[radiolivre] I Seminario Baiano de Radiodifusão Comunitária


Núcleo Piratininga de Comunicação - NPC <npiratininga@xxxxxxxxxx> escreveu:    
http://www.piratininga.org.br 
  Boletim do NPC ? Nº 78 ? De 1 a 15.11.2005 
Para jornalistas, dirigentes, militantes 
e assessores sindicais e dos Movimentos Sociais 
                                                      
Notícias do NPC 
 
  Hotel Rwanda no Domingo é Dia de Cinema 
 
20 de novembro. Dia Nacional da Consciência Negra 
No dia 30 de outubro, o Projeto Domingo é Dia de Cinema promove a última 
exibição do ano de 2005. O projeto retorna no início do ano que vem. O tema, a 
África, foi escolhido como homenagem ao 20 de novembro, Dia Nacional da 
Consciência Negra. Domingo, dia 20, às 9h, no Odeon-BR, na Cinelândia. 
O filme. De  Terry George. Com Cheadle, Sophie Okonedo, Nick Nolte, Joaquin 
Phoenix, Desmond Dube, David O'Hara, Cara Seymour, Fana Mokoena, Hakeem 
Kae-Kazim, Tony Kgoroge. Nacionalidade: Canadá / Reino Unido / Itália / África 
do Sul, 2004. 
Sinopse. Quando a Bélgica ocupou o território do Ruanda, dividiu a população 
segundo características físicas: os mais altos, de pele mais clara e narizes 
mais finos eram Tutsi, os restantes Hutu (a classe inferior, porque menos 
ocidentalizada). Os colonizadores incentivaram o confronto entre as duas 
etnias, e o ódio intensificou-se após a independência no princípio dos anos 60. 
Na Primavera de 1994, o assassinato do presidente de Ruanda, o general Hutu 
Juvenal Habyarimana, desencadeou uma guerra civil sangrenta. Durante 4 meses, 
os extremistas Hutu mataram mais de um milhão de Tutsi (a quem chamavam 
?baratas?). Especula-se que o próprio assassinato possa ter sido obra de 
extremistas Hutu para motivar o conflito. Mas a milícia Interahamwe não perdeu 
tempo, dando início ao extermínio. Este genocídio assumiu proporções ainda mais 
graves, porque o mundo o ignorou e se recusou a intervir.  
No meio desse horror, emergiu uma figura heróica, um homem que fez tudo ao seu 
alcance para salvar a vida de mais de mil adultos e crianças, na sua maioria 
Tutsi: Paul Rusesabagina. 
Paul (Cheadle) é gerente do elegante Hotel des Mille Collines, propriedade da 
empresa belga Sabena, em Kigali, e é Hutu. A sua mulher, Tatiana (Okonedo) é 
Tutsi, tal como os restantes familiares. Quando a violência começa, Paul 
consegue levar a sua família para o hotel, que se encontrava protegido devido à 
presença de cidadãos estrangeiros. Com o agravar do conflito, Paul vê-se 
forçado a transformar o seu hotel num campo de refugiados. 
Com o mesmo profissionalismo com que gere o hotel, negocia com ?amigos? e 
?inimigos?, sabendo que essa pode ser a diferença entre a vida e a morte de 
muitos. Acompanhamos a luta, o desespero, a frustração e a raiva de um homem 
que arriscou a sua vida e a da sua família contra a tirania e a opressão. 
Cheadle, no seu primeiro grande papel de protagonista, é coragem e compaixão, 
carisma e instinto. (Fonte: http://cinerama.blogs.sapo.pt/) 
O projeto. Domingo é Dia de Cinema (imagem) é o projeto desenvolvido pelo 
Oficina-escola Grupo Estação, Pré-vestibulares comunitários e Núcleo 
Piratininga de Comunicação. Tem o apoio do Sindicato dos Trabalhadores da UFRJ 
(SINTUFRJ) e do Comitê-Rio Contra a Guerra e a Violência.

Novo curso de Oratória para Mulheres em novembro 
Estão abertas as inscrições para a próxima turma de mulheres que vai fazer o 
curso de Oratória Sindical. A promoção é da secretaria de Formação da CUT-RJ e 
da Comissão Estadual de Mulheres da CUT e a realização do Núcleo Piratininga de 
Comunicação (NPC). Será nos dias 22 e 23 de novembro. Informações e inscrições 
com Carminha através do telefone (21) 2196-6700. 
Curso especial nacional para os bancários do Banco Central será no Rio, de 9 a 
11 de novembro 
O SINAL, Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central vai realizar um 
curso adaptado às suas necessidades de formação em comunicação. Estarão 
presentes 40 trabalhadores do BC, vindos de todos os estados do País. O NPC, 
atendendo às necessidades que eles manifestaram, programou um curso com um 
conteúdo adaptado. Serão três dias assim divididos. 
O primeiro dia e meio será reservado a uma discussão mais teórica sobre a 
comunicação e temas diretamente ligados ao trabalho deste companheiros: 
   A Comunicação numa sociedade de classes, com Regis Morais 
   A Comunicação na visão de Gramsci, hoje, com Virgínia Fontes 
   O controle da informação pela mídia do sistema, com José Arbex Jr. 
   A comunicação na Venezuela de Chavez e o golpe midiático de 92, com Gilberto 
Maringoni 
   A TVsur como iniciativa contra-hegemônica de comunicação, com Iraê Sassi 
   Alca, OMC, Banco Mundial e FMI, com Sandra Quintela 
O outro dia e meio será dedicado à aplicação prática do visto acima à 
preocupação do SINAL, a comunicação com os trabalhadores e com a sociedade. Os 
temas serão os clássicos para o NPC. 
   A disputa de hegemonia na sociedade, com Vito Giannotti 
   A puta dos nossos jornais, boletins e revistas para fazer esta disputa, com 
Claudia Santiago 
   O uso da imagem na comunicação, com Jesus Carlos da ImagemLatina 
11º Curso do NPC tem grande variedade de inscritos: muitas experiências a serem 
trocadas 
Este ano, ao olhar pelas inscrições que já foram feitas, a composição dos 
participantes do 11º Curso Anual vão ser mais variadas que nos anos anteriores. 
Há a predominância de sindicatos já muito conhecidos dos nossos Cursos Anuais, 
como os do Judiciário, dos funcionários e professores das Universidades (A 
Associação dos Docentes da Lavras, a ADUFRJ e a Fasubra participaram de todos 
os cursos nos últimos cinco anos), dos Bancários, dos Metalúrgicos. Mas há 
sindicatos novos como o Sinpol do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. 
Porém a novidade maior é a participação de muitos jornalistas de Prefeituras 
Populares e de Movimentos interessadas num novo Brasil. Vem gente que luta pela 
terra, gente que luta pela moradia nos grandes centros urbanos. Haverá a 
participação de jornalistas que fazem o Repórter da Terra e outros que produzem 
jornais comunitários pelo Brasil afora. 
Informações e inscrições: (21) 2220 5618 / 9923 10 93  / npiratininga@xxxxxxxxxx
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De Olho Na Mídia 
 
