[radiolivre] [Tecidosocial] Especial Intercâmbio CNDHC Cabo Verde/REDH-RN Brasil, 2ª Fase

  




Periódico electrónico de la Red de Derechos Humanos de Rio Grande do Norte - 
Nordeste de Brasil
Giornale elettronico della Rete di Diritti Umani del Rio Grande do Norte - 
Nord-Est del Brasile
Online Journal for the Human Rights Network of Rio Grande do Norte - Northeast 
Brazil

Nº 162 - 19/10/2005


DOMINGO 23 DE OUTUBRO




FAÇA COMO NÓS DA REDH-RN

VOTE 2

ESCOLHA UM BRASIL SEM ARMAS E COM MENOS MORTES VIOLENTAS

Conheça mais clicando nos ítens abaixo

O que é o Referendo

O Estatuto do Desarmamento

10 razões para votar SIM

Desfazendo mitos

Os números da violência no Brasil

Acidentes com armas de fogo

Conhecidos que se matam

A voz das vítimas

As mentiras do não


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REDE LUSÓFONA DE DIREITOS HUMANOS - INTERCÂMBIO CNDHC CABO VERDE/REDH-RN 
BRASIL, 2ª FASE



A REDH-RN vai a Cabo Verde para capacitar os membros da CNDHC sobre Comunicação 
em Direitos Humanos e fortalecer mais ainda os laços de cumplicidade entre os 
dois lados do Atlântico



Continua a crescer e se fortalecer a parceria/cumplicidade entre a Rede 
Estadual de Direitos Humanos do Rio Grande do Norte (REDH-RN), no Nordeste do 
Brasil, e a Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania (CNDHC) de 
Cabo Verde, embrião do projeto de uma Rede Lusófona de Direitos Humanos que 
promova ações comuns e uma troca permanente de informações e experiências entre 
forças vivas das sociedades dos países de língua oficial portuguesa 
(organizações-não-governamentais, associações, movimentos populares, militantes 
sociais - incluíndo intetectuais, artistas, educadores e comunicadores -, 
instituições comprometidas, etc.) engajadas na promoção, defesa e garantia 
efetiva de todos os direitos da pessoa de todas as cidadãs e os cidadãos, com 
quatro grandes eixos norteadores: Educação em Direitos Humanos, Comunicação, 
Arte&Cultura e Memória Histórica. Um projeto que durante todo 2005 tem sido 
discutido, aprofundado, diversificado e ampliado através de intensos contatos 
entre seus idealizadores, a REDH-RN e a CNDHC, e entre estes e organizações de 
vários países de língua oficial portuguesa que aderiram à iniciativa: a Liga 
Moçambicana dos Direitos Humanos (Maputo, Moçambique); a ONG de formação em 
Direitos Humanos Humana Global (Coimbra, Portugal); a Fundação Mário Soares 
(Lisboa, Portugal); a professora Maria Rosa Afonso, que desenvolve projetos de 
Educação em Direitos Humanos e Cidadania junto ao Ministério de Educação de 
Portugal; a Rede Nacional de Luta contra a Violência no Gênero e na Criança 
(RENLUV/GC) da Guiné-Bissau; a Missão Católica de Cumura (Guiné-Bissau); o 
Fórum Nacional de Mulheres Negras (Brasil).



A partir do próximo sábado, 22 de outubro, começará a segunda fase do 
intercâmbio entre os responsáveis pela área de comunicação da REDH-RN e a 
CNDHC, iniciado na primeira semana de setembro com a viagem a Natal, capital do 
Estado brasileiro do Rio Grande do Norte, de Paulo Lima, Presidente da 
Associação dos Jornalistas de Cabo Verde, para "beber na fonte" da experiência 
comunicacional do Centro de Direitos Humanos e Memória Popular (CDHMP), a ONG 
que concebeu e coordena o processo de construção da REDH-RN. Os contatos, as 
discussões e a troca de experiências desta primeira fase do intercâmbio deram 
como resultado e elaboração do Plano Global de Comunicação da CNDHC (que 
reproduzimos nesta edição), que define os objetivos, as estratégias e as 
diretrizes de ação da política de comunicação da instituição.



A segunda fase contará com a presença em Cabo Verde, a partir deste sábado, de 
Antonino Condorelli, editor-chefe de Tecido Social e principal responsável pela 
aérea de comunicação do CDHMP e da REDH-RN, que realizará uma capacitação em 
Comunicação em Direitos Humanos dirigida a todos os membros da CNDHC. O 
objetivo desta atividade será estimular as organizações, instituições e pessoas 
que integram a Comissão e incorporar em todas suas atividades o elemento 
comunicacional, fornecendo subsídios teóricos e práticos para que todo ato 
público da CNDHC e de cada um de seus membros vire sempre e sistematicamente, 
ao mesmo tempo, um ato de comunicação social.



A capacitação que o jornalista italiano da REDH-RN dará aos membros da CNDHC de 
Cabo Verde visará, sobretudo, incentivar estes últimos a pensarem as maneiras e 
possibilidades de implementação da política de comunicação definida pelo Plano 
Global, sem fornecer receitas pre-fabricadas nem a pretensão de vender 
experiências existosas no contexto do Rio Grande do Norte como universais, mas 
sugerindo elementos de reflexão e instrumentos práticos que os estimulem a 
elaborar estratégias de comunicação coerentes com os objetivos do Plano e 
refletindo junto a eles (e com eles aprendendo) sobre as realidades específicas 
de Cabo Verde.



Desta forma, o editor-chefe de Tecido Social pretende não apenas compartilhar 
com a CNDHC a experiência de comunicação da REDH-RN, os princípios e conceitos 
em que esta se funda (notadamente o de glocal*) e os resultados positivos que 
já obteve, mas também aprender com a CNDHC para enriquecer a própria prática de 
comunicação da REDH-RN. Uma atitude que impregna todas as atividades desta 
última, fundada na idéia de Paulo Freire (grande elo histórico e espiritual 
entre o Brasil e a África de língua oficial portuguesa, especialmente a 
Guiné-Bissau e Cabo Verde, onde assessorou campanhas de alfabetização de 
adultos baseadas na pedagogia que ele elaborou) de que o ato de ensinar e o de 
aprender estão indissoluvelmente ligados e são inseparáveis um do outro.



