[radiolivre] Por um Rádio Digital Brasileiro e Mundial

Por um Rádio Digital Brasileiro e Mundial

Diante do cenário da iminência da escolha do padrão tecnológico do Sistema
Brasileiro de
Rádio Digital [SBRD] apresentamos alguns pontos a favor da escolha pelo
desenvolvimento de uma solução tecnológica nacional baseada no padrão do
Digital
Radio Mondiale, conhecido também pela sigla DRM.

Antes de mais nada, é preciso destacar que não se trata de uma escolha a
favor de um
padrão europeu em detrimento do padrão americano. Trata-se da opção de
implementar
um padrão brasileiro a partir do DRM que é uma norma técnica internacional
e aberta, a
única reconhecida pela ITU (órgão vinculado à ONU). Um sistema brasileiro
que seria ao
mesmo tempo mundial pois aberto e compatível com o DRM.

O padrão DRM é o único padrão que atende a TODOS os pré-requisitos
estabelecidos
pela portaria 290/2010 do Ministério das Comunicações que diz respeito
principalmente à capacidade de operar em Ondas Curtas e à otimização
da transmissão. Outro ponto é no que concerne à transferência de tecnologia
e à
possibilidade de isenção de pagamento de royalties. Por ser uma norma da
ITU, uma
implementação brasileira nos isentaria do pagamento de royalties, enquanto
o HD Radio,
o padrão americano, possui até segredos industriais.

Essa opção colocaria o Brasil em um papel de destaque no cenário
internacional,
possibilitando que o país se torne uma plataforma de articulação de uma
nova tecnologia
digital de transmissão de dados.

Os testes bem sucedidos em países com mercados emergentes como Coreia do
Sul,
Índia, Rússia e Brasil, e a interoperabilidade entre o DRM e o padrão
ISDB-Tb da TV
Digital Brasileira (CODEC de áudio AAC do MPEG-4), apontam para um
interessante
mercado de tecnologia, serviços e conteúdos a ser construído -- e aqui
seria importante o
apoio da FINEP para pesquisa de inovação.

Para finalizar, é preciso destacar que o conceito que está em jogo não é
apenas a atualização
tecnológica do rádio, mas uma nova tecnologia de recepção de dados digitais
para
terminais de telefonia móvel (os celulares), links de longa distância
monitoramentos.
E, portanto, a questão não pode ficar reduzida somente ao que é melhor
para as grandes empresas de comunicação que, inclusive, também serão
beneficiadas
pelas vantagens técnicas do DRM. É hora de pensar que esta decisão
refletirá nos
nossos próximos 50 anos, e que não podemos desperdiçar a oportunidade de
escolher o
caminho de pensar com nossas cabeças e escolher um caminho próprio, um
caminho
compatível com o papel que o Brasil está sendo chamado a desempenhar no
cenário
internacional.

REDE DRM-BRASIL

http://www.drm-brasil.org

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