A psicose do medo no dia a dia vencerá qualquer plebiscito a respeito 09h45m - 
Dois jovens são presos no Cerro-Corá, no Cosme Velho 
09h44m - PMs trocam tiros com traficantes em Vila Isabel 
09h18m - PM prende três ladrões de carros em Teresópolis 
09h15m - Traficantes são presos em Barra Mansa 
07h34m - Vigia é encontrado morto em Benfica 
07h10m - Motorista é assaltada em sinal em frente ao Jóquei na Gávea 
06h16m - Dono de padaria é assaltado e levado por bandidos com refém em Olaria 
05h03m - PMs prendem estudantes arrombadores de carro no Fonseca em Niterói 
04h34m - Assaltante é preso por agentes do serviço reservado do Batalhão de 
Olaria no Jardim América 
03h59m - Dois mortos em troca de tiros com a polícia na Cidade de Deus

Estas são as manchetes no Globo on line de um dia qualquer, em torno do 23 de 
setembro deste ano, em plena campanha do plebiscito do Sim e do Não. O clima de 
obsessão do medo é gritante. Quem lê estes chamados é levado a uma única 
reação: vou me proteger... Vou me armar. Pouco importam os argumentos racionais 
em contrário. O que determina o comportamento das pessoas, quase como um 
reflexo condicionado, é o clima geral de paranóia mantido e ampliado por 
rádios, TVs, jornais e revistas. 
Neste clima de paranóia do medo, sem nunca apontar as causas reais da 
violência, pouco importa para qual das duas opções os Marinhos tenham feito 
campanha. Isto é insignificante. É uma gota d?água num oceano de anos e anos de 
neurotização da população. 
É só assistir ou ouvir os programas matinais, entre 7 e 9 horas, nos vários 
canais e teremos a confirmação. 
De trinta minutos de noticiário, várias vezes, mais de 60 ou 70% são notícias 
apavorantes de violência. A maioria é idiotice que não mereceria nem um segundo 
de atenção. Mas o que se vê é o contrário. Rios de palavras para apavorar o 
telespectador ou ouvinte que teoricamente não deveria ficar neurótico. 
Baseado na constante campanha do medo, há a possibilidade real de, num futuro 
próximo, ganhar qualquer proposta sobre a remoção de favelas, implantação da 
pena de morte, o rebaixamento da idade penal para 10 anos ou, por quê não, a 
proibição de pessoas de cor não exatamente branca circular nas ruas após as 20 
horas. O caminho é curto. Fiquemos atentos! (Por Claudia Santiago)
Campanha sutil 
Conhecido defensor das oligarquias, o jornal O Estado de S. Paulo está em 
campanha direta para conseguir mais verbas públicas para os grandes fazendeiros 
e as empresas rurais. Praticamente todo dia apresenta uma situação de 
dificuldade do setor (queda do dólar, seca, geada etc.) para justificar a 
mamata. Usa também como pressão a ameaça do ministro do latifúndio e do 
agronegócio, Roberto Rodrigues, em pedir demissão do cargo. A tática não é 
nova. (Brasil de Fato nº 137)
Lacônica e educada, TV Globo respalda corrupção tucana 
Patética a cobertura que o programa Fantástico deste domingo (23/10), da TV 
Globo, deu à recente denúncia de utilização de caixa 2, em 1998, pelo atual 
presidente do PSDB, o senador por Minas Gerais Eduardo Azeredo. Ao contrário da 
extensa reportagem sobre casos de corrupção envolvendo um Estado menos 
importante no cenário nacional (Rondônia), cuja produção incluiu uma música de 
terror ao fundo (!), a Rede Globo foi lacônica no caso tucano. A ?reportagem? 
da Globo ? na verdade, era uma notinha bem pequena ? termina com a fala de 
Azeredo ?explicando? que sua relação com Valério foi ?absolutamente normal?, 
nada demais, bobagem. E termina aí. 
Cláudio Mourão da Silveira, tesoureiro da campanha do PSDB mineiro em 1998, 
confirmou que foram gastos R$ 20 milhões e declarados apenas R$ 8,5 milhões ao 
Tribunal Regional Eleitoral. O esquema usado por Mourão é o mesmo adotado pelo 
ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares para fazer repasses a parlamentares da base 
governista. Da mesma forma que Delúbio, Mourão se associou a Valério, fez 
empréstimos no Banco Rural e até agora não quitou a dívida. Azeredo teve uma 
dívida sua com Mourão, operador do caixa 2, paga pelo empresário Marcos Valério 
de Souza, outro notável corrupto. O pagamento, com um cheque de R$ 700 mil, foi 
feito em 2002. Azeredo disse ainda que, ?poucos dias depois?, o atual ministro 
do Turismo, Walfrido dos Mares Guia (PTB), fez empréstimo no Banco Rural e 
quitou a dívida com Valério. Azeredo foi o avalista desse empréstimo, de ?pouco 
mais de R$ 500 mil?. 
Ou seja: nada demais. Bobagem. (Por Gustavo Barreto)
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Democratização da Comunicação 
 
