[radiolivre] O que a mídia não diz...

Lia Palm <liapalm@xxxxxxxxxxxx> escreveu:
Leia, preste atenção e se achar que deve reenviar  faça, o Brasil merece. 

Não só não deixarei de compartilhar como ainda estou recomendando que as 
pessoas interessadas em entender tudo o que está acontecendo agora recorram, 
além dos livros de história recente, à revista CartaCapital, que é a única 
atualmente a tentar resgatar as raízes de toda a bandalheira a que estamos 
assistindo. Vamos dar umas feriazinhas à Veja, IstoÉ e Época, que não são mais 
que eco do discurso direitista, vamos olhar por uma outra ótica, só para sair 
um pouquinho da rotina? 


Será que alguém se lembra ??? 


"Um estudioso" de São Paulo, Altamiro Borges, recuperou brevemente a nossa 
memória política da década recente e a colocou na rede. O sociólogo Rogério 
Chaves enxugou o texto, que envio a vocês na esperança de que possa contribuir 
com o debate - e para que não esqueçamos dos anos tucanos (ainda tão recentes e 
precocemente esquecidos) e de que a campanha presidencial já começou.



SIVAM: Logo no início da gestão de FHC, denúncias de corrupção e tráfico de 
influências no contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação do Sistema de 
Vigilância da Amazônia (SIVAM) derrubaram um ministro e dois assessores 
presidenciais. Mas a CPI instalada no Congresso, após intensa pressão, foi 
esvaziada pelos aliados do governo e resultou apenas num relatório com 
informações requentadas ao Ministério Público. 


-         PASTA ROSA: Pouco depois, em agosto de 1995, eclodiu a crise dos 
bancos Econômico (BA), Mercantil (PE) e Comercial (SP). Através do Programa de 
Estímulo à  Reestruturação do Sistema Financeiro (PROER), FHC beneficiou com R$ 
9,6 bilhões o Banco Econômico numa jogada política para favorecer o seu aliado 
Antônio Carlos Magalhães, vulgo ACM. A CPI instalada não durou cinco meses, 
justificou o "socorro" aos bancos quebrados e nem sequer averiguou o conteúdo 
de uma pasta rosa, que trazia o nome de 25 deputados subornados pelo Econômico. 


-         PRECATÓRIOS: Em novembro de 1996 veio à  tona a falcatrua no 
pagamento de títulos no Departamento de Estradas de Rodagem (DNER). Os 
beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor destes precatórios para a 
quadrilha que comandava o esquema, resultando num prejuízo à  União de quase R$ 
3 bilhões. A sujeira resultou na extinção do órgão, mas os aliados de FHC 
impediram a criação da CPI para investigar o caso. 


-         COMPRA DE VOTOS: Em 1997, gravações telefônicas colocaram sob forte 
suspeita a aprovação da emenda constitucional que permitiria a reeleição de 
FHC. Os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do PFL do Acre, teriam 
recebido R$ 200 mil para votar a favor do projeto do governo. Eles renunciaram 
ao mandato e foram expulsos do partido, mas o pedido de uma CPI foi bombardeado 
pelos governistas. 


-         DESVALORIZAÇÂO DO REAL: Num nítido estelionato eleitoral, o governo 
promoveu a desvalorização do real no início de 1999. Para piorar, socorreu com 
R$ 1,6 bilhão os bancos Marka e FonteCidam - ambos com vínculos com tucanos de 
alta plumagem. A proposta de criação de uma CPI tramitou durante dois anos na 
Câmara Federal e foi arquivada por pressão da bancada governista. 


- PRIVATARIA: Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES 
flagraram conversas entre Luis Carlos Mendonça de Barros, ministro das 
Comunicações, e André Lara Resende, dirigente do banco. Eles articulavam o 
apoio a PREVI, Caixa de Previdência do Banco do Brasil, para beneficiar o 
consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o tucano Pérsio 
Arida. A negociata teve valor estimado de R$ 24 bilhões. Apesar do escândalo, 
FHC conseguiu evitar a instalação da CPI. 


-  CPI DA CORRUPÇÃO: Em 2001, chafurdando na lama, o governo ainda bloqueou a 
abertura de uma CPI para apurar todas as denúncias contra a sua triste gestão. 
Foram arrolados 28 casos de corrupção na esfera federal, que depois se 
concentraram nas falcatruas da SUDAM privatização do sistema Telebrás e no 
envolvimento do ex-ministro Eduardo Jorge. A imundície no ninho tucano 
novamente ficou impune. 


-  EDUARDO JORGE: Secretário-geral do presidente, Eduardo Jorge foi alvo de 
várias denúncias no reinado tucano: esquema de liberação de verbas no valor de 
R$ 169 milhões para o TRT-SP; montagem do caixa-dois para a reeleição de FHC; 
lobby para favorecer empresas de informática com contratos no valor de R$ 21,1 
milhões só para a Montreal; e uso de recursos dos fundos de pensão no processo 
das privatizações. Nada foi apurado e hoje o sinistro aparece na mídia para 
criticar a "falta de ótica" do governo Lula. 


E apesar disto, FHC impediu qualquer apuração e sabotou todas as CPIs.Ele 
contou ainda com a ajuda do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, 
que por isso foi batizado de "engavetador-geral". Dos 626 inquéritos instalados 
até maio de 2001, 242 foram engavetados e outros 217 foram arquivados. Estes 
envolviam 194 deputados, 33 senadores, 11 ministros e ex-ministros e em quatro 
o próprio FHC.Nada foi apurado, a mídia evitou o alarde e os tucanos ficaram 
intactos. Lula inclusive revelou há pouco que evitou reabrir tais investigações 
- deve estar arrependido dessa bondade. 

Diferente do reinado tucano, o que é uma importante marca distintiva do atual 
governo, hoje existe maior seriedade na apuração das denúncias de corrupção. 
Tanto que o Ministério da Justiça e sua Polícia Federal surgem nas pesquisas de 
opinião com alta credibilidade. Nesse curto período foram presas 1.234 pessoas, 
sendo 819 políticos, empresários,juízes, policiais e servidores acusados de 
vários esquemas de fraude -desde o superfaturamento na compra de derivados de 
sangue até a adulteração de leite em pó para escolas e creches. Ações de desvio 
do dinheiro público foram atacadas em 45 operações especiais da PF. 
Já a Controladoria Geral da União, encabeçada pelo ministro Waldir Pires, 
fiscalizou até agora 681 áreas municipais e promoveu 6 mil auditorias em órgãos 
federais, que resultaram em 2.461 pedidos de apuração ao Tribunal de Contas da 
União. Apesar das bravatas de FHC, a Controladoria só passou a funcionar de 
fato no atual governo, que inclusive já efetivou 450 concursados para o 
trabalho de investigação."A ação do governo do presidente Lula na luta decidida 
contra a corrupção marca uma nova fase na história da administração pública no 
país, porque ela é uma luta aberta contra a impunidade", garante Waldir Pires. 


Diante de fatos irretocáveis, fica patente que a atual investida do PSDB-PFL 
não tem nada de ética. FHC, que orquestrou a recente eleição de Severino 
Cavalcanti (o bobo da côrte) para presidente da Câmara, tem interesses menos 
nobres nesse embate. Através da CPI dos Correios, o tucanato visa imobilizar o 
governo Lula e desgastar sua imagem, preparando o clima para a sucessão 
presidencial. De quebra, pode ainda ter como subproduto a privatização dos 
Correios, acelerando a tramitação do projeto de lei1.491/99, interrompida pelo 
atual governo, que acaba com o "monopólio estatal dos serviços postais." 

Conclusão: OK, o atual governo usou da corrupção pra fazer política, mas o 
anterior, que hoje evoca a "ética" para desgastar a imagem dos petistas, passou 
por vários escândalos de corrupção - e, importante: nenhum deles devidamente 
investigado. Quem está mais ganhando nesta crise não é Roberto Jefferson ou a 
corja do PFL, que já é reconhecidamente corrupta. Mas os tucanos, que estão se 
saindo com a imagem de éticos, graças ao esquecimento geral da Nação. Isso 
poderá se refletir nas eleições do ano que vem, em que Aécio Neves, Geraldo 
Alckmin, FHC, José Serra - ou qualquer outro que concorrer - poderá chegar à 
Presidência da República, com todo seu histórico de corrupção na bagagem. 
Nunca devemos nos esquecer que a Cia. Vale do Rio Doce foi vendida por R$ 3 
bilhões de Reais, financiados pelo BNDES, e hoje vale "somente" 48 bilhões de 
dólares.

Assim, nas próximas eleições vamos votar em nós mesmos - ou seja, nulo!!!  Se 
algo pode ser feito para mudar este país, isso não deve depender dos grandes 
tubarões, quer nadem estes para a esquerda, para direita ou, ainda pior, para o 
centro.

Todo o poder para o povo!!!!!!!! Votem nulo!! Propaguem esta idéia, quebrem as 
cabines e atirem em todo e qualquer político que acharem antes que a campanha 
anti-armas deixe o povo um pouco mais suscetível a calhordice dos 
tubarões!!!!!!!!!

Chega de governantes corruptos, chega de mídia distorcente, BOMBA NA ANATEL E 
BOMBA NO PLANALTO CENTRAL!!!!

Viva o terrorismo!!!!!



                
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