Por esta razão, a REDH-RN, através do editor-chefe de Tecido Social, irá a Cabo 
Verde não só para realizar a mencionada capacitação em Comunicação em Direitos 
Humanos para a CNDHC, mas para continuar a aprender o arquipélago (um processo 
já iniciado através dos intensos contatos entre un lado e outro do Atlântico 
que aconteceram ao longo deste ano). Para este fim, recolherá depoimentos em 
áudio e vídeo sobre memória histórica cabo-verdiana, que irão alimentar os 
conteúdos da Rede Cabo Verde de Direitos Humanos Online - uma grande central 
multimídia de informações sobre Direitos Humanos, Cidadania, Arte&Cultura e 
Memória Histórica do arquipélago, hospedada na Dhnet - Rede Direitos Humanos e 
Cultura, o portal gerenciado pela REDH-RN que possui o maior e mais completo 
acervo de dados e informações sobre Direitos Humanos em língua portuguesa - e 
(no caso dos vídeos) a página em português da televisão digital alternativa 
italiana Arcoiris Tv.



Entre os depoimentos sobre memória histórica que a REDH-RN pretende recolher, 
destacam-se os de Iva Cabral (filha de Amílcar Cabral, líder da luta de 
libertação dos povos da Guiné e Cabo Verde nos anos de 1960 e 1970), 
historiadora; do atual Presidente da República de Cabo Verde, Pedro Pires, 
ex-combatente da luta de libertação nacional e membro fundador do Partido 
Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que esteve entre 
os maiores portagonistas dos principais acontecimentos da histórica recente do 
arquipélago; de Antônio Corrêa e Silva, um dos maiores historiadores 
cabo-verdianos contemporâneos, ao qual se pedirá que reflita sobre as 
afinidades históricas e culturais entre Cabo Verde e Brasil; e de Marilú 
Duarte, intelectual que participou das campanhas de alfabetização de adultos do 
pós-independência assessoradas por Paulo Freire.



Além dos trabalhos de capacitação da CNDHC na área de Comunicação em Direitos 
Humanos, de resgate da memória histórica cabo-verdiana e de conhecimento e 
aprendizado do arquipélago, Antonino Condorelli realizará durante sua passagem 
por Cabo Verde diversas outras atividades. Entre elas, dois encontros (um em 
Praia, capital do país situada na ilha de Santiago, e outro em Mindelo, capital 
da ilha de São Vicente, segunda maior cidade do arquipélago e pólo-cultural 
deste último) com representantes locais da Associação dos Jornalistas de Cabo 
Verde, presidida por Paulo Lima, com o objetivo de sensibilizá-los sobre a 
necessidade de se envolver com a promoção dos Direitos Humanos e estimulá-los a 
virarem parceiros e aliados da CNDHC na implementação do Plano de Comunicação; 
entrevistas na mídia impressa, radiofónica e televisiva local divulgando a 
parceria entre a CNDHC e a REDH-RN e os conteúdos do intercâmbio na área de 
comunicação; uma intervenção no curso de jornalismo da universidade particular 
Jean Piaget, em Praia; um encontro com os representantes da sociedade civil 
organizada dentro da CNDHC e visitas a organizações da sociedade civil não 
diretamente envolvidas com a CNDHC, mas que pretendem entrar na discussão sobre 
a implementação da Rede Lusófona, especialmente a ONG Atelier Mar de Mindelo.



Junto a isso tudo, os membros da CNDHC e o representante da REDH-RN discutirão 
a transformação da Rede Lusófona de Direitos Humanos em projeto que preveja 
verba para a infra-estrutura humana, física e tecnológica, os intercâmbios de 
recursos humanos, a criação de um sistema de comunicação próprio que conste de 
diversos instrumentais e a realização de ações concretas, a partir de um 
rascunho redigido pelo editor-chefe de Tecido Social. A intenção, uma vez 
alcançada a versão final do projeto, é apresentar este último a organismos 
internacionais quais o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento 
(PNUD), que financia a maioria das atividades da CNDHC, e outros.



Por fim, a CNDHC e a REDH-RN também discutirão durante este intercâmbio a 
possibilidade de uma ampliação a Cabo Verde do projeto do Observatório On Line 
contra a Exploração Sexual Infanto-Juvenil Ligada ao Turismo de Massa, apoiado 
no Rio Grande do Norte pela Campanha Italiana Stop Sexual Tourism, da qual a 
REDH-RN se constituiu como braço no Brasil. De fato, a exploração sexual de 
menores de idade ligada ao turismo de massa - principalmente italiano - é um 
fenômeno que o Nordeste do Brasil e Cabo Verde têm em comum. Inclusive, existem 
pacotes desde vários países europeus que incluem uns dias na ilha de Sal, a do 
arquipélago cabo-verdiano mais atingida pelo turismo de massa (e, até agora, a 
única com aeroporto internacional), e uns dias em Fortaleza, a capital do 
Estado brasileiro do Ceará.



Por estas razões, a CNDHC e a REDH-RN discutirão a possibilidade de articular a 
primeira com a Campanha Stop Sexual Tourism e a Rede Potiguara de Solidariedade 
Internacional (o coletivo italiano de apoio à REDH-RN e à Rede Lusófona, criado 
em junho deste ano através das articulações realizadas pelo editor-chefe de 
Tecido Social) e com umas jornalistas cabo-verdianas que trabalham em meios de 
comunicação de ampla difusão na Itália, com o fim de abrir espaço na mídia 
daquele país sobre o fenômeno que uma parte dos seus cidadãos está contribuíndo 
a espalhar no Sul do Mundo, e de criar um núcleo permanente da Comissão na ilha 
de Sal que levante informações sobre o turismo sexual em Cabo Verde e as remeta 
para o Observatório da REDH-RN, que se encarregará de divulgá-las. Com isto, a 
CNDHC entraria a pleno título dentro do Observatório contra o Turismo Sexual 
que, futuramente, poderia ser apliado com novos projetos que incluam Cabo Verde 
e suas organizações.



Redação de Tecido Social



* O termo glocal representa a fusão dos conceitos de global e local e é a 
principal característica do Sistema de Comunicação da Rede Estadual de Direitos 
Humanos do Rio Grande do Norte (REDH-RN). Ou seja, é um sistema concebido para 
projetar para o planeta as realidades de Direitos Humanos e as atividades dos 
grupos sociais organizados de todas as comunidades e todos os municípios do 
pequeno, paupérrimo e semi-desconhecido Estado brasileiro do Rio Grande do 
Norte e, ao mesmo tempo, socializar com estas últimas conhecimentos, 
informações e debates de porte global (tais como os princípios da Conferência 
Mundial de Direitos Humanos de Viena de 1993, os Sistemas Globais de Proteção 
aos Direitos Humanos, os Objetivos do Milênio das Nações Unidas, as metas 
previstas pelas grandes conferências mundiais sobre direitos temáticos como 
Durban para a Igualdade Racial, Rio de Janeiro e Kyoto para o meio-ambiente, 
Beijing para os direitos da mulher, etc., assim como o espírito de rede global, 
de troca permanente de informações e experiências que vêem realizando os 
movimentos sociais do planeta desde Seattle para frente, passando pelos Fóruns 
Sociais Mundiais) num processo contínuo e incessante de osmose entre local e 
global. Para atingir estes objetivos, o Sistema se serve de um conjunto amplo e 
articulado de instrumentais digitais (como a Dhnet - Rede Direitos Humanos e 
Cultura, o Tecido Social, CD-ROMs de memória histórica, a página em português 
de Arcoiris Tv fruto da parceria com a REDH-RN para colocar no ar parte do 
acervo de vídeos do CDHMP, a Rádio Dhnet, etc.), impressos (como as edições 
temáticas impressas de Tecido Social, cartazes, etc.), em áudio (como um CD com 
spots e informações sobre Direitos Humanos para as rádios comunitárias 
produzido em parceria com a Rede de Mulheres no Rádio) e em vídeo (o acervo da 
Videoteca Popular do CDHMP, que possui mais de 500 títulos sobre temáticas 
ligadas aos Direitos Humanos e à cidadania), que têm a finalidade de efetivar a 
política glocal de comunicação da REDH-RN.