Carta-compromisso da Cris-Brasil pela Democratização da Comunicação São Paulo, 
22 de outubro de 2005
Na sociedade atual, os grandes meios de comunicação são os principais veículos 
de informação, entretenimento, difusão da cultura, formação de valores e da 
opinião pública. TV, jornais, rádios, revistas e a internet são hoje um espaço 
de debate com fortíssima influência sobre o cotidiano dos brasileiros e 
brasileiras. 
No entanto, hoje essa arena pública de debate é completamente controlada por 
poucas empresas familiares, por conglomerados transnacionais e políticos. Das 
manchetes dos telejornais às capas das revistas e histórias das novelas, eles 
decidem o que será visível ou não para o grande público, que entende a 
comunicação hoje como um mero serviço, como mercadoria a ser consumida. 
Imperando essa lógica, a comunicação perde cada vez mais seu sentido de espaço 
público e os meios de comunicação se tornam instrumentos de dominação 
ideológica e de defesa dos interesses da minoria que detém o monopólio sobre a 
mídia. 
Para que a diversidade e pluralidade características da nossa sociedade se 
reflitam nos meios de comunicação e para que este passe a ser um espaço ocupado 
por todos e todas, se faz urgente a democratização da comunicação no Brasil. 
Para defender esta idéia, diversas associações, movimentos sociais e ONGs se 
reuniram em São Paulo durante a III Semana Nacional pela Democratização da 
Comunicação. Agora, assumem o compromisso de incorporar a suas lutas essa 
bandeira, como parte integrante da luta por uma sociedade mais democrática e 
igualitária. 
Acreditamos que: 
- a democratização da comunicação é uma luta fundamentalmente conectada às 
lutas populares, à luta pela reforma agrária e urbana e ao combate ao racismo, 
ao sexismo, à homofobia e a todas as formas de opressão; 
- a busca pela pluralidade de sujeitos e opiniões na mídia, componente 
essencial de um regime realmente democrático, é central para mostrar que não 
existem porta-vozes eleitos, mas que todas as pessoas têm direito de expressar 
suas opiniões; 
- a garantia da diversidade, seja de gênero, étnica, religiosa, sexual, etária 
ou outra, é pressuposto para a garantia da igualdade nos meios de comunicação; 
- a isenção e a imparcialidade dos meios de comunicação são mitos a serem 
desconstruídos; trata-se de veículos que têm seus próprios interesses, que 
podem ser legítimos, mas que geralmente não se confundem com o interesse 
público; 
- as violações dos direitos humanos cometidas pelos meios de comunicação devem 
ser combatidas sistematicamente, assim como a criminalização dos movimentos 
sociais por parte da mídia; 
- a implantação de instrumentos de controle público sobre a mídia comercial, de 
forma a garantir que o interesse público não seja contrariado, deve ser uma 
luta de toda a sociedade; 
- é necessária a criação, por parte do Estado, de espaços de comunicação 
públicos e de gestão participativa, que possibilitem a plena apropriação da 
comunicação por parte de todos os sujeitos sociais; 
- movimentos sociais, ONGs e indivíduos devem ser solidários e se posicionar 
contra a repressão a todas as formas de comunicação, sobretudo às rádios 
comunitárias e livres, instrumentos legítimos de comunicação de interesse 
público; 
- modelos flexíveis de gestão da propriedade intelectual, assim como 
ferramentas e tecnologias livres e colaborativas devem ser adotadas como forma 
de estímulo ao desenvolvimento pleno e ao aumento do acesso aos benefícios do 
conhecimento humano. [voltar]

NPC Informa 
 
Seminário sobre Mídia Cidadã em São Bernardo do Campo 
De 28 a 30 de novembro, o Campus Rudge Ramos da Universidade Metodista de São 
Paulo, em São Bernardo do Campo, recebe os participantes do seminário Mídia 
Cidadã. A finalidade do evento, que tem o patrocínio da World Association for 
Christian Communication (Wacc), é compreender o sistema brasileiro de mídia 
cidadã, tendo como principais referências as questões da propriedade 
intelectual e da diversidade cultural. 
O seminário terá três eixos: contexto midiático, políticas públicas e questão 
de gênero. Além disso, terá quatro territórios analíticos: imprensa local, 
rádios comunitárias, comunicação popular e mídia digital. 
Informações: (11) 4366-5819 / www.metodista.br/unesco / 
mcgobbbi.unesco@xxxxxxxxxxxx 
Pedagoga lança livro sobre televisão e formação de professores 
A pedagoga Simone Rodrigues Batista acaba de lançar o livro ?Televisão e 
formação de professores; construindo mediações docentes?.  A obra trata da 
importância do professor na relação entre a TV e o público infantil como forma 
de evitar reducionismos: a televisão como salvação para o processo pedagógico 
ou como instrumento de esvaziamento crítico dos jovens. ?Televisão e formação 
de professores; construindo mediações docentes?, editado pela LCTE, é resultado 
da dissertação para o Mestrado em Educação feito por Simone Batista na 
Faculdade de Educação, da Universidade de São Paulo (USP). 
Pesquisa feita pela pedagoga santista com 48 crianças do ensino fundamental 
apontou o seriado ?Power Rangers? como o preferido do grupo. A partir dessa 
constatação, a autora formulou uma série de atividades com a finalidade de 
provocar a observação crítica sobre os episódios, notadamente os sentimentos e 
valores revelados pelos personagens, como a violência, competitividade e o 
machismo. 
Sebastião Salgado mostrará vida como ela era há séculos 
Agência EFE. O fotógrafo Sebastião Salgado quer mostrar a vida como ela era 
séculos atrás em seu novo ensaio fotográfico, "Gêneses", que o manterá ocupado 
pelos próximos anos. Em entrevista publicada hoje no jornal francês Le Monde, 
Salgado contou que quase a metade da Terra está igual há séculos, como é o caso 
de numerosas cadeias montanhosas, algumas florestas e os desertos. "Em alguns 
lugares do mundo, os homens vivem como há 10 mil anos", disse o fotógrafo, que 
pretende percorrer alguns pontos do planeta por alguns anos para mostrar que 
ainda há ligação entre a época atual e a origem da criação, a gênese do 
planeta. 
Salgado dividirá seu trabalho em vários setores. Um deles, dedicado às 
paisagens, outro à humanidade e outros lembrando elementos da Natureza, como 
"alguns animais quase pré-históricos, caso de certas tartarugas que conheci nas 
Ilhas Galápagos e que têm 250 anos". O ex-economista lamentou que já não se 
possa voltar atrás na destruição de parte da Terra, mas acredita que seu 
trabalho pode contribuir para que a Humanidade tome consciência de que ainda se 
pode preservar outra parte. 
Três mil pessoas no Encontro Nacional de Violeiros em São Paulo 
Nos dias 15 e 16 de outubro, a cidade de Ribeirão Preto, no interior de São 
Paulo, abrigou, pela terceira vez, o Encontro Nacional de Violeiros. Cerca de 3 
mil pessoas participaram da festa organizada pelo MST junto com a Associação 
Nacional de Violeiros do Brasil e a Arquidiocese de Ribeirão Preto. O arcebispo 
de Ribeirão, dom Arnaldo Ribeiro, anunciou, na ocasião, a renovação do 
contrato, por mais cinco anos, do Centro de Formação dom Helder Câmara com o 
MST que utiliza o espaço para realizar, além da festa de violeiros, diversas 
atividades de formação. Felinto Procópio, o Mineirinho, do setor de cultura do 
MST, explica que a viola sempre correu na contramão do mercado, fazendo 
trincheira às invasões da mídia no imaginário popular. Por isso, muitos 
violeiros não têm oportunidade para apresentar sua arte. "Abrir espaço aos 
violeiros e tentar mostrar a diversidade da cultura popular brasileira são as 
nossas propostas nesse Encontro", diz Mineirinho. 
No Rio de Janeiro tem Jongo da Serrinha 
 Acesse www.jongodaserrinha.org.brSpike Lee fará documentário sobre Nova 
Orleans pós-Katrina 
Reuters. O cineasta Spike Lee vai a Nova Orleans para rodar um documentário 
sobre o choque entre raça e política após a passagem do furacão Katrina pela 
região. O diretor diz que vai usar "jornalismo factual, e não narrativa 
ficcional" no olhar que pretende lançar sobre o Katrina e Nova Orleans, 
transformada em ponto de união de ativistas políticos negros e teóricos da 
conspiração. Em meio a críticas de que o governo do presidente norte-americano, 
George W. Bush, demorou a reagir ao furacão (deixando milhares de negros e 
pobres ilhados em meio à violência, numa situação em que não havia lei nem 
ordem), o líder da Nação do Islã, Louis Farrakhan, sugeriu que os diques de 
Nova Orleans teriam sido rompidos como meio "de livrar-se dos pobres." 
O ativista Jesse Jackson comparou o centro de convenções de Nova Orleans, onde 
se reuniram pessoas que fugiram da inundação, ao "porão de um navio negreiro". 
Em entrevista à Reuters, Spike Lee comentou: "Quando se trata do governo dos 
EUA e as pessoas de cor, não excluo nenhuma possibilidade. Há história 
demais... que vêm desde o incidente em que o Exército norte-americano deu a 
indígenas cobertores contaminados com varíola". 
Spike Lee comparou a situação de Nova Orleans com o filme "Chinatown", de 1974, 
que começa como uma simples história policial ambientada em Los Angeles em 
1933, mas acaba se transformando numa história sobre corrupção e cobiça em 
altos escalões. "Pensei automaticamente em 'Chinatown', esse grande filme de 
Roman Polanski. A subtrama do filme gira em torno do fornecimento de água no 
sul da Califórnia, como ela não era fornecida às pessoas que precisavam dela." 
O documentário de Spike Lee será produzido pelo canal a cabo HBO, da Time 
Warner, e ele quer que o filme fique pronto para o primeiro aniversário da 
passagem do Katrina. Realizador de 18 filmes em mais de duas décadas, Lee 
sempre tratou de temas polêmicos como brutalidade policial, racismo, 
nacionalismo, negro e sexo entre pessoas de raças diferentes. [voltar]

A Comunicação que queremos 
 
I Seminário de Comunicação Popular do Estado do Tocantins 
Nos dias 28, 29 e 30 de outubro ocorrerá em Palmas, no auditório do Tribunal de 
Contas do Estado, o I Seminário de Comunicação Popular do Estado do Tocantins. 
O evento, que terá abertura às 19:00hs, tratará a comunicação de forma ampla. 
Desde as manifestações folclóricas aos veículos de comunicação de massa serão 
discutidos. E ao se tratar da comunicação de massa, seu compromisso com a 
educação, a arte, a cultura e a informação serão, neste espaço, debatidos pela 
população, que poderá discutir as funções que a comunicação deve ter para a 
sociedade. Este evento pretende ser um espaço de discussão e oficinas que 
contribuam para a reaproximação da comunicação de massa como os movimentos 
sociais, as identidades regionais e desmistifique a comunicação como um todo. 
O I Seminário de Comunicação Popular do Estado do Tocantins contará com 
palestrantes como Osvaldo Meira Trigueiro (doutor em Ciências da Comunicação e 
professor da UFPB), Vito Gianotti (coordenador do Núcleo Piratininga de 
Comunicação), frei Xavier Plassat (coordenador Nacional de Prevenção e Combate 
ao Trabalho Escravo), Paulo Miranda (Secretário-Executivo da ABCCOM - 
Associação Brasileira de Canais Comunitários e Diretor Administrativo e 
Financeiro da TV Comunitária de Brasília) e, dentre outros, Francisca Ester de 
Sá Marques (professora do Departamento de Comunicação Social da UFMA, mestre em 
Comunicação e Cultura pela Unb e doutoranda pela Universidade Nova de Lisboa). 
'Hip-Hop a Lápis' é indicado ao prêmio Hutúz 
A publicação Hip-Hop a Lápis foi indicada a concorrer ao prêmio Hutúz na 
categoria ?hip-hop ciência e conhecimento?, na qual concorrem pessoas que estão 
estudando, desenvolveram estudos ou editaram obras sobre o hip-hop. O prêmio 
Hutúz está na 6º edição e já é a maior premiação de hip-hop da América latina. 
Além do Hip-Hop a Lápis, concorrem o documentário Rap Grande do Sul ? Adversos, 
o livro o Hip-Hop Consciência e Atitude, de autoria de Big Richard, o Manual 
Prático do Ódio. do escritor Ferréz, e o livro Suburbano Convicto, de 
Alessandro Buzo. A votação acontece através do site www.hutuz.com.br ; Para 
votar é necessário solicitar uma senha que será enviado para seu e-mail. 
Hip-Hop a Lápis é um projeto que envolve quatro colunistas e convidados que se 
intercalam e apresentam às sextas-feiras suas crônicas no Portal Vermelho 
(www.vermelho.org.br). Após três anos de publicação, o livro foi editado com 
uma seleção destes artigos. 
Programa "Vozes Indígenas do Brasil", feito por rádio holandesa, recebe prêmio 
Vladimir Herzog 
A série de programas de rádio "Vozes Indígenas do Brasil", produzida pelos 
jornalistas Mário de Freitas e Railda Herrero, da Rádio Internacional da 
Holanda, recebeu o prêmio brasileiro Vladimir Herzog de melhor reportagem de 
rádio de 2005. Os jornalistas passaram mais de 60 dias percorrendo aldeias e 
povoados indígenas das regiões norte, nordeste, centro-oeste e sudeste do 
Brasil entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano coletaram depoimentos 
dos mais diversos povos indígenas. Os primeiros resultados destas gravações 
formam uma série de dez programas desenvolvidos em temas como diversidade 
cultural e lingüística, terra, educação, organização, direitos e diálogo, entre 
outros. 
Na opinião de Railda Herrero, o trabalho desenvolvido por eles foi apenas o de 
carregar o microfone para as Vozes Indígenas no Brasil e que por isso todo o 
mérito do prêmio é dos povos indígenas. Mário de Freitas explica também que 
este é um trabalho que há muito tempo eles gostariam de ter feito por que 
sempre tiveram interesse em divulgar a luta indígena brasileira. Ainda que o 
objetivo inicial da série tenha sido dar voz aos povos indígenas, o "efeito 
colateral", como diz Herrero, é a utilização dos programas como material 
didático em sala de aula. Diversas escolas e organizações indígenas e da 
sociedade estão pedindo cópias do programa para reproduzir em sala de aula ou 
para discussões em grupo. Quem quiser ouvir os programas pode acessar a página 
na internet www.parceria.nl (De Amsterdã, na Holanda, da Agência 
Notícias do Planalto, Daniela Stefano)
Seminário de Jovens Comunicadores reúne experiências bem sucedidas de 
comunicação para o desenvolvimento 
Jovens comunicadores, universitários, radialistas, educadores e representantes 
de ONGs se encontrarão no dia 29 de outubro para discutir alternativas de uso 
da comunicação como ferramenta de promoção do desenvolvimento sustentável. O 
evento, intitulado II Seminário de Jovens Comunicadores, será realizado em 
Iguatu (município do Estado do Ceará) e tem o objetivo de refletir sobre o 
papel do Jovem Comunicador, trocar experiências entre jovens que utilizam 
instrumentos de comunicação (rádios comunitárias, jornais alternativos, jornais 
estudantis), além de propor estratégias para o fortalecimento das iniciativas 
de comunicação realizadas por jovens do Médio Jaguaribe (CE), microrregião 
composta pelos municípios de Acopiara, Iguatu, Jucás, Orós e Quixelô. 
Durante a programação, haverá palestras e apresentações de experiências dos 
estados do Ceará, Pará, Maranhão e Pernambuco, nas áreas de Política e 
Comunicação, Educomunicação e Inclusão Digital. O Seminário de Jovens 
Comunicadores teve sua primeira edição realizada em 2002 e é promovido pelo 
Instituto Elo Amigo, Comunicação e Cultura e Redije (Rede de Integração dos 
Jornais Estudantis). Este ano a organização conta com o apoio das Secretarias 
de Educação, Esporte e Juventude de Iguatu, Comitê para Democratização da 
Informática (CDI-MMJ), Parc (UFC), Redes e Juventudes e Fundação Kellogg. 
Comunicação e juventude no semi-árido cearense ? O Seminário marca o início de 
um projeto de formação de jovens comunicadores do Médio Jaguaribe que vão atuar 
como agentes de promoção da cidadania na região. Todos os jovens envolvidos no 
projeto fazem parte de Fóruns Municipais de Juventude e as oficinas serão 
ministradas por alunos do curso de Comunicação Social da Universidade Federal 
do Ceará (UFC). O projeto é uma iniciativa do Instituto Elo Amigo, em parceria 
com o Programa de Assessoria Técnica e Sociocultural às Rádios Comunitárias do 
Ceará (PARC - UFC). 
II Seminário de Jovens Comunicadores ? Tema: A Comunicação como Estratégia do 
Desenvolvimento Local. Local: Sesc ? Iguatu (CE). Data: 29 de outubro de 2005. 
Informações: (88) 3581.6575 e (85) 3231.6092. Assessoria de imprensa: Paulo 
Marcelo Freitas ? (85) 3454-1477 / (88) 9922-8511. 
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De Olho Na Vida 
 
Sílvio Rodrigues participa da III Cúpulas dos Povos 
O cantor cubano Silvio Rodríguez estará presente na III Cumbre de los Pueblos 
que será celebrada de 1 a 5 de novembro em Mar del Plata, na Argentina.  Vai 
participar de um ato de repúdio ao presidente dos Estados Unidos, George Bush, 
previsto para o dia 4, pelas políticas do governo norte-americano na América e 
a presença do mandatário na Argentina. A III Cumbre de los Pueblos é o outro 
lado da moeda da IV Cumbre de Presidentes de las Américas, que acontecerá na 
mesma cidade. 
Segundo os organizadores, o objetivo da III Cumbre de los Pueblos é "aprofundar 
o debate e a discussão acerca da construção de alternativas e o fortalecimento 
das resistências frente à ALCA- Área de livre comércio das Américas e os demais 
tratados de livre comércio, o pagamento da  dívida externa, a militarização e a 
pobreza e mobilizar a todo o continente contra a presença de Bush e suas 
políticas em nível mundial". A Cumbre de los Pueblos de América é convocada 
pela Alianza Social Continental (ASC), uma coalizão de organizações sindicais, 
religiosas, campesinas, de direitos humanos, de mulheres e outros movimentos 
sociais, com presença em todos os países do hemisfério, incluindo EUA, Canadá e 
Cuba. (Fonte: Rebelión)
Remédios proibidos nos Estados Unidos e América do Norte vêm para o Brasil 
O jornalista Hamilton Octavio de Souza informa em sua coluna, no jornal Brasil 
de Fato, que a indústria farmacêutica dos Estados Unidos está descarregando no 
Brasil todo o estoque de remédios proibidos na América do Norte e na Europa. 
Isso mesmo com a existência de listas públicas desses produtos e informações 
científicas sobre os danos que causam à saúde dos seres humanos. 
Este fato não é de hoje. Desde o começo da década de 1970 a Imprensa 
Alternativa, florescente á época, já noticiava esta prática do império 
norte-americano. Os jornais Opinião, Movimento e as dezenas que existiram ao 
longo da décad de 70 falavam de fábricas poluentes e de remédios proibidos no 
mundo todo e permitidos só no Brasil. O DDT, produto altamente tóxico, era um 
deles. Listas de remédios testados aqui no Brasil para ver se dava para usar 
nos países do chamado primeiro mundo eram comuns nas páginas do Pasquim, Ex, 
Coojornal, Em tempo e naturalmente nos dois mais célebres, Movimento e Opinião. 
Ativista gay é assassinado no Rio 
Cláudio Alves dos Santos, ativista gay e voluntário do Centro de Referência 
Contra a Violência e Discriminação ao Homossexual (Disque Defesa Homossexual) 
foi encontrado morto no IML na tarde do dia 20/10. Segundo laudo do próprio IML 
ele foi torturado com requintes de crueldade e depois assassinado por arma de 
fogo no município de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, Rio. Santos foi uma das 
pessoas responsáveis pela identificação das três vítimas homossexuais 
assassinadas na Chacina da Baixada Fluminense, quando morreram 29 pessoas no 
dia 31 de março deste ano. [voltar]

Memória 
 
Comemorações de 50 anos do Dieese começam com seminário 
O seminário Desenvolvimento com Distribuição de Renda, no dia 28 de outubro, 
marca o início das comemorações dos 50 anos do Dieese. O encontro terá como 
painelistas Davi Antunes (pesquisador da Unicamp), Jeferson Daniel de Matos 
(Fundação de Economia e Estatísticas) e Eduardo Grijó (Agergs). Na atividade, 
será lançado o Anuário dos Trabalhadores 2005. O encontro, das 14h às 18h, será 
na sede do Sinpro-RS ? Avenida João Pessoa, 919, em Porto Alegre. As inscrições 
podem ser feitas na avenida Júlio de Castilhos, 596, 8º andar, também na 
capital pelo telefone 51-32114177 ou pelo e-mail errs@xxxxxxxxxxxxx [voltar]

Imagens da Vida 
 
Brasil: pantanal matogrossense 
 
Foto de Chico Ferreira [voltar]

Pérolas da edição 
 
?Nada separa as classes sociais no Brasil como a língua. Fora a renda, claro.? 
Luís Fernando Veríssimo em Língua Portuguesa, ao responder à pergunta 'você 
acredita que a desigualdade social se expressa também na língua?'?Simbólico é 
também o fato de que poucos, pouquíssimos, entre os companheiros de Vlado, 
continuem fiéis aos ideais dos anos verdes. Muitos aderiram à tucanagem, hoje 
servem aos legítimos herdeiros do udenismo paulista. Ocorre-me parafrasear 
Santa Joana, na versão de George Bernard Shaw: ?Quando, ó Deus, este Brasil 
estará preparado para receber seus mártires?? Mino Carta, em Carta Capital nº 
365[voltar]

Por Dentro da Universidade 
 
Seleção de bolsistas para o Programa de Formação de Quadros Profissionais 
O Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) 
da Fundação Getúlio Vargas selecionará até quatro pesquisadores recém-doutores 
(titulo obtido entre 2001 e 2005) nas áreas de Ciências Sociais (Antropologia, 
Ciência Política e Sociologia), História, Ciência da Informação ou Arquivologia 
para seu Programa de Formação de Quadros Profissionais, no Rio de Janeiro. As 
inscrições devem ser feitas até 30 de dezembro de 2005 através do Portal CPDOC 
(www.cpdoc.fgv.br). Além de preencher o formulário online, disponível a partir 
de 10 de novembro, o candidato deverá anexar currículo Lattes atualizado e 
memorial descrevendo (em até 15 mil caracteres com espaços) sua experiência 
acadêmica e profissional e expondo os motivos pelos quais pretende estagiar no 
CPDOC. [voltar]

Proposta de Pauta 
 
Novo tratado defende o conceito de diversidade cultural 
As reuniões da 33ª Conferência Geral da Unesco terminaram com um ?sim? para o 
tratado que defende a diversidade cultural. Foram 151 votos a favor e dois 
contra ? dos Estados Unidos e de Israel. Líderes do projeto, França e Canadá 
querem assegurar, no papel, o direito de um governo promover e proteger os bens 
culturais da competição internacional. No caso, a hegemonia americana. Com o 
aval da Unesco, um país pode, por exemplo, cobrar taxas sobre filmes 
estrangeiros sem ser acusado de violar regras da Organização Mundial do 
Comércio (OMC). Mas, na opinião de alguns especialistas, para que o texto 
tivesse força, seria importante o consenso. E isso os EUA bloquearam ? não sem 
mal-estar. 
O entretenimento é o segundo produto de exportação mais importante para os EUA. 
Perde apenas para a indústria bélica. E o principal temor dos EUA é o de que a 
Convenção abra brechas para a criação de barreiras à produção hollywoodiana. Os 
americanos temem a Convenção e quem lutou por ela teme a fragilidade do 
documento. Apesar dos discursos animados, os defensores do tratado não estão 
certos de que terão força para colocar seus princípios em prática. Mas, pelo 
menos, passa a existir um novo parâmetro para medir as regras que regem a 
cultura. (Carta Capital Nº 365)
[voltar]

ESPECIAL: Bruno Zornitta conta como foi ato pela democratização da Comunicação 
no Rio 
 
Manifestantes caminham em direção à sede da Anatel 
Ativistas em favor de políticas públicas pela democratização da comunicação 
realizaram no dia 20 de outubro um ato-show em repúdio à gestão do atual 
ministro das Comunicações, Hélio Costa. 
A manifestação, batizada "De Costas para Hélio Costa", ocorreu em frente à sede 
da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), na Praça XV, Rio de Janeiro. 
Por volta das 16h30, os participantes fizeram a interdição simbólica da Anatel, 
em resposta ao fechamento de 8.589 rádios livres e comunitárias por parte da 
Agência, do início do governo Lula ao primeiro semestre de 2005. Em seguida 
houve shows com músicos independentes e panfletagem. Foram distribuídos 1.500 
panfletos informativos sobre a conjuntura nacional do setor de comunicações. 
Para ler, visite nossa página: www.piratininga.org.br[voltar]

Cartas ao NPC 
 
Nesta edição, cartas com o que pensam os leitores do BoletimNPC sobre a remoção 
de favelas no Rio de Janeiro 
Desfavelização é arma da direita 
Meu nome é André Luiz, moro no Morro do Jacarezinho, Zona Norte do Rio e sou 
leitor do NPC. Acredito que esta "Desfavelização" é apenas mais uma arma da 
direita para deixar a Zona Sul mais bonita, pois incomoda demais para eles 
acordarem todos os dias e dar de cara com a favela. O argumento de muitas 
reportagens são os altos casos de balas perdidas na Zona Sul por conta da 
guerra do tráfico. Ora, na Zona Norte acontece a mesma coisa. Quem mora dentro 
da favela sofre o mesmo. Muitas pessoas são alvejadas e mortas por balas 
perdidas dentro da favela. Alguém do Estado ou da mídia vêm remover os 
bandidos? (Digo, os fardados e os não-fardados). 
Claro que para as pessoas da Zona Sul seria muito melhor se livrar das favelas. 
Muitas delas devem ter horror de olhar àquela arquitetura todos os dias. Mas 
será que eles não pensam que existem vidas naquele lugar? Que muitos de seus 
porteiros, empregadas e serventes moram ali? Que existem pessoas de bem e não 
só bandidos? Infelizmente ninguém gosta de morar naquela grande senzala urbana, 
mas esta herança histórica está cada vez mais complicada de ser revogada. 
Enquanto existirem pessoas interessadas na beleza fútil de um cartão postal 
(Comercial); tirar mendigos e crianças de rua e jogar em partes periféricas do 
Rio para deixar as ruas da Zona Sul mais limpas, continuaremos morando em 
morros e favelas levando todo o descrédito da sociedade. (André Luiz, estudante 
de comunicação e morador do Jacarezinho)
Remoção de favelas é nazismo 
Alguns governantes pensam que as favelas são a parte flácida do belo corpo que 
se chama Rio de Janeiro. Pensamento Nazista. A favela não é apenas lugar onde 
tem o narcotráfico, mas pessoas que levam este país nas costas como traduzia 
Portinari em seu quadros. Cada casa é uma história de vida que alimenta a 
esperança de dias melhores. Derrubar barracos não é a solução. Mudar a forma de 
educar o povo que é um caminho a ser percorrido por toda a sociedade. (Douglas, 
estudante de comunicação e morador de Manguinhos)
  
[voltar]
O que você acha disso? 
 
Deputado quer acabar com a crase 
O deputado federal João Herrmann Neto (PDT-SP) tentou acabar com o acento grave 
no a por considerar que a maioria dos brasileiros não sabe usar a crase. 
Herrmann Neto é autor do projeto de lei 5.154, de 2005, que diz o seguinte: 
?Art. 1º ? Fica extinto o uso do acento grave para indicar a ocorrência da 
crase. 
Parágrafo único ? A ocorrência de crase da preposição a com o artigo, pronome 
demonstrativo e pronome relativo continuará normalmente, deixando apenas de ser 
indicada pelo acento grave. 
Art 2º ? Conceder-se-á às empresas editoras de livros e publicações o prazo de 
3 (três) anos para o cumprimento do que dispõe esta Lei.? 
Por enquanto a pobrezinha está fora de perigo. O parecer do relator da Comissão 
de Educação foi pela rejeição e o projeto foi arquivado no dia 3 de outubro. 
O que você acha disso? Você acha que o deputado Herrmann tem razão? A crase 
deve acabar? [voltar]

Nova entrevista em nossa página 
 
A televisão como instrumento de inércia e passividade de crianças e adultos 
Entrevista com o professor e autor de vários livros sobre televisão e educação, 
Pedrinho Guareschi, feita por Márcia Santos, assessora de imprensa do SINTESE - 
Sindicato dos Profissionais da Educação do Sergipe. (out/2005) Para ler, visite 
nossa página: www.piratininga.org.br[voltar]

