[radiolivre] Res: [radiolivre] artigo sobre zapatismo e suas novas formas de fazer política
- From: Gilberto Américo <gilonline@xxxxxxxxxxxx>
- To: radiolivre@xxxxxxxxxxxxx
- Date: Mon, 12 May 2008 12:37:56 -0700 (PDT)
Oi gui, eu quero sim
vlw
g
----- Mensagem original ----
De: "guile@xxxxxxxxxx" <guile@xxxxxxxxxx>
Para: radiolivre@xxxxxxxxxxxxx
Enviadas: Segunda-feira, 12 de Maio de 2008 16:25:55
Assunto: [radiolivre] artigo sobre zapatismo e suas novas formas de fazer
política
Meus caros,
Acaba de ser lançada a revista de cultura e política Lua Nova número 72.
Entre eles está um artigo que escrevi entre 2004 e 2006, originalmente
para o coletivo "pensamento radical" que faria um livro coletivo e
colaborativo de intelectuais ativistas. O livro não saiu e por um convite
de um sociólogo mexicano meu artigo foi parar nesse número desta revista
altamente acadêmica, e o engraçado é que seus artigos combinam em vários
aspectos com o meu. Mistério das afinidades de época, talvez. O artigo
trata das novas formas de fazer política com ênfase na criatividade,
participação direta e na comunicação cultivadas a partir do zapatismo.
Tenho o PDF da revista inteira, com mais de dois megas, que posso enviar
para quem me pedir em privadamente pelo mail: guile@xxxxxxxxxx
Quem quiser comprar o original pode pedir diretamente para o CEDEC, sai
uns 20 reais: luanova@xxxxxxxxxxxx
abraços
guile
PS:abaixo os resumos:
quedas de presidentes na América do Sul
Kathryn Hochstetler
A partir de 1978, 40% dos presidentes eleitos na América
do Sul têm sido contestados por civis, que tentaram fazêlos
deixar o cargo antes do tempo. Por meio de impeachments
e de renúncias, caíram 23% ? que foram substituídos
por civis. Após um exame do conjunto completo de presidências,
verifica-se que os presidentes contestados tendiam
mais a seguir políticas neoliberais, a estarem pessoalmente
implicados em escândalos e a não terem maioria no Congresso,
do que seus congêneres não-contestados. Entre os
presidentes contestados, a presença ou a ausência de grandes
manifestações populares nas ruas, exigindo sua deposição,
é, então, crucial para determinar seus destinos. Esses
acontecimentos frustram várias hipóteses essenciais relativas
às práticas dos regimes presidenciais: que os mandatos
presidenciais são rigorosamente fixados, que a população
não pode retirar nem garantir seus mandatos e que as conseqüências
do conflito político no presidencialismo são o
colapso da democracia.
Vamos ao baile: gingas da comunicação e da
participação no Zapatismo
Guilherme Gitahy de Figueiredo
Entre 1983, ano em que foi criado como órgão das Forças
de Libertação Nacional, até 1996, ano do I Encontro Intercontinental
pela Humanidade e Contra o Neoliberalismo
realizado em plena selva mexicana, o Exército Zapatista
de Libertação Nacional (EZLN) viveu uma lenta e decisiva
transformação: de guerrilha clássica a movimento pacífico
que constrói ?um mundo onde caibam muitos mundos?,
por meio da invenção de mecanismos de participação e
comunicação. Este texto analisa essas novas maneiras de
fazer política que têm sido cultivadas nas relações entre o
EZLN e a por ele denominada ?sociedade civil?, que são
inúmeros grupos a ele associados por laços de comunicação
e solidariedade.
Vinte anos depois: a construção democrática
brasileira vista da periferia de São Paulo
Gabriel de Santis Feltran
Os movimentos sociais sempre buscaram estatuto político.
Este artigo conta a história de um desses atores, o Movimento
de Defesa do Favelado (MDF), que desde o final
dos anos 1970 até os dias de hoje atua na periferia leste
da cidade de São Paulo. Ao narrar essa história de trinta
anos, vinte dos quais vividos sob a ?nova democracia?, o
texto destaca as diferentes modalidades de relação entre
os setores populares e a esfera política no Brasil contemporâneo.
De um lado aparecem as tentativas de diluir a
fronteira que bania, durante o regime autoritário, os segmentos
populares da representatividade política; de outro
lado, encontram-se novas fronteiras que, ainda que sob
um regime pautado pela universalidade formal de direitos,
se repõem hoje entre os setores populares e o mundo
político.
Movimentos sociais como acontecimentos: linguagem
e espaço público
Ricardo Fabrino Mendonça
De cunho conceitual, o presente artigo busca refletir sobre
os processos de constituição e atuação de movimentos
sociais com base na noção de acontecimento. A idéia é analisar
a potência desestabilizadora que pode ser desencadeada
por tais agências coletivas, que instauram práticas participativas
fundamentais à democracia. Inicia-se essa discussão
com uma sucinta apresentação do conceito de acontecimento,
orientando-nos principalmente pelas idéias de Louis
Quéré. Em seguida, busca-se estabelecer algumas relações
entre tal conceito e os movimentos sociais, ressaltando a
relevância das noções arendtianas de ação e refundação. Procura-
se, então, evidenciar o caráter de acontecimento dos
desdobramentos públicos das lutas de um movimento, com
base na noção de esfera pública. Discorre-se, por fim, sobre o
freqüente processo de engessamento dessa agência coletiva
na burocratização de uma entidade que se quer unificada.
É possível uma política deliberativa para o
trabalho?
Leonardo Mello e Silva
As relações trabalhistas vêm apresentando uma série de
iniciativas de negociação inovadoras nos últimos anos no
Brasil, seja no âmbito da concertação social, seja no âmbito
das relações de trabalho dentro das fábricas, que apontam
para a mobilização de uma postura dialógica e compreensiva
entre os interlocutores ou atores coletivos. Os limites
de uma tal postura em uma situação de conflito de classe
estão para ser estabelecidos. O artigo procura incorporar
a discussão teórica sobre a democracia deliberativa para
aquele tipo de situação, a fim de testar a sua pertinência.
A ênfase recai na observação das precondições teóricas
quanto à arbitragem dos conflitos em situações determinadas,
extraídas de pesquisa prévia do autor. A hipótese
subjacente é de que o procedimento deliberativo no trabalho
pode estar a indicar um alargamento da esfera pública
no Brasil.
Representação em Rousseau e Hannah Arendt
Maria Aparecida Azevedo Abreu
O artigo tem como objetivo comparar as concepções de
representação formuladas por Rousseau e Hannah Arendt.
Sempre considerados como críticos da representação política,
cada um dos autores faz sua crítica baseada em argumentos
bastante distintos. Esses argumentos serão comparados,
seguindo a trilha dos conceitos de natureza, artifício,
vontade, unidade e pluralidade.
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