 
casa grande 
  tinha tudo e a senzala não tinha nada. Então é um drama. É um país que quando 
os escravos
  foram libertados, quem recebeu indenização foi o senhor, e não os libertos, 
como aconteceu
  nos EUA. Então é um país cínico. É disso que nós temos que ter consciência. O 
cinismo 
  nacional mata o Brasil. Este país tem que deixar de ser cínico. Vou falar a 
verdade, doa a
  quem doer, destrua a quem destruir, porque eu acho que só a verdade vai 
construir este
  país.
  Folha - Mas qual é, objetivamente, a responsabilidade delas nos fatos que 
ocorreram na 
  cidade?
  Lembo -O que eu vi [nas entrevistas para a Folha] foram dondocas de São Paulo 
dizendo
  coisinhas lindas. Não podiam dizer tanta tolice. Todos são bonzinhos 
publicamente. E
  depois exploram a sociedade, seus serviçais, exploram todos os serviços 
públicos. Querem 
  estar sempre nos palácios dos governos porque querem ter benesses do governo. 
Isso não vai
  ter aqui nesses oito meses [prazo que resta para Lembo deixar o governo]. A 
bolsa da
  burguesia vai ter que ser aberta para poder sustentar a miséria social 
brasileira no 
  sentido de haver mais empregos, mais educação, mais solidariedade, mais 
diálogo e
  reciprocidade de situações.
  Folha - O senhor diria que elas pensam que aquele rapaz de 15 a 24 anos, que 
vive perto da
  selvageria... 
  Lembo - ...pode ser o Bom Selvagem do Rosseau? Não pode.
  Folha - O endurecimento na legislação pode resolver o problema?
  Lembo -Transitoriamente pode resolver. Mas se nós não mudarmos a mentalidade 
brasileira, o 
  cerne da minoria branca brasileira, não vamos a lugar algum.
  Folha - O senhor diz que muita gente falou besteira sobre os episódios. Dos 
EUA, o
  ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou a possibilidade de o governo 
ter feito 
  acordo com os criminosos para cessar a violência.
  Lembo -Eu acho que o presidente Fernando Henrique poderia ter ficado 
silencioso. Ele
  deveria me conhecer e conhecer o governo de SP. Eu não posso admitir nem a 
hipótese de se 
  pensar isso. Para opinar sobre um tema tão amargo, tão grave, ele teria que 
refletir,
  pensar. E se informar. Quanto ao presidente [FHC], pode ser que eventualmente 
ele tenha
  precedente sobre acordos. Eu não tenho. 
  Folha - Vimos o senhor dando muitas entrevistas na TV. Mas SP teve um outro 
governador
  [Alckmin], tem um candidato ao governo e ex-prefeito [Serra]. O senhor ficou 
sozinho?
  Lembo -No poder, um homem é absolutamente solitário. Houve momentos em que 
praticamente 
  fiquei sozinho. Mas devo agradecer a Polícia Militar e a Polícia Civil 
também, que
  estiveram firmes ao meu lado.
  Folha - O ex-governador Alckmin telefonou para o senhor em solidariedade?
  Lembo -Dois telefonemas. 
  Folha - O senhor achou pouco?
  Lembo -Eu acho normal. Os pulsos [telefônicos] são tão caros...
  Folha - E o candidato José Serra?
  Lembo -Não telefonou. Eu recebi telefonema da governadora Rosinha [do Rio de 
Janeiro] e de 
  Aécio Neves [governador de MG], que estava em Washington, ele foi muito 
elegante. Um
  ofício do governador Mendonça, de Pernambuco. Recebi muitos apoios, do Poder 
Judiciário, e
  a Assembléia Legislativa, deputados de todas as bancadas, nenhum partido 
faltou. 
  Folha - As autoridades paulistanas garantiram, nos últimos anos, que o PCC 
estava
  desmantelado, que era um dentinho aqui ou ali. Elas enganaram os paulistanos?
  Lembo -Não saberia responder. Eu não engano. Eu acho que nós ganhamos uma 
situação, mas é 
  um grande risco. Temos que ficar muito atentos.
  Folha - Essas autoridades garantiram que o PCC tinha acabado. Ou elas 