PARCERIA CNDHC CABO VERDE/REDH-RN BRASIL NA ÁREA DE COMUNICAÇÃO



Reproduzimos na íntegra o texto do Plano Global de Comunicação da Comissão 
Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania (CNDHC) de Cabo Verde, que 
define os objetivos, as estratégias e as diretrizes de ação da política de 
comunicação da instituição e cuja redação é fruto da primeira fase do 
intercâmbio nesta área entre a CNDHC e a Rede Estadual de Direitos Humanos do 
Rio Grande do Norte (REDH-RN), no Nordeste do Brasil.





Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania - CNDHC

Plano Global de Comunicação em Direitos Humanos

 



INTRODUÇÃO

 

A Comissão Nacional de Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC) começou as suas 
actividades em Fevereiro de 2005 altura em que os membros tomaram posse, e é a 
sucessora directa do Comité Nacional dos  Direitos Humanos de quem herdou o 
Plano Nacional de Direitos Humanos.

 

Durante os primeiros seis meses de existência a CNDHC realizou algumas 
actividades com particular destaque para  a Conferencia Nacional de Direitos 
Humanos dando o mote daquilo que será a CNDHC durante o presente mandato.

 

Torna-se, pois, importante, encontrar  uma política de comunicação que permita, 
de forma  tranversal atingir os públicos-alvos. Neste particular, e tendo em 
conta a problemática dos direitos humanos torna-se necessário organizar 
estratégias de comunicação que atinjam um público cada vez mais difuso.

 

O presente documento, não pretende ser um manual, antes um instrumento de 
materialização de políticas de comunicação que têm como objectivo último a 
valorização e a troca de experiências sobre  a melhor forma de se criar, em 
Cabo Verde, uma consciência de promoção e defesa dos  direitos humanos.

 

Para cumprir tal desiderato será lançado mão a todas as formas de comunicação 
para se atingir os objectivos preconizados. O objectivo  principal é que cada  
cidadão se aproprie dos conceitos  e princípios constantes do Plano Nacional de 
Acção para a Cidadania um potencial defensor e promotor dos direitos humanos em 
Cabo Verde.

 

1.      Comunicação 

A comunicação como eixo fundamental da implementação do Plano Nacional dos 
Direitos Humanos será um dos pilares de estruturação da Comissão Nacional dos 
Direitos Humanos  e Cidadania. Abordará todos os pontos actuais e futuros, 
susceptíveis de suscitar mudanças no cidadão. Assim, uma série de exemplos, 
sobretudo representando a realidade nacional será destacada.

 

    1.. Eixo  interno
Este eixo consistirá numa rede de contactos cujas informações serão enviadas, 
com a mesma ordem de prioridade, a todos os comissários. Irá ser composto de 
uma lista de email  e de informações privilegiadas no âmbito do site em que os 
mesmos terão acesso mediante um controlo de acessos (login + password).

Esse eixo será também o veiculo de troca de informações entre o secretariado, 
Conselho Director e as os comissários. Poderão ser desde actas das reuniões 
plenárias,  a relatórios de missão e outros que se manifestarem pertinentes.

·          Suportes 

                                                                          i.    
  Jornal Impresso (Edições temáticas)

O Jornal Impresso será o órgão informativo e oficial da CNDHC, ao estabelecer 
uma ponte entre a direcção da CNDHC e os seus membros, bem como de aproximação 
entre a Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania e os cidadãos. Será 
um jornal trimestral, que para além de relatar as actuações da CNDHC, servirá 
para a apresentação de temáticas específicas aos direitos humanos, tendo como 
pano de fundo o Plano Nacional de Direitos Humanos e Cidadania. 

Por outro lado a comunicação interna servirá de fomento da troca de ideias e 
informações entre os membros da CNDHC. A escolha de edições temáticas 
justifica-se também pela incorporação em pacotes de formação que vierem a ser 
criados.

O boletim constituir-se-á também num suporte educativo que poderá ser 
distribuído nas escolas no âmbito da disciplina de direitos humanos e cidadania.

                                                                        ii.     
 On Line

Com a reactivação do site da CNDHC abrir-se-á caminho para uma comunicação mais 
efectiva entre os membros, mas também destes com os cidadãos. Assim deveremos 
propor um espaço aberto aos cidadãos como forma de receber os subsídios dos 
cidadãos, bem como suas críticas, anseios e frustrações.  

·          Público Alvo

                                                                          i.    
  Membros da  CNDHC

Como destinatário das mensagens o PGC propõe um espaço de noticias das 
actuações da Comissão ou dos Comissários no âmbito da CNDHC. As noticias 
deverão aparecer tanto no  boletim quanto  no site,  o que além de criar 
alternativas serve como reforço das mensagens em cada um dos formatos.

                                                                        ii.     
 Universidades 

A CNDHC deverá de alguma forma aproximar-se, através de protocolos, de 
universidades do país, terrenos do saber científico de excelência. Junto de 
faculdades, sobretudo as ligadas as ciências sociais ou humanas, a CNDHC terá 
muito a ganhar ao receber estagiários o que a jusante  constituirá, através de 
monografias e teses,  referencia bibliográfica incontornável na questão 
direitos humanos em Cabo Verde. Os docentes e discentes podem ser estimulados e 
sensibilizados para a promoção e defesa dos direitos humanos.

                                                                      iii.      
Escolas Secundárias

O aluno do ensino secundário encontra-se numa posição intermédia entre o básico 
e o superior ou médio, e encontra-se ainda numa fase boa de apreensão de 
conteúdos para mudança de atitudes. Será um lugar ideal para se conquistar, com 
o apelo a diversas formas de comunicação, o  maior número de jovens para Causa.

                                                                       iv.      
ONG´s

As organizações não governamentais são os nossos parceiros incontornáveis. 
Prova disso é a sua representação na Comissão Nacional de Direitos Humanos e 
Cidadania. As peças de comunicação que elaborarmos deverão chegar as ong's 
sobretudo aquelas cuja vocação encontram-se mais próximas das grandes linhas 
directoras do PNDHC. 

Por  outro lado, o site da CNDHC e  o boletim deverão constituir-se em espaços 
que possam ser usadas pelas ONG's, que tendo vocação dentro na nossa área de 
actividade, não estejam de forma directa na CNDHC. 

                                                                         v.     
 Agencias Internacionais

As agencias internacionais, fonte de recursos para o desenvolvimento, deverão 
também ter acesso a informação não confidencial produzida pela CNDHC. Trata-se  
por outro lado de uma forma de reforçar a credibilidade da nossa organização 
pois o exercício pleno do acto de comunicar constitui uma forma de prestação de 
contas.

·          Calendário

                                                                          i.    
  Informativo On -Line ( até finais de Outubro 2005)

Com a reactivação do site oficial da CNDHC, que em Setembro de 2005 lançou um 
concurso com o apoio do Programa das Nações Unidas para o 
Desenvolvimento(PNUD), estaremos em condições de estabelecer uma comunicação 
transversal a um publico diferenciado e global. Partindo das nossas 
experiências locais estaremos susceptíveis de influenciar outras paragens. O 
informativo on-line estará disponível de duas formas diferentes. Uma 
directamente no site na frequência que se vier a definir para sua actualização. 
Contudo as informações deverão ser disponibilizadas o mais rapidamente possível 
após o facto que o originou. Neste particular uma tecnologia específica que 
facilita a actualização  deverá ser apresentada pelo consultor.

O segundo elemento será o envio através do e-mail das notícias ou informações 
que entretanto já estejam no site. O envio será feito no formato news letter. 

A implementação irá depender da consultoria e elaboração do site da CNDHC, bem 
como preparação das pessoas que serão encarregadas de actualizar os conteúdos.

                                                                        ii.     
 Jornal Impresso  trimestral (1° número Dezembro 2005)

Sugerimos o mês de Dezembro de 2005 como forma de  enquadrar o surgimento do nº 
0 nas actividades da Jornada Mundial dos Direitos Humanos. Terá uma 
periodicidade trimestral, consistirá de entre 3000 e 5000 exemplares. Será em 
língua portuguesa e a CNDHC deverá escolher um  jornalista encarregado pela 
edição. Neste particular uma acção de sensibilização de carácter formativo ou 
não deverá ser desencadeada pela CNDHC junto de jornalistas de comunicadores 
sociais. Desta forma haverá sempre o recurso a um viveiro de profissionais 
sensibilizados e motivados para tratar questões dos direitos humanos.

·          Implementação

                                                                          i.    
  Participação CDHMP/DHNET  Brasil

A implementação das produtos acima descritos será feita  essencialmente pela 
CNDHC, que mediante a forma de terceirização  de acções, sobretudo técnicas 
como manutenção do site, ou produção de conteúdo para os suportes escrito e  
electrónico. Convém realçar a experiência transmitida pelo Centro de Direitos 
Humanos e Memória Popular do Rio Grande do Norte.

                                                                        ii.     
 Membro da CNDHC para a comunicação Social 

Caberá ao membro da Comunicação social no seio da CNDHC coordenar o aspecto 
comunicacional junto dos profissionais de manutenção do site bem como da 
produção de conteúdos (jornalistas e comunicadores sociais). 

·          Monitoramento

                                                                          i.    
  Membro da CNDHC para a comunicação Social

O seguimento das actividades de comunicação consistirá no diálogo envolvendo o 
membro da CNDHC para a comunicação, os  prestadores de serviço e o Conselho  
coordenador.

                                                                        ii.     
 Membro da CDHMP/DHNET para comunicação

O envolvimento do CDHMP-RN se justifica pela experiência que dela fomos beber, 
e que certamente continuará a servir-nos de modelo.

                                                                      iii.      
Avaliação (periodicidade)

A avaliação desta estratégia de comunicação será feita após cada acção como 
forma de limar as arestas e encontrar soluções mais pragmáticas aos problemas 
que eventualmente venham a ser encontradas na concretização deste PGC.

                                                                       iv.      
Membro da CNDHC para a comunicação social

A avaliação das acções serão feitas num processo conjunto entre o membro de 
CNDHC para comunicação e o Conselho Director.

                                                                         v.     
 Membro da CDHMP/DHNET para comunicação

Contaremos durante a primeira fase da implementação do processo comunicacional 
com o concurso da expertise do Centro de Direitos Humanos e Memória Popular do 
Rio do Norte. Por primeira fase entende-se os primeiros dois anos da vigência 
do PGC.

                                                                       vi.      
Plenária da CNDHC

Avaliações anuais serão submetidas  a apreciação dos Comissários. Estas 
avaliações terão como objectivo, alem de fazer o ponto da situação fomentar a 
discussão dos aspectos abordados e cumprimento das metas preestabelecidas.

    2.. Eixo  externo
Para efeitos deste plano global de comunicação (PGC) entende-se por eixo 
externo os produtos que serão direccionados a um público massivo através da 
comunicação tradicional e não só. Este eixo terá em linha de conta campanhas 
nos meios de comunicação de massa.

·          Suportes

o       Media Tradicionais

§         Rádios Públicas

Como forma de cumprimento do estipulado na lei as emissoras de cariz público 
têm o dever de promover informação e formação. Suportado em parte pelo Estado, 
revelam-se como espaços privilegiados para discussão de temas importantes para 
o desenvolvimento. Assim, no âmbito de uma comunicação sistematizada, propõe-se 
o desenvolvimento dos seguintes produtos:

·        Spots

Spots desmistificando o PNADH serão elaborados. Terão uma forte componente 
apelativa, e deverão situar-se entre os 30" 45". Para efeitos deste plano os 
spot constituirão também forma de divulgação pontual de grandes eventos da 
CNDHC. 

·        Micro programas

Cada vez mais, em decorrência das grelhas de programação das emissoras, ainda 
que sejam prestadoras de serviço público, serem cada vez mais apertadas, em 
parte pela pressão de uma sociedade cada vez mais interventora (ex. programas 
diversos sobre a sociedade civil), a produção de programas é ditado por esse 
constrangimento. Outros aspectos de ordem material e humano, também tem sido 
castradores, no caso cabo-verdiano, do exercício pleno do serviço público. 
Assim os micro-programas, geralmente entre 5 a 7 minutos surgem como formas 
criativas de sensibilização. São mais fáceis de serem inseridos nas grelhas de 
programação, e também de serem produzidos. Constituirão em edições temáticas e  
que apelem a vários estilos desde reportagens, pequenas entrevistas, ou 
depoimentos. Pela sua facilidade podem ter um frequência semanal ou quinzenal, 
e serem emitidos em vários momentos da programação. A escolha do estilo deve 
obedecer a uma grande capacidade de síntese e de criatividade.

Os micro-programas de rádio serão convertidos em formato digital e 
disponibilizados no site da CNDHC com autorização para o download e a 
reprodução livre por parte de qualquer emissora, seja pública, comercial ou 
comunitária. Isto poderia ser até o embrião de uma rádio web com conteúdos 
constantemente actualizados. Os conteúdos e formatos dos programas poderão ser 
diversificados pensando em diferentes emissoras (públicas, comerciais, 
comunitárias e de comunidades cabo-verdianas no exterior).

·        Entrevistas

As entrevistas são por excelência estilos peculiares de desmembramento de 
informações. Os temas que exigem maior tratamento e maior divulgação com vista 
a uma eficaz sensibilização poderão ser direccionados para os espaços de 
entrevistas. Praticamente todas as emissoras detêm espaços de entrevistas. 
Neste particular revela-se capital ter informações detalhadas sobre a hora da 
emissão, os potenciais públicos alvos com vista a melhor direccionar as 
mensagens mais eficazes. Deverá haver um esforço por parte da CNDHC de 
sensibilizar os editores e chefias de redacção da importância da presença 
desses temas na comunicação social. A entrevista pode ser associada a um grande 
evento, como também pode partir da recreação da emissora, ou  ainda sugestão do 
interessado.

·        Emissões Especiais

As emissões especiais são recreações das emissoras que definem os temas, de 
actualidade ou não, e elegem o painel de convidados. Nesta situação a CNDHC 
deverá estar sempre aberta e preparada a se fazer representar nestas emissões. 
Pelo facto de no painel existirem sempre convidados que tem por objectivo 
contrapor as outras opiniões é judicioso ser analisado com profundidade e com 
alguma antecederia, aspectos negativos que poderão ser levantados no decurso da 
emissão. Por outro lado constituem espaços para que a própria CNDHC se possa 
defender colocando em causa, por seu turno, elementos com os quais não concorde.

§         Rádios Comunitários 

As Radio Comunitárias ou livres como são conhecidas em muitos países,  surgiram 
"num contexto das lutas de emancipação materiais e subjectivas(.)[1]". Em Cabo 
Verde nos últimos anos, em particular, com liberalização do espectro 
electromagnético, surgiram algumas estações que se propuseram a uma forma 
diferente de fazer rádio em que a comunidade é quem faz a emissora. Isso 
nota-se desde a escolha das temáticas até ao voluntariado necessário para se 
colocar os programas no ar.  As Rádios Comunitárias revelam-se pois como 
eficazes parceiros do desenvolvimento,e,  devem conseguir,  pelo menos no plano 
teórico, uma maior integração e interacção das comunidades sob sua área de 
actuação. A justificativa é simples: não ter como objectivo principal a busca 
incessante de audiência, como as rádios comerciais; não estar sujeita a 
pressões de vária ordem como as rádios de cariz publica; e pelo facto dos 
cidadãos interagirem directamente com a emissora, através dos conselhos de 
programação ou disponibilizarem parte do seu tempo como voluntários.

·        Spots

Os spots nas Rádios Comunitárias serão os mesmas que nas outras rádios pois 
farão parte de uma estratégia global de comunicação.

·        Micro programas

Pelos custos de uma produção corrente de programas e levando em conta o cariz 
não comercial das rádios comunitárias, esse segmento de radiodifusão costuma 
acolher de bom grado programas prontos a difundir(P.A.D). Além de rechear a 
grelha de programação as nossas temáticas vão de encontro a ideias de inclusão, 
cidadania, participação que enformem os projectos comunitários. Neste 
particular ter-se-á em mente a necessidade e o cariz pratico dos programas 
serem entregues prontos, o que não acarretará constrangimentos para esse 
parceiro. Os programas poderão ser diferentes das emissoras públicas, e deverão 
levar em conta aspectos de maior assimilação das mensagens como o uso da língua 
cabo-verdiana. Protocolos pontuais poderão ser estabelecidos com as rádios 
comunitárias no sentido de se produzir programas com conteúdos mais alargados 
que também servirão para rechear a Antena.

·        Entrevistas

À semelhança das rádios públicas o "assédio" aos espaços de entrevistas deve 
ser uma constante. Geralmente a pressão sobre as rádios comunitárias costuma 
ser menor o que implica uma presença mais efectiva nesses espaços.

·        Emissões Especiais

As emissões especiais que têm como ponto de partida a recreação da própria 
emissora constituem igualmente espaços a não serem negligenciados. Por outro 
lado a escolha de emissões especiais pode ser ditada pela CNDHC, mediante 
acordos com as rádios comunitárias,  que farão a cobertura e abrirão o espaço 
de dialogo com os cidadãos. Em troca dos serviços prestados a CNDHC poderá 
eleger rubricas de financiamento de material ou formação de comunicadores 
sociais junto dos seus parceiros tradicionais mediante a submissão de projectos.

§         TV

A televisão por fazer apelo, de forma simultânea, ao vídeo e a ao som, 
constitui uma das suas grandes características de penetração junto do receptor. 
Contudo este processo revela-se mais custoso e exige mais tempo para 
concretização das peças. Todavia esse aspecto não deverá impedir o recurso a 
esse meio de comunicação de massa (MCM).

·        Spots

As campanhas de sensibilização devem reportar-se ao PNADHC, que, de forma 
transversal, já dispõe das temáticas necessárias a serem abordadas. Pelos 
elevados custos de produção e de difusão, desta alternativa, serão utilizados 
com relativa parcimónia, o que não implica aboli-los. A tendência actual, tem 
mostrado no mundo inteiro, e agora em Cabo Verde, que o recurso a produtoras 
independentes especializadas na execução de vídeos tem  se revelado mais 
eficaz.  Neste particular  o processo consiste na produção por uma estrutura 
independente, e a veiculação nas emissoras tradicionais. Em Cabo Verde neste 
momento o único canal televisivo de difusão continua a ser a estação pública. 
Contudo não poderemos ficar indiferentes às movimentações que se notam no país, 
neste momento, à volta das televisões por assinatura, embora equivocadamente 
conhecidas por tv a cabo, e o webcast, ou tv na Internet.  Assim, os spots 
televisivos nunca deverão exceder os 30", limitações de ordem financeira. Tendo 
em conta essa limitação, que é agravada pelo factor tempo das peças, estas 
devem fazer apelo a uma forte dose de criatividade.

·        Micro programas

Tem se constado nos últimos tempos em Cabo Verde um acréscimo de pequenos 
programas televisivos, mais conhecidos como Micro-Programas. Efectivamente são 
peças de mais fácil elaboração sem descurar o factor veiculação cujos custos e 
tempo em antena costumam representar fortes constrangimentos. Assim cada 
programa obedecerá a uma temática específica mas dentro de um conceito  
sequencial. Este facto permite assim uma certa unicidade e coerência da 
campanha televisiva. Os programas terão uma frequência entre semanal a 
quinzenal num período nunca inferior a três meses, tempo suficiente para 
segmentar as mensagens. A duração de cada programa não deve exceder 5'30".  O 
aspecto de unicidade será verificado também nos chamados genéricos. Os 
programas consistirão na encenação de situações tidas como conflituosas, em que 
subliminarmente se passe mensagens opostas sendo o remate da mensagem com a 
prática correcta. Aconselha-se o uso de gráficos, desenhos e efeitos especiais 
para reforço da mensagem.

·        Entrevistas

As entrevistas nas televisões, regra geral, decorrem da recreação do órgão de 
comunicação social mediante uma série de critérios de elegibilidade daquilo que 
é ou não notícia. Contudo é sempre possível fazer-se sugestões aos responsáveis 
dos espaços. Essas sugestões têm maiores possibilidade se forem assuntos que já 
estejam na agenda setting  do órgão em questão,  e se tiverem algum cunho de 
actualidade noticiosa. Desta forma a comunicação da CNDHC deverá ser capaz de 
vincular as propostas de entrevistas a actos concretos, pois estes seguramente 
vão estar nas agendas das redacções. (ex. Aproveitar-se de uma actividade para 
falar-se de um tema específico). 

·        Emissões Especiais

Para efeitos deste PGC entende-se por emissões especiais espaços de recreação 
dos órgãos de comunicação social, que podem ser constituídos em forma de 
painel. Este é o formato mais usual na tv cabo-verdiana. À semelhança dos 
espaços de entrevista a CNDHC deverá fazer-se notar a fim de estar presente nos 
painéis de discussão. Tentar vincular sempre que possível as actividades às 
discussões.

§         Principais Jornais

·        Espaços publicitários

As campanhas de sensibilização que contenham um parte gráfica devem encorpar os 
jornais mais lidos. Os espaços publicitários são vendidos em 1/1, ½,1/4 de 
página ou outras modalidades que um determinado jornal adoptar. Contudo estes 
são os mais comummente utilizados. Os espaços publicitários podem ainda ser 
utilizados para divulgação de actividades ou relatórios.

·        Artigos encomendados

Artigo encomendado é um elemento utilizado pelo sector comercial.  Contudo 
parcerias institucionais com os órgãos de imprensa podem permitir o uso de 
certos espaços no jornal. Realcemos que esta possibilidade difere de órgão para 
órgão. Um exemplo pode ser a pagina do meio ambiente, institucional, e das 
Câmara de Comercio, publicidade, no Jornal A Semana. De salientar, ainda, que 
os textos são escritos por jornalistas, daí a necessidade de envolvimento de 
profissionais engajados na causa dos direitos humanos.

o       Produtos gráficos

§         Outdoors

Confeccionados hoje em dia no país podem ser recursos bastante apelativos.  
Neste particular deve-se escolher bem a localização  tendo em conta o público 
alvo a atingir.

§         Banners /disticos

Mais pequenos podem ser afixados numa multiplicidade de ambientes. Os custos 
são menores e o horizonte de exposição não deve ser longo, como no caso do 
outdoor.  

§         Desdobráveis/folders

Muito práticos, pois personalizados, têm contudo a sua eficácia limitada em 
questões como analfabetismo, ausência do hábito de leitura, ou ainda pela 
efeito de ser inutilizado logo após ter sido distribuído. Por outro lado 
encontrando um público mais atencioso pode ser lido e relido noutros momentos. 
Uma atenção particular deve ser dedicada ao grafismo e tamanho das fontes de 
acordo com os públicos visados. Podem constituir parte do kit de cursos vários 
pois geralmente os folders ou desdobráveis são temáticos.

§         Cartazes

Ideal para interiores, em murais preparados para o efeito. É comum vê-los 
espalhados por todo o lado sem qualquer critério de fixação, o que o inutiliza, 
pela poluição visual, que causa, e por não atingir os objectivos preconizados. 
Podem ser associados a grandes campanhas ou sensibilização pontual.

§         Adesivos

Muito apelativos e eficazes formas de transmissão de mensagens devem também ser 
associados a grandes campanhas. O seu impacto no tempo é horizontalmente maior.

§         Calendários/mouse pads; Brindes (canetas/chaveiros

Tem o seu peso como brindes mas devem também estar associados a estratégias 
mais globalizantes devido aos custos  que costumam ser elevados de acordo com a 
tiragem. A maior parte das empresas exige uma quantidade mínima. Contudo, numa 
lógica de economia de escala, e em termos proporcionais a quantidade dita 
preços mais reduzidos.

 

o       On Line

§         Manutenção do conteúdo do site

Foi lançado em Setembro de 2005 um concurso público mediante termos de 
referencia. Todavia, a manutenção do site deve obedecer a critérios de 
funcionalidade, de interactividade e permitir um elo durável entre o cidadão e 
a CNDHC.  

§         Jornal electrónico

O jornal electrónico será uma sub-componente do site mas deverá ser enviado em 
forma de news letter electrónico a uma base de dados alargada. Uma selecção de 
endereços electrónicos será feita contendo dados de instituições, autoridades, 
e sobretudo formadores de opinião. Será uma forma permanente de prestação de 
contas, sobretudo junto dos financiadores dos diversos projectos. O boletim 
digital será remetido a endereços de e-mail com alto potencial de repercussão 
(redações de meios de comunicação, instituições, agências internacionais, 
organizações da sociedade civil, universidades e academias, etc.) inicialmente 
de Cabo Verde e, mais na frente, também dos outros países de língua oficial 
portuguesa, e que graças a esta estratégia funcionará como uma agência 
permanente de informação sobre Direitos Humanos que projetará para os 
actores-chave da sociedade cabo-verdiana e para fora do país as atividades da 
CNDHC e todos seus membros, assim como as realidades das comunidades mais 
desfavorecidas do arquipélago, com o objetivo de contribuir a sensibilizar a 
opinião pública e provocar políticas e ações visadas a intervir concretamente 
na realidade. A diaspora caboverdiana não será esquecida nesse processo, 
devendo igualmente receber todas as informaçãoes que produzirmos.

 

o       Presencial 

O PGC prevê no âmbito de uma série de actividades presenciais uma estratégia de 
comunicação que vá desde a chamada ou convite, até a melhor forma de explorar 
os eventos junto dos media.  Serão desencadeadas acções que envolvam de forma 
directa as comunidades, e com isso conseguir-se um publico por vezes "marginal" 
em relação as mensagens divulgadas nos  media tradicionais. Um exemplo de um 
acto presencial é a restituição do Plano Nacional de Acção para os Direitos 
Humanos e Cidadania.

§         Eventos  da cidadania

Os eventos de cidadania são acções desenvolvidas pela CNDHC de forma directa em 
relação a um publico específico. É uma forma de comunicação eficiente, pois o 
público alvo entra em contacto directo com as noções e com membros da CNDHC o 
que gera um sentimento de participação e pertença aos ideias dos direitos 
humanos.  Aqui a criatividade deve ser o expoente, e questões contra a 
violência à mulher e à criança, direito ao registo, direitos da criança podem 
ser exploradas. Contudo neste elemento, tido como de massa, é fundamental 
existir alguma articulação com manifestações culturais, envolvendo grupo 
teatrais e músicais. A estratégia pode ser mais eficaz se opções concretas 
forem adoptadas. Pode-se por exemplo organizar junto com o Ministério da 
Justiça uma campanha de registo tardio, ou junto de instituições sanitárias 
acções de doação de sangue, medição de pressão arterial, etc. O objectivo é que 
o cidadão se desloque a um determinado local, possa resolver um assunto 
pontual, ter acesso  a mensagens sobre os direitos humanos e boas praticas, e 
desfrutar de momentos de  cultura.

§         Manifestações culturais

Associar a CNDHC a grandes eventos pode ser considerado uma excelente vitrina. 
Essa associação poderá vir na simples disponibilização de faixas ou dísticos e 
banners, como a instalação de postos de informação e distribuição de material 
de sensibilização. A estratégia é fazer com que o cidadão compreenda que 
cultura também é um direito. Em Cabo Verde organiza-se todos os anos dezenas de 
festivais, a CNDHC pode escolher um a dois concelhos e levar a sua mensagem.  
Esta fórmula pode ser também adoptada em relação a eventos de cariz desportivo.

§         Jornadas dos Direitos Humanos

As Jornadas dos Direitos Humanos que aqui é entendida no âmbito do Dia Mundial 
dos direitos humanos deve ser um momento de levar os ideais que norteiam a 
CNDHC ao cidadão. Palestras nas escolas têm sido uma das actividades dentro da 
programação do dia internacional dos direitos humanos. Contudo torna-se 
imperativo descentralizar as actividades levando as mensagens também a escolas 
de outros municípios.  Esta descentralização pode decorrer de actos simultâneos 
em mais de uma escola, envolvimento de um grupo de teatro, criação de grupos de 
discussão de jovens, entre outros aspectos.  É o momento também para se lançar 
concursos com uma miríade de temas ou sugestões. Os concursos costumam ser 
formas praticas de envolvimento das pessoas. Assim podem ser lançados concursos 
para diversos públicos como estudantes do ensino básico e secundário. Elementos 
como desenho, poesia bem como slogans podem ser  testados. Nos casos de desenho 
e literatura os trabalhos que não tenham sido seleccionados podem, também, 
fazer parte de exposições pontuais. Desta forma eliminar-se-ia a ideia de 
derrota associada aos concursos potenciando, assim, a participação como motor 
de cidadania.

§         Conferencias dos Direitos Humanos

As conferencias de direitos humanos serão as vitrinas da CNDHC fora do país. 
Pela qualidade das apresentações e dos conferencistas, pretendem ser espaços 
privilegiados de investigação e reflexão da problemática dos direitos humanos.  
Ainda que estejam votados para públicos bem específicos os conteúdos devem ser 
socializados através de mecanismos de comunicação de massa. Desta forma 
ter-se-á a certeza de que a mensagem irá atingir um público maior. 

§         Formação de formadores de opinião

A mudança para uma atitude positiva em relação aos direitos humanos será tão 
mais eficiente quanto maior for a sua sustentabilidade no tempo. Os formadores 
de opinião têm esse papel de eternizarem conceitos e forjar praticas. Contudo, 
e como é óbvio, se os formadores de opinião não estiverem devidamente 
preparados e sensibilizados é grande o risco de insucesso na empreitada. Assim, 
acções específicas de formação devem ser endereçadas a  esses profissionais.

·        Jornalistas

Como formadores e informadores por excelência os jornalistas, poderão no âmbito 
da presente estratégia, ter acesso a acções de formação em que possam 
apropriar-se de conceitos que serão transmitidos através dos media. Tendo em 
conta que a promoção dos direitos humanos, na forma sistematizada como está a 
ser feita pela CNDHC é novidade no país, e sem descurar a sua tenra existência, 
deverá apostar-se a curto prazo numa formação  específica de  jornalistas e 
comunicadores sociais. Tal acção de formação irá permitir, por outro lado, 
configurar uma base de dados de jornalistas  e comunicadores sociais sensíveis 
à causa dos direitos humanos. São profissionais que podem ser envolvidos em 
processos como boletim da CNDHC, actualização das notícias no site, entre 
outros. Aqui o objectivo é ter-se um corpo de jornalistas e comunicadores 
sociais para a promoção e defesa dos direitos humanos.

·        Comunicadores Sociais

Não sendo jornalistas participam em actividades de sensibilização  nas rádios 
comunitárias mas também de forma presencial. Comunicadores natos as capacidades 
devem ser aproveitadas, também, no plano dos direitos humanos. Costumam ser os 
dirigentes desportivos, associativos, etc.

·        ONG´s

É inegável o papel da sociedade civil organizada no processo de promoção de 
cidadania. Projectos concretos podem ser realizados junto de ong's que por sua 
vez terão o papel de multiplicadores. As formações podem ser dirigidas aos 
dirigentes bem como podem ser extensíveis aos outros membros.

·        Formação de Formadores Direitos Humanos

A necessidade de multiplicação de actores que massifiquem a causa da promoção e 
defesa dos direitos humanos deve ser uma constante. A formação agentes de 
cidadania deve ter um carácter descentralizado, e sistemático.(ex: voluntários 
da Cruz Vermelha).

·        Disciplina de Direitos Humanos

A introdução de uma cadeira de Direitos Humanos no ensino formal é um aspecto 
incontornável. Contudo como todo o processo que se inicia devem ser 
potencializadas as discussões à sua volta. Para os efeitos de se dar a conhecer 
em que consiste serão usados todos os canais de comunicação expostos ao longo 
deste plano. 