Novos artigos em nossa página 
 
Como se constroem as notícias. Por Marina Amaral 
Íntegra da reportagem de Marina Amaral publicada na edição especial "Corrupção" 
(out/2005), da revista Caros Amigos ? gentilmente enviada ao Observatório da 
Imprensa pela autora; texto citado no programa Observatório da Imprensa na TV 
(nº 349, 18/10/05) pela professora Marilena Chaui, em sua análise sobre os 
processos de construção da notícia. 
A solidão do mártires. Por Mino Carta 
Gentil, doce, frágil... Quem nos apresentou foi meu pai, faz muitos anos, 
éramos mocinhos. Tinha voz forte, baritonal, não casava com o físico... Assim 
apresento Vlado Herzog em O Castelo de Âmbar, livro que escrevi e publiquei faz 
seis anos. É, digamos assim, ficção autobiográfica, e nela Vlado surge com 
outro nome, Aldo Walder. Mas é a história da sua morte que contei, episódio 
crucial da minha vida real de cidadão e jornalista. 
Postura da mídia abre espaço para a volta do fascismo. Por Maurício Thuswohl 
Intelectuais presentes em seminário promovido pela Unesco, no Rio, avaliam que 
casos recentes nos EUA, onde parte dos veículos adotou a autocensura, no Brasil 
e na Venezuela mostram que a relação mídia-poder tem de ser tema central da 
análise política internacional (Agência Carta Maior, 15/10/2005). 
Cultos afro ganham direito de resposta. Por Marcelo Oliveira 
As redes de televisão Record e Mulher deverão exibir durante uma semana um 
programa de até uma hora de duração como direito de resposta aos praticantes de 
religiões afro-brasileiras ou de matriz africana, vítimas de preconceito por 
parte dos programas religiosos Sessão de Descarrego (Record) e Mistérios (Rede 
Mulher). O direito de resposta foi proposto em Ação Civil Pública interposta 
pelo Ministério Público Federal em novembro de 2004. [voltar]



Boletim do Núcleo Piratininga de Comunicação 
 
Rua Alcindo Guanabara, 17, sala 912 - CEP 20031-130 
Tel. (21) 2220-56-18 / 9923-1093 
www.piratininga.org.br / npiratininga@xxxxxxxxxx 
Coordenador: Vito Giannotti 
Edição e redação: Claudia Santiago (MTB.14.915) 
Web-designer: Gustavo Barreto e Cris Fernandes. 
Colaboraram nesta edição: Ana Manuella Soares (RJ), Ana Maria Straube (SP), 
Bruno Zornitta (RJ), Gissela Mate (SP), Gustavo Barreto (RJ), Kátia Marko (RS), 
Márcia Santos (SE), Marcus Vinícius (RJ) e Rogerio Almeida (PA). [voltar] 

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Se você não quiser receber o Boletim do NPC, por favor, responda esta mensagem 
escrevendo REMOVA. 
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ÍNDICE 
Clique nos ítens abaixo para ler os textos. 
Notícias do NPC 
Hotel Rwanda no Domingo é Dia de Cinema 
Novo curso de Oratória para Mulheres em novembro 
Curso especial nacional para os bancários do Banco Central será no Rio, de 9 a 
11 de novembro 
11º Curso do NPC tem grande variedade de inscritos: muitas experiências a serem 
trocadas 
De Olho Na Mídia 
A psicose do medo no dia a dia vencerá qualquer plebiscito a respeito 
Campanha sutil 
Lacônica e educada, TV Globo respalda corrupção tucana 
Democratização da Comunicação 
Carta-compromisso da Cris-Brasil pela Democratização da Comunicação 
NPC Informa 
Seminário sobre Mídia Cidadã em São Bernardo do Campo 
Pedagoga lança livro sobre televisão e formação de professores 
Sebastião Salgado mostrará vida como ela era há séculos 
Três mil pessoas no Encontro Nacional de Violeiros em São Paulo 
No Rio de Janeiro tem Jongo da Serrinha 
Spike Lee fará documentário sobre Nova Orleans pós-Katrina 
A Comunicação que queremos 
I Seminário de Comunicação Popular do Estado do Tocantins 
'Hip-Hop a Lápis' é indicado ao prêmio Hutúz 
Programa "Vozes Indígenas do Brasil", feito por rádio holandesa, recebe prêmio 
Vladimir Herzog 
Seminário de Jovens Comunicadores reúne experiências bem sucedidas de 
comunicação para o desenvolvimento 
De Olho na Vida 
Sílvio Rodrigues participa da III Cúpulas dos Povos 
Remédios proibidos nos Estados Unidos e América do Norte vêm para o Brasil 
Ativista gay é assassinado no Rio 
Memória 
Comemorações de 50 anos do Dieese começam com seminário 
Imagens da Vida 
Brasil: pantanal matogrossense 
Pérolas da edição 
Luís Fernando Veríssimo e Mino Carta 
Por Dentro da Universidade 
Seleção de bolsistas para o Programa de Formação de Quadros Profissionais 
Proposta de Pauta 
Novo tratado defende o conceito de diversidade cultural 
ESPECIAL: Uma reportagem em nossa página 
Bruno Zornitta conta como foi ato pela democratização da Comunicação no Rio 
Cartas ao NPC 
Nesta edição, cartas com o que pensam os leitores do BoletimNPC sobre a remoção 
de favelas no Rio de Janeiro 
Nova entrevista em nossa página 
A televisão como instrumento de inércia e passividade de crianças e adultos 
Novos artigos em nossa página 
Como se constroem as notícias. Por Marina Amaral 
A solidão do mártires. Por Mino Carta 
Postura da mídia abre espaço para a volta do fascismo. Por Maurício Thuswohl 
Cultos afro ganham direito de resposta. Por Marcelo Oliveira 
Sobre o Boletim

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