enganaram...
  Lembo -Ou o dentinho era maior do que elas diziam.
  Folha - Ou foram incompetentes. O senhor vê terceira alternativa? 
  Lembo -Pode ser que tenham sido exageradas no momento de transferir 
segurança. Quiseram
  ser tranqüilizadoras.
  Folha - Então elas iludiram as pessoas?
  Lembo -É possível.
  Folha - O senhor pode dizer que o PCC pode acabar até o fim de seu governo? 
  Lembo -Só se eu fosse um louco. E ainda não estou com sinal de demência. Acho 
que o crime
  organizado é perigosíssimo. Ele se recompõe porque ele tem possibilidades 
enormes na
  sociedade.
  Folha - O ex-presidente Fernando Henrique não telefonou? 
  Lembo -Não, não. Ele estava em Nova York. O presidente Lula telefonou, foi 
muito elegante
  comigo. Conversei muito com o presidente, ele me deu muito apoio. E o Márcio 
[Thomaz
  Bastos] veio, conversamos firmemente, com lealdade. E ele chegou à conclusão 
que não era 
  necessário nem Exército nem a guarda nacional. Tivemos uma conversa 
responsável, e o
  equilíbrio voltou. Mostrei que a Polícia Civil e a Polícia Militar tinham 
condições de
  fazer retornar a SP a ordem e a disciplina social. 
  Folha - O Datafolha mostrou que 73% acham que o senhor deveria ter aceitado 
ajuda federal.
  O governador Alckmin disse que não rejeitaria a ajuda.
  Lembo -Ele decidiria, se fosse governador, como achava melhor. Eu decidi da 
forma que 
  achei melhor. Quanto às outras pessoas, faltou clareza de informação da minha 
parte. E aí
  me penitencio. Não é que não aceitei ajuda do governo. Ao contrário. Desde 
sempre houve
  vínculo forte entre o sistema de informação da polícia federal e a polícia de 
SP. A 
  superintendência da PF em SP foi extremamente leal, solícita e dinâmica. Eu 
tinha uma
  Polícia Militar muito aparelhada. Eu não poderia tirar esse respeito e esse 
moral que a
  tropa tinha que ter naquele momento tão difícil aceitando tanques de guerra 
do Exército. E 
  aí uma sociedade que gosta de paternalismo, como a brasileira, queria 
Exército, tropas
  americanas, tropas alemãs, tropas de todo o mundo aqui. Não é assim. Temos 
que ser fortes,
  saber decidir em momentos difíceis e dar valor ao que é nosso. Foi o que fiz. 
Em 48 horas 
  liquidou-se o problema. O Exército é para matar o adversário. Eu queria 
recolher os
  adversários possíveis. Nós estávamos num conflito social.




  [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas] 



  -----------------------------------------------------------------
  * Para sair desta lista e para outras informações veja-se:
    http://www.redesolidaria.com.br/redesolidaria.htm 
  * Nesta lista não circulam anexos.
  * Esta lista é Aberta, Pública e Temática.
  * O conteúdo das mensagens é de responsabilidade de seus autores.
  * As mensagens enviadas estão sujeitas a possível moderação. 
  * Sua participação nesta lista está sujeita ao  código de conduta
    publicado em: http://www.redesolidaria.com.br/conduta_etica.htm
  ----------------------------------------------------------------- 

  Links do Yahoo! Grupos

  <*> Para visitar o site do seu grupo na web, acesse:
      http://br.groups.yahoo.com/group/redesolidaria/

  <*> Para sair deste grupo, envie um e-mail para:
      redesolidaria-unsubscribe@xxxxxxxxxxxxxxxxxx

  <*> O uso que você faz do Yahoo! Grupos está sujeito aos: 
      http://br.yahoo.com/info/utos.html









--------------------------------------------------------------------------------
Abra sua conta no Yahoo! Mail - 1GB de espaço, alertas de e-mail no celular e 
anti-spam realmente eficaz. 

Other related posts: