[radiolivre] IBOC - radio digital
- From: "Thiago Novaes" <tnovaes@xxxxxxxxx>
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- Date: Thu, 31 Aug 2006 03:25:11 +0300
Creio que a democratização do rádio está diretamente relacionada com a
escolha tecnológica.
Ter um rádio multi-sistemas é possível, mas uma escolha tal como o IBOC
apresenta
ocupação espectral avassaladora e custo elevadíssimo, dificultando sua
convivência com outros sistemas
e com rádios de baixa potência, embora isso seja possível sob determinadas
condições.
Tenho afirmado que a tecnologia deve estar subserviente às determinações
populares. Para desenvolver a solução
tecnológica devemos saber o que queremos, o que é importante e coletivo.
Priorizo três pontos: disponibilidade espectral ampliada, custo factível
para pequenos radiodifusores, comportamento de propagação apropriado ao
alcance desejado.
Nos dois primeiros itens o IBOC é penalizado. A propagação depende da
faixa em que o sistema é implementado, por isso, diferencio os serviços
pelas bandas OM, OC, OT e FM.
Uma solução sorcer-rádio é viável e pude conversar superficialmente com o
prof. Fernando Castro da PUC. Deveríamos levar isso adiante.
Mas tem uma questão eminente: As autorizações para o IBOC ocorrem em
caráter experimental e até o momento não ocorreu uma divulgação aberta de
resultados, desempenho, pontos críticos, etc. Creio que de alguma forma
deveríamos obter a revogação dos testes, exigindo dados consistentes de
tais
experimentos. A Anatel deve ser responsabilizada, uma vez que suas
atribuições constitucionais impõe esse papel de avaliar e ponderar sobre o
espectro.
Devemos implicar os radiodifusores comerciais, ao menos os de classes de
operação b e c, pois também serão afetados.
Sou mais técnico do que político e do que advogado, mas sei que a seara
não é técnica e solicito o apoio dos companheiros nesta batalha.
abraços à todos.
Marcus Manhães
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Creio que a democratização do rádio está diretamente relacionada com a escolha tecnológica. Ter um rádio multi-sistemas é possível, mas uma escolha tal como o IBOC apresenta ocupação espectral avassaladora e custo elevadíssimo, dificultando sua convivência com outros sistemas e com rádios de baixa potência, embora isso seja possível sob determinadas condições.
Tenho afirmado que a tecnologia deve estar subserviente às determinações populares. Para desenvolver a solução tecnológica devemos saber o que queremos, o que é importante e coletivo. Priorizo três pontos: disponibilidade espectral ampliada, custo factível para pequenos radiodifusores, comportamento de propagação apropriado ao alcance desejado.
Nos dois primeiros itens o IBOC é penalizado. A propagação depende da faixa em que o sistema é implementado, por isso, diferencio os serviços pelas bandas OM, OC, OT e FM. Uma solução sorcer-rádio é viável e pude conversar superficialmente com o prof. Fernando Castro da PUC. Deveríamos levar isso adiante.
Mas tem uma questão eminente: As autorizações para o IBOC ocorrem em caráter experimental e até o momento não ocorreu uma divulgação aberta de resultados, desempenho, pontos críticos, etc. Creio que de alguma forma deveríamos obter a revogação dos testes, exigindo dados consistentes de
experimentos. A Anatel deve ser responsabilizada, uma vez que suas atribuições constitucionais impõe esse papel de avaliar e ponderar sobre o espectro. Devemos implicar os radiodifusores comerciais, ao menos os de classes de operação b e c, pois também serão afetados. Sou mais técnico do que político e do que advogado, mas sei que a seara não é técnica e solicito o apoio dos companheiros nesta batalha. abraços à todos. Marcus Manhães