·        Segurança Ordem publica/ Sistema prisional

A formação dos agentes repressores para a causa da preservação dos direitos 
humanos deve ser uma constante. Acções de formação específicas serão 
direccionadas às policias nacionais e aos agentes.

·          Público Alvo

§         Crianças/ Adolescentes

Como indivíduos em processo de afirmação pessoal uma aposta clara será feita 
nas crianças. As mensagens terão em linha de conta as faixas etárias e 
utilizarão aspectos lúdico-criativos como forma de gerar um individuo engajado 
na promoção de defesa dos direitos humanos.

§         Jovens

As mensagens e peças de sensibilização levarão em conta as faixas etárias, o 
sexo, as assimetrias regionais e deverão conduzir  a um processo de reflexão da 
causa dos direitos humanos. 

§         Adultos

·        Mulheres

Questões ligadas ao género serão potenciadas nas mensagens a serem produzidas e 
veiculadas. Violência contra a mulher, igualdade de acesso à educação, ao 
trabalho e à participação política deverão ser amplamente e exploradas.

·        Agressores e vítimas

Sobretudo nos casos de violência doméstica um trabalho de sensibilização será 
feito junto a agressores e também vítimas. No primeiro caso mensagens devem 
levar o cidadão a repensar a postura de resolução dos conflitos. A fórmula de 
contrastes mostrando o errado e o certo e vincar a  melhor pratica é um das 
formas mais eficazes de promoção da mudança de atitudes. Em relação à vítima o 
objectivo é gerar a noção da necessidade de denúncia de actos de que tenha sido 
vítima.

§         Idosos

O direito do idoso em viver com dignidade deve ser explorado num contexto de 
mudança de atitudes, em que o idoso deixa de ser um  fardo para  a família e 
para o Estado. Vincar a ideia de dever cumprido e do contributo dado pelo idoso 
no passado.

§         Comunidades emigradas

As acções de comunicação da CNDHC visarão as comunidades da diáspora, através 
das associações cabo-verdianas no exterior (seja de estudantes, profissionais 
ou outro carácter), que poderiam ser atingidas através dos instrumentais 
digitais (site, boletim, etc.) e, através de mecanismos de interactividades 
presentes nestes.

§         Portadores de deficiência

Aos cidadãos com necessidades especiais devem ser facultados o acesso aos seus 
direitos. Mensagens específicas que reprovem a marginalização devem ser 
realçados em duas perspectivas: uma de auto-inclusão da pessoa com necessidades 
sociais: outra endereçada aos demais actores sociais com vista a sua 
sensibilização no sentido de promoverem uma inclusão efectiva.

§         Reclusos

A promoção dos direitos humanos como um dos aspectos necessários a sua 
re-socialização serão explorados junto da comunidade encarcerada. Uma visão de 
exigência dos direitos, outros que a liberdade, e defesa dos direitos junto dos 
demais cidadãos deve ser fomentada no seio da população encarcerada. Para tal 
acções de esclarecimento, exibição de peças audiovisuais, teatrais ou outros, 
deverão levar o recluso repensar a sua atitude.

§         Imigrantes/Retornados

Promoção das chamadas minorias será igualmente um dos objectivos deste plano. 
Mensagens pela hospitalidade, tolerância serão direccionados ao diversos 
públicos expostos neste plano. Objectiva-se um sã convivência dentro da 
diversidade.

 

 

·          Calendário

o       Vigência  do mandato 

O presente plano de comunicação deve corresponder ao mandato da CNDHC. As 
acções aqui descritas poderão, assim, ser escalonadas ao longo do mandato.     

·          Implementação

o       Membro da CNDHC para a comunicação Social

o       Membro da CDHMP/DHNET para comunicação

·          Monitoramento

o       Conselho Coordenador e  o membro da CNDHC para a comunicação Social

o       Membro da CDHMP/DHNET para comunicação

·          Avaliação

o       Membro da CNDHC para a comunicação social

o       Membro da CDHMP/DHNET para comunicação

o       Plenária da CNDHC



2.      Orçamento



Os custos da implementação deste plano decorrerão sobrutudo da produção e 
veiculação dos suportes audiovisuais, diagramação e impressão dos  materiais 
gráficos, e  ainda manutenção do site num horizonte de dois anos. Custos 
detalhados vide anexos.

 

3.      Bilbliografia



- Comité Nacional dos Direitos Humanos CV(2004) - Plano Nacional de Acção para 
os Direitos Humanos e Cidadania em Cabo Verde. Praia.

- Comité Nacional de Educação em Direitos Humanos Brasil(2004) - Plano Nacional 

de Educação em Direitos Humanos. Brasília. 

- MAIA M.M.,  PINTO R., PONCE LEÃO I., REI J.E. et al(2000) - Dicionário de 
Ciências da Comunicação. Porto; Porto Editora..

- MELO José Marques de(1985) - Comunicação; Teoria e Política. 1ª Edição, São 
Paulo: Summus Editorial.

- MIRANDA José, Silveira Joel:org.(2002) - As Ciências da Comunicação na 
viragem do século.1ª Edição, Lisboa: Vega.

- SOUSA Jorge Pedro(2003) - Elementos da Teoria e Pesquisa da Comunicação dos 
Media. Porto: Universidade  Fernando Pessoa.

 

 

 

 

4.      Glossário

 

Agenda setting  - Modelo teórico de comunicação em que os media têm um real     
          efeito sobre a opinião pública apenas pelo facto de darem mais 
atenção a certos assuntos e  esquecerem outros.

Banners - Imagem gráfica consistindo numa faixa. Comummente utilizado na 
Internet.

Download - Transferência electrónica de ficheiros a partir de um servidor ou 
página web. Oposto de upload que consiste no envio de ficheiros para um 
servidor ou página web.

Email - Endereço electrónico

Expertise - Perito, experiência.

Folder - Desdobrável ou folheto, peça gráfica de divulgação  que consiste numa 
folha dobrada para fins de publicidade institucional ou comercial

Genéricos - produção audiovisual específica para o  inicio ou fim de um 
programa.

Login - Nome de utilizador que associado a uma password ou senha permite aceder 
a uma determinada funcionalidade.

MCM -Acrónimo de meio de comunicação de massa.

Media - Ver MCM

News letter - Publicação impressa contendo informações de interesse para um 
grupo particular.

Outdoor - Suportes da publicidade colocados em pontos estratégicos.

Password - Senha que permite aceder a um determinada funcionalidade.

Spot - Espaço publicitário num determinado meio de comunicação. Pode ser 
institucional ou comercial       

Webcast - Veiculação de  produção audiovisual através da web(Internet)

 

 

Autoria: Paulo Jorge Lima - CNDHC

Colaboração: Antonino Condorelli CDHMP/REDH-RN 




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[1]  Radios Livres a reforma agrária no ar,  pag. 9




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