[radiolivre] Re: Pirataria no ar, Bandeira Negra FM

Como assim virtualmente?
tem várias rádios funcionando e transmitindo, não?

realmente, na rede tá parada, mandei um email a um
tempo com algumas propostas e ninguém respondeu...

mas o interessante é que a discussão sempre volta e é
sempre parecida:


abrir totalmente os microfones ou não.
se rotular "anti-capitalista" ou não.

eu acredito em abrir microfones a quaisquer. 
sem rotulação, sem medo de ser feliz. Pra mim ser
rádio livre é ser catalisador de criatividade.
Possibilitar a expressão das subjetividades. acho isso
é muito mais subversivo que palavras de ordem contra o
sistema. 

"Trata-se antes de tudo de dissolver a consciência das
coações, ou seja, o sentimento de impotência, por meio
do exercício sedutor da criatividade: derretê-los no
impulso criador, na afirmação serena do seu gênio"

Raoul Vaneigem


abraços

djahjah




--- CaZé espacio libre <caze_75@xxxxxxxxxxxx> wrote:

> Algumas perguntas que me incomodam:
>  Aceitar a pluralidade não é aceitar críticas? Como
> as levantadas pela Rádio Bandeira Negra.
> Existe mov. de rádios livres no Brasil?
> Exitir virtualmente garante a existência pública do
> mov.?
> Não é de hoje que venho perguntando qual seria a
> prática concreta desse tal mov. de rádio livres,
> além dos projetos locais. Mesmo site não está sendo
> usado, tem até anuncio de um vendedor de vinhetas. 
> A qual seria a base unificadora que aglutinaria as
> pessoas no mov. R.L.?
> a pluralidade, a liberdade de expressão,
> anticapitalismo,  sem respostas continuaremos
> chuvendo no molhado
> Saúde e Anarquia!
>  
>  
> 
> Liberdade <proledobebe@xxxxxxxxxxxx> wrote:
> Olá!
>  
> Tenho algumas considerações a fazer. 
>  
> Primeiro, creio c/ convicção de q este debate se
> tratou desde o início, como disse a Jul, de um
> debate em torno de alguma espécie de patrulhamento
> ideológico. Por um impulso infeliz, foi isso o q o
> Paulo fez e gerou e isso é mto ruim para o nosso
> próprio conceito de RL. Diante de tal falência, acho
> q estou tentando levar o debate para um lado mais
> rico, a divergência conceitual entre Debord e
> Deleuze, na busca por algum embate mais produtivo, q
> vá além -  mas mto além - das picuinhas pessoais, q
> ele tanto fomenta. Desculpe, Paulo, mas eu nem sei
> quem é vc, não vou investir nisso p/ sua frustração.
> P/ falar a verdade, isso já não me atinge mais. Só
> direi q quem põe os sentimentos para fora, não
> guarda rancor ou raiva. 
>  
> Bom, como um monólogo, o seu email não abre gdes
> questionamentos, não abre gdes ou pequenas
> discussões. 
>  
> Foi bom saber sobre a Bandeira Negra, q não se
> consideram RL. Pq estava pensando exatamente isso:
> ora, se fossem RL estariam no movimentode RL e
> precem não estar. Agora eu pergunto: por que será q
> essas pessoas, tão interessantes, estão fora do
> movimento? Será por ignorância de sua existência ou
> por produto de uma decisão racional? O que faz elas
> estarem separados de nós? - acho q são perguntas
> pertinentes. E mais: posso encaminhar, se a lista
> tbém achar legal, essas e outras questões a eles e
> repassar à lista as respostas depois.
>  
> Mas acima de td são qeustões para a gente refletir.
>  
> De qquer modo,  acho q o caso da Bandeira Negra nos
> coloca uma questão, q é a questão sobre a
> diversidade cultural, q tanto buscamos. Essa é uma
> questão q sempre levantamos na Muda, q eu já
> publiquei como argumento (no caso dos nazistas) e q
> eu vi q o diretor da Globo (não me lembro o nome)
> tbém publicou como argumento certa vez na Folha.
> Enfim, é uma questão pertinente e q sempre nos
> impulsionou na prática. Mas a quesão q se coloca é q
> não será precisamente por esse argumento q nos
> distanciamos dos movimentos sociais mais combativos,
> como o anarquismo q impulsiona a Bandeira Negra? Não
> será precisamente essa "diversidade cultural" q nos
> coloca diante de um esvaziamento de propostas e
> projetos, fazendo-nos meros conciliadores de
> propostas não tão precisas? O mesmo esvaziamento,
> diga-se de passagem, da gde mídia, comercial?
>  
