[radiolivre] Re: RES: Re: ENECOM

Acho q nao me fiz entender muito bem.
Minha falta.
Vou desenvolver um pouco mais.
Pra alguns vai ser repetitivo.
Mas como a discussao sempre volta mesmo...


On 6/26/06, Julio Matos <julioxmatos@xxxxxxxxxxxx> wrote:

Eu acho que entendo.... É dentro de uma perspectiva de transformar a relação do espectador de mero ouvinte para emissor. Isso é fantástico!


O velho brecht, em 32, levantava a imensa possibilidade de conectar as
pessoas,
que elas nao ficasse isoladas com o meio, mas relacionadas com o radio.
O sistema tecnico baseado na escassez (mentirosa) do espectro estabeleceu
pouco emissores e muitos receptores. A mudanca de um comportamento passivo
para um mais ativo tem com a internet um forte e crescente apelo, mas isso
nao significa que as pessoas estao viajando mais nos proprios conteudos
(embora o fenomeno dos blogs seja marcante). Ha ainda um predominio da
REPETICAO em detrimento da CRIACAO, fenomeno que assola as radios
comunitarias,
impedidas de estabelecerem-se em rede e preocupadas em atender ao gosto
da comunidade ao seu redor, colonizada pelo jabah.
A mudanca do comportamento nao deve estar dissociada do APRENDIZADO
POLITICO que outro alemao, o hans magnus, chamava atencao. gerir um meio
coletivamente nao eh produzir seu conteudo no seu horario, mas entender
as demandas e solucoes coletivas pra administrar e criar com o meio.

O termo comunicar eh interessante. se por um lado ele carrega o comum,
o combate, o "co", ele eh transmissao de palavra de ordem (deleuze).
O comunicar que muitas radios livres buscam estah mais proximo da ideia
de interesse publico, de serem radios abertas aa participacao do publico,
para que se crie o debate publico sem os intermediarios, sejam eles
comerciais
ou do terceiro setor, os grandes eleitos pra brigar pelo do quarto poder.

O controle a ser combatido nao eh do Estado sobre o espectro, mas da
comunicacao ela mesma, e a tortura cotidiana que ela impinge no mundo
do trabalho.
Radios permanentes, de conteudos edificantes, tendem a mediocridade
dominante, pois atendem ao publico, nao ao interesse publico.
Por que a permanencia como objetivo? Permanencia eh resultado!
Outras utilizacoes da midia radio nao seriam lampejos, nao se bastariam
sem seducao da audiencia?

Discutir o conteudo de uma radio livre (nao a producao dele) eh como
discutir producao cultural aa luz da arte. Se a arte (vixe, agora rende...)
nao eh comuncativa, queremos produzir comunicacao fora do eixo,
do controle, pintar o sete e vazar. Identidade, sim, nos nos reconhecemos.
ms colaboracao em rede nao pressupoe essa permanencia, mas multiplicacao
dos pontos emissores, multiplicidades, multiflorestania!

Bom, viajei. Mas sei q nao estou soh.

abs

9s




Em 25/06/2006, às 19:46, Thiago Novaes escreveu:

> Nao eh esse o debate.
> A questao eh viajar nos proprios conteudos ou ser guiado
> nas viagens (e permanencias) de outr@s.
> Mas as viagens sempres existirao.
>
> quer medir a interferencia no mundo?
> faz uma pesquisa de opiniao.
>
> 9s
>
>
> On 6/25/06, Gustavo Gindre <gindre@xxxxxxxxxxxxx> wrote: Excelente
> reflexão. Creio que os debates sobre "conteúdo" e "permanência
>> da emissora" farão a divisão entre experiências voltadas para aqueles
>> que fazem a emissora e experiências voltadas para interferir no mundo
>> à
>> sua volta.
>>
>>
>> ---
>> Lista de discussão do projeto http://www.radiolivre.org
>> Para ajuda sobre a lista, consulte http://www.radiolivre.org/node/483
>>


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