[radiolivre] RE: [radiolivre] Por um Rádio Digital Brasileiro e Mundial


Em suma, o que muda na oligarquia da comunicação brasileira com Y ou X?
 
Antes de troca de qualquer sistema operacional ou tecnologico é preciso mudar o 
sistema das outorgas e concessões de veículos de comunicação de massa.
 
É PRECISO FOCAR.
 
 
 
 
 
 



Date: Thu, 2 Feb 2012 11:58:15 -0200
Subject: [radiolivre] Por um Rádio Digital Brasileiro e Mundial
From: tnovaes@xxxxxxxxx
To: radiolivre@xxxxxxxxxxxxx; radiomuda@xxxxxxxxxxxxxxxx









Por um Rádio Digital Brasileiro e Mundial

Diante do cenário da iminência da escolha do padrão tecnológico do Sistema 
Brasileiro de 
Rádio Digital [SBRD] apresentamos alguns pontos a favor da escolha pelo 
desenvolvimento de uma solução tecnológica nacional baseada no padrão do Digital
Radio Mondiale, conhecido também pela sigla DRM.

Antes de mais nada, é preciso destacar que não se trata de uma escolha a favor 
de um
padrão europeu em detrimento do padrão americano. Trata-se da opção de 
implementar
um padrão brasileiro a partir do DRM que é uma norma técnica internacional e 
aberta, a
única reconhecida pela ITU (órgão vinculado à ONU). Um sistema brasileiro que 
seria ao
mesmo tempo mundial pois aberto e compatível com o DRM.

O padrão DRM é o único padrão que atende a TODOS os pré-requisitos estabelecidos
pela portaria 290/2010 do Ministério das Comunicações que diz respeito
principalmente à capacidade de operar em Ondas Curtas e à otimização
da transmissão. Outro ponto é no que concerne à transferência de tecnologia e à
possibilidade de isenção de pagamento de royalties. Por ser uma norma da ITU, 
uma
implementação brasileira nos isentaria do pagamento de royalties, enquanto o HD 
Radio,
o padrão americano, possui até segredos industriais.

Essa opção colocaria o Brasil em um papel de destaque no cenário internacional,
possibilitando que o país se torne uma plataforma de articulação de uma nova 
tecnologia
digital de transmissão de dados.

Os testes bem sucedidos em países com mercados emergentes como Coreia do Sul,
Índia, Rússia e Brasil, e a interoperabilidade entre o DRM e o padrão ISDB-Tb 
da TV
Digital Brasileira (CODEC de áudio AAC do MPEG-4), apontam para um interessante
mercado de tecnologia, serviços e conteúdos a ser construído -- e aqui seria 
importante o
apoio da FINEP para pesquisa de inovação.

Para finalizar, é preciso destacar que o conceito que está em jogo não é apenas 
a atualização
tecnológica do rádio, mas uma nova tecnologia de recepção de dados digitais para
terminais de telefonia móvel (os celulares), links de longa distância 
monitoramentos. 
E, portanto, a questão não pode ficar reduzida somente ao que é melhor
para as grandes empresas de comunicação que, inclusive, também serão 
beneficiadas
pelas vantagens técnicas do DRM. É hora de pensar que esta decisão refletirá nos
nossos próximos 50 anos, e que não podemos desperdiçar a oportunidade de 
escolher o
caminho de pensar com nossas cabeças e escolher um caminho próprio, um caminho
compatível com o papel que o Brasil está sendo chamado a desempenhar no cenário
internacional.

REDE DRM-BRASIL

http://www.drm-brasil.org




                                          

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