> Isso é algo sobre o q devemos nos curvar, pensar e
> refletir com precisão, afinal essa é uma das nossas
> limitações e precisamos refletir sobre elas para
> superá-las. 
>  
> Bom, deixo aqui essas questões e se isso soar
> "didatismo" então cabe tbém uma revisão do conceito
> de capacidade reflexiva, q se diferencia mto do
> didatismo dos monólogos dos professores de cursinho,
> q nunca têm nada a dizer. Definitivamente, isto é o
> q eu nunca fui!
>  
> E q bom q eles não tocam samba!!! hehehehe ;)
> Essa rádio é mto foda!
>  
> Marina (rádio Muda).
> 
> paulo lara <paulolara@xxxxxxxxx> wrote:
> "Toda a minha vida sempre vi tempos inquietos,
> tumultos extremos na
> sociedade e imensas destruições; entrei nessas
> desordens. E tais
> circunstâncias certamente bastaríam para impedir que
> o mais
> transparente dos meus atos ou raciocínios se visse
> aprovado
> universalmente, fosse onde fosse. Ademais, assim o
> creio, alguns terão
> sido mal compreendidos."
> Guy Debord
> Panegírico
> 
> Como alguns sabem, eu considero o humor altamente
> subversivo e embora
> não tenha pretendido ser hilário, gostaria de fugir
> da sisudez e da
> frieza de alguns, colocando algumas questões que
> achava pertinente de
> forma a provocar mais que raiva, indignação e
> virulência.
> Ser sério as vezes é reacionario, é fazer parte de
> um espetáculo de
> sobriedade que dá calafriiiiios..... A paz de
> espírito, o bom humor e
> a sapiência do riso são essenciais.
> Mas isso não quer dizer que e u estava de
> brincadeira!
> 
> 1. Quando eu mandei o mail, fiz com a intenção de
> provocar
> questionamento sobre a forma de uma determinada
> rádio frente ao que
> nós estamos discutindo e fazendo nesses anos todos.
> A minha crítica
> não foi direcionada a eles (bandeira negra) e sim a
> nós. Azar de quem
> postou aquela entrevista achando que não seria
> questionada. E olha que
> a Marina saiu logo para o contra ataque (sem sequer
> ser atacada).
> 
> 2. Ela começa nos (quem seriamos este nós Marina,
> pode explicar para o
> público?) chamando de vazios de ideologia e de
> proposta e, acho que
> ironizando nos sugere o mercado. De ideologia e
> proposta, o mercado tá
> cheio e parece que qq novidade ele está apto a
> receber, mastigar e
> depois cuspir para o público em geral. E quem disse
> que o ideal era
> ser como nós (de novo no plural) foi vc.
> 
> 3. Meu "discurso" (isso é coisa de profissional)
> nunca pretendeu ser
> libertário, acho que dentre as classificações que as
> pessoas adoram
> por, a que eu mais me identifico é "flamenguista".
> "Se quer conhecer
> os anarquistas..." diz vc, eu conheço alguns, mas a
> maioria e os que
> eu mais gosto, não pessoalmente. Proudhon, Emma
> Goldman, Malatesta,
> Kropotkin, Orwell, Bakunin eu não tive o prazer. Mas
> tive o desprazer
> de conhecer outros tantos
> pseudo-anarco-anacrô(nicos).
> 
> 4. Eu não pretendi ser o pêndulo propagador do ideal
> das RL, coloquei
> umas questões, com um formato um pouco provocativo
> demais pra alguns.
> E a pluralidade que pedes tem que ser também de
> linguagem, senão fica
> chato pros nossos queridos leitores. Mas a questão
> da pluralidade virá
> depois.
> 
> 5. Concordo com o thiago e sou testemunhas das
> muitas propostas que
> estão surgindo, se renovando e se adaptando sobre a
> questão dos meios
> de comunicação, tecnologia e cultura. Algumas muito
> interessantes
> outras menos, diversos tipos de abordagem etc. mas
> sei que cada vez
> mais e com a velocidade que a questão merece muita
> gente está tentando
> se virar e produzir, pensar, agir e trabalhar em
> relações a estas
> questões. Alguns outros (dentre eles a Marina)
> preferem bater o pé (e
> a mão, e a cabeça...)em questões fixas, presas a
> idéias que não se
> renovaram e continuam a cativar os eufóricos do
> PSTU, assembléia de
> Deus e anarco-anacro. Fora as mágoas e agressividade
> que eu realmente
> não entendo.
> 
> 6. Questionamentos ou são vazios ou são
> provocativos. 
> 
> 7. "Escravo estóico, o estudante acredita que quanto
> mais numerosas
> 
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