[radiolivre] Re: [radiolivre] RE: [radiolivre] Por um Rádio Digital Brasileiro e Mundial

Em 8 de fevereiro de 2012 12:46, daniel de martini tucci <
dan-tucci@xxxxxxxxxxx> escreveu:

>
> Em suma, o que muda na oligarquia da comunicação brasileira com Y ou X?
>

A nossa capacidade técnica em transmitir. Se for HD rádio, estarmos fora do
dial. Se for DRM, vamos desenvolver um sistema global.


>
> Antes de troca de qualquer sistema operacional ou tecnologico é preciso
> mudar o sistema das outorgas e concessões de veículos de comunicação de
> massa.
>

É tudo ao mesmo tempo: com um sistema que otimize o espectro, poderemos ter
mais espaço para mais transmissões e mais emissoras. O monopólio defende o
HD rádio como se fosse a passagem do preto e branco pro colorido, do mono
pro estéreo... sendo que o rádio digital é uma NOVA PLATAFORMA DE
COMUNICAÇÃO.

abs,


>
>
>
>
>  ------------------------------
> Date: Thu, 2 Feb 2012 11:58:15 -0200
> Subject: [radiolivre] Por um Rádio Digital Brasileiro e Mundial
> From: tnovaes@xxxxxxxxx
> To: radiolivre@xxxxxxxxxxxxx; radiomuda@xxxxxxxxxxxxxxxx
>
>
>
>    Por um Rádio Digital Brasileiro e Mundial
>
> Diante do cenário da iminência da escolha do padrão tecnológico do Sistema
> Brasileiro de
> Rádio Digital [SBRD] apresentamos alguns pontos a favor da escolha pelo
> desenvolvimento de uma solução tecnológica nacional baseada no padrão do
> Digital
> Radio Mondiale, conhecido também pela sigla DRM.
>
> Antes de mais nada, é preciso destacar que não se trata de uma escolha a
> favor de um
> padrão europeu em detrimento do padrão americano. Trata-se da opção de
> implementar
> um padrão brasileiro a partir do DRM que é uma norma técnica internacional
> e aberta, a
> única reconhecida pela ITU (órgão vinculado à ONU). Um sistema brasileiro
> que seria ao
> mesmo tempo mundial pois aberto e compatível com o DRM.
>
> O padrão DRM é o único padrão que atende a TODOS os pré-requisitos
> estabelecidos
> pela portaria 290/2010 do Ministério das Comunicações que diz respeito
> principalmente à capacidade de operar em Ondas Curtas e à otimização
> da transmissão. Outro ponto é no que concerne à transferência de
> tecnologia e à
> possibilidade de isenção de pagamento de royalties. Por ser uma norma da
> ITU, uma
> implementação brasileira nos isentaria do pagamento de royalties, enquanto
> o HD Radio,
> o padrão americano, possui até segredos industriais.
>
> Essa opção colocaria o Brasil em um papel de destaque no cenário
> internacional,
> possibilitando que o país se torne uma plataforma de articulação de uma
> nova tecnologia
> digital de transmissão de dados.
>
> Os testes bem sucedidos em países com mercados emergentes como Coreia do
> Sul,
> Índia, Rússia e Brasil, e a interoperabilidade entre o DRM e o padrão
> ISDB-Tb da TV
> Digital Brasileira (CODEC de áudio AAC do MPEG-4), apontam para um
> interessante
> mercado de tecnologia, serviços e conteúdos a ser construído -- e aqui
> seria importante o
> apoio da FINEP para pesquisa de inovação.
>
> Para finalizar, é preciso destacar que o conceito que está em jogo não é
> apenas a atualização
> tecnológica do rádio, mas uma nova tecnologia de recepção de dados
> digitais para
> terminais de telefonia móvel (os celulares), links de longa distância
> monitoramentos.
> E, portanto, a questão não pode ficar reduzida somente ao que é melhor
> para as grandes empresas de comunicação que, inclusive, também serão
> beneficiadas
> pelas vantagens técnicas do DRM. É hora de pensar que esta decisão
> refletirá nos
> nossos próximos 50 anos, e que não podemos desperdiçar a oportunidade de
> escolher o
> caminho de pensar com nossas cabeças e escolher um caminho próprio, um
> caminho
> compatível com o papel que o Brasil está sendo chamado a desempenhar no
> cenário
> internacional.
>
> REDE DRM-BRASIL
>
> http://www.drm-brasil.org
>
>
>
>
>

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