[radiolivre] Re: RES: RES: RES: Re: RES: RES: Re: RES: Re: ENECOM

maureen dowd ganhou o premio pulitzer pela cobertura do caso lewinsky para o
NYT. é uma pessoa que seguramente valoriza a sua audiência, acima de
qualquer coisa eu diria. passo um trecho de uma entrevista sua ao ao jornal
la vanguardia (barcelona). espero que ajude a matizar os pontos de vista:*

- ¿Cómo llegó usted a la Casa Blanca? *

- Estuve en *Time *diez años; después entré en la sección local de *The New
York Times *y luego me enviaron a Washington, donde acabé cubriendo la Casa
Blanca con Clinton. Y conseguí tener mi propia columna en 1995.

*- ¡Por fin! *

- Demasiado tarde, amiguito, hoy los opinadores ya no tenemos el monopolio
de la opinión pública: los grandes pasteles los descubren los *bloggers*.Hay
cientos de *bloggers *opinando a diario no sólo en internet, muchos dan el
salto de la red a los medios. Con tanto blog, es muy difícil ser original.

*- No creo que compitan con usted. *

- Pues sí. Recuerde que el escándalo Lewinsky comenzó en un blog, lo mismo
que el que costó el prestigio a Dan Rather. Los políticos cortejan a los
mejores *bloggers *porque les consiguen donaciones, voluntarios y buena
imagen para las campañas.

*- No se me queje, Maureen. *

- ¡No me quejo! Es una situación muy sana: los blogs me obligan a mejorar
cada día.



Em 30/06/06, Paulo de Carvalho <paulodecarvalho@xxxxxxxxxxxxxxxxxxx>
escreveu:

O estranho de todo debate é quando se procura chifre em cabeça de burro, um motivo, uma linha, uma palavra para discordar. Ora, tá todo mundo falando a mesma coisa e, até agora, só o locutor defendeu abertamente a coisa da audiência.

No mais, ninguém tá defendendo ibope ou coisa que o valha. Tá certo, é
bacana, e necessário, e legítimo montar 300 mil rádios, uma na mão de cada
um, mas se ninguém escutar, como fica? Falar ao vento e contar que as
palavras assim sejam levadas ao longe? Ou só o que importa é falar e foda-se
se há interação ou não. Porque fazer rádio, revista, jornal, site ou o que
seja prevê comunicação, no mínimo entre duas pessoas – falar alguma coisa
(conteúdo) para alguém, que não precisa só escutar, mas que pode falar
também para outro alguém, ou responder. Enfim, é ida e volta. Por mim,
quando faço comunicação, prefiro duas mil a apenas duas, pois o que pretendo
é a interação, ouvir a voz d@s outr@s, saber do conhecimento alheio, de
tantas visões de mundo, como acontece aqui nesse papo – estamos pelo menos
uns cinco falando, e alguns mais ouvindo. Foi provocação, um falou, outro
respondeu, mais um entrou no papo e as idéias fluem, e não é bem melhor que
apenas dois trocarem suas palavras – já são cinco! Quem sabe daqui há pouco
mais alguém não dá uma outra pista pra desvendar esse mistério que é a
comunicação.

Agora, montar uma rádio é quase fácil, mas cadê a programação de conteúdo
pra provocar a interação, sem ficar apenas transmitindo? Por que micro
aberto é bacana, super legal, válido e o escambau, mas só o micro aberto? Tá
faltando imaginação, invenção. Quero ver o micro aberto num debate
exatamente sobre isso.

E o jornal? Fazer um só é quase fácil, também, mas vale? Como exercício
talvez, ver como é. E se for a proposta, por que não? O Lutzemberguer, que
armou o circo da Rio 92, lançou em 1970 um jornal tablóide, denso, cheio de
páginas, o "Manifesto Ecológico", talvez o primeiro grito ambientalista
desde a ditadura militar, mas foi um só, e a proposta era essa mesma. Mas se
não for assim, fazer mais de uma edição fica complicado - fazer pauta,
buscar conteúdo, distribuir, ser interessante, tudo isso é mais difícil, não
se faz sem persistência e vontade.

E na internet é a mesma coisa,qualquer um monta um site, mas cadê o
conteúdo?

Porque, mesmo que não interesse nem ninguém na outra ponta meu amigo,
mesmo que queiras apenas montar a rádio para o falar, livre falar, falas o
que? Pro espelho olho todo dia de manhã, mas no resto do dia quero ver
outros rostos. É bacana, e eu também gosto, ter um micro pra falar o que der
na telha, o exercício da liberdade, sem restrições de nenhuma espécie – é
bacana.

Mas o bom mesmo é como aqui, quando falo e alguém também fala, quando
descubro que não me fiz entender e tenho que exercitar minha fala mais um
pouco, quando a provocação traz resultados.

E, é claro, abaixo o poder (autoritarismo), abaixo o dinheiro
(capitalismo), abaixo a audiência (mercantilização)!

Salve a tod@s!
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*De:* radiolivre-bounce@xxxxxxxxxxxxx [mailto:
radiolivre-bounce@xxxxxxxxxxxxx] *Em nome de *Gustavo Gindre
*Enviada em:* terça-feira, 27 de junho de 2006 20:05
*Para:* radiolivre@xxxxxxxxxxxxx
*Assunto:* [radiolivre] RES: RES: Re: RES: RES: Re: RES: Re: ENECOM



> Mas é claro que não importa se são duas ou duas mil

> Mas seguras quantas edições, ficas no ar quanto tempo, alguém lê teu
site?....



Não entendi!

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