[radiolivre] Fw: [radiomuda] ENC: radio digital
- From: thigal@xxxxxxxxxxxxxx
- To: radiolivre@xxxxxxxxxxxxx
- Date: Sun, 28 Aug 2005 16:18:39 -0300
------------------------------------------
Use o melhor sistema de busca da Internet
Radar UOL - http://www.radaruol.com.br
--- Begin Message ---
- From: "Joaquim Carvalho" <adv.joaquim@xxxxxxxxx>
- To: <AbracoNac@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>, <ConfNacRadCom@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>, <casamacunaima@xxxxxxxxxxxxx>, <Cris-Brasil@xxxxxxxxxxxxxxxxxxx>, '+MaisRádio - O Portal do Rádio Brasileiro' <maisradio@xxxxxxxxxxxxxxxx>, "'norte-nordeste'" <norte-nordeste@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
- Date: Fri, 26 Aug 2005 17:20:01 -0300
Caros Companheir@s!
Estamos em um momento delicado para a Radiodifusão no Brasil, e é necessário
parar, prensar, analisar e buscar uma consciência crítica. Alguns podem
achar que é futurismos, mas tudo bem.
Enquanto o Brasil o processo de escolha da TV Digital vem com o envolvimento
da sociedade e das universidades, o da Rádio Digital vem sendo atropelado
pela ABERT (leia-se Rede Globo), indicando-se que os testes já se iniciam no
mês que vem pelo sistema IBOC (proprietário).
Indica-se, a obrigatoriedade para uma política pública de radiodifusão que o
sistema de digitalização garanta a possibilidade de aumentar o número de
emissoras como forma de democratizar a comunicação no país.
Analisando o texto do Dr. André Barbosa, diga-se de passagem, está fazendo
em grande e belo trabalho no atual governo, verifica-se o investimento para
a Digitalização pelo sistema IBOC (escolhido pela ABERT/Rede Globo) e o fato
da Gradiente já prever para o final do ano o lançamento dos primeiros
radinhos digitais.
Ora, para quem analisar a ?febre? do celular, do CD e do DVD, vai saber que
os ?radinhos digitais? serão a próxima ?onda do momento?, nossos futuros
presentes de natal, aniversário, dia das crianças, dias dos pais, das mães e
até dos avós. Não esquecer que são poucas as casas brasileiras sem TV
Colorida, aparelhos de CD e DVD (sonho de consumo).
Só quem estará chegando neste público alvo, que adquiriu o radinho
digital????? Os grandes grupos de comunicação, o principal a Rede Globo!!! E
a cada ?radinho digital? colocado no mercado, aumenta um pontinho na cota de
publicidade, para os grandes grupos de comunicação. Que legal esse
negócio!!!!!
O Ministro Hélio Costa ao dizer que a Digitalização completa do Rádio levará
10 anos ele está certo, mas não em relação aos ouvintes e sim as médias e
pequenas Rádios Comercias, as Rádios Públicas e Rádios Comunitárias que não
terão acesso a este sistema, por questão meramente financeira.
As primeiras a sentirem o reflexo desta política serão as médias rádios
comerciais, pois os anunciantes investirão seus recursos onde à população
comercialmente ativa está sintonizada, até chegar as Rádios Comunitárias.
Naquele chavão ?ao adapte ou deixe?, quem será o dono da tecnologia e o seu
custo? Quem prestará o serviço satelital? Quem prestará o serviço de
transmissão da terra ao satélite? A Globosat?
Assim, devemos iniciar o debate, devemos conseguir meios para que as Rádios
Públicas e Comunitárias possam testar o sistema DRM, e que a população (por
plebiscito) escolha o sistema de digitalização que o Brasil deverá adotar
para o futuro.
ABRAÇO FORTE
JOAQUIM CARLOS
_____
De: abarbosa@xxxxxxxxxxxxxxx [mailto:abarbosa@xxxxxxxxxxxxxxx]
Enviada em: sexta-feira, 26 de agosto de 2005 11:11
Para: adv.joaquim@xxxxxxxxx
Assunto: RES: radio digital
Políticas do governo federal para o rádio digital.
O rádio digital e as novas formas de interação do público, construção e
desconstrução de conteúdos.
Prof. Dr. André Barbosa Filho
Há várias razões para valorizar o rádio, seja ele em sua versão analógica ou
digital ou ainda através dos modelos educativo, comercial ou comunitário.
Uma delas é que, para receber a mensagem do rádio não é necessário saber
ler. E no Brasil ainda existem 14 milhões de analfabetos, segundo o IBGE.
Além disso, o rádio, por não possuir imagens, permite explorar a imaginação
dos ouvintes, através de diferentes tipos de relatos. Some-se a esses dados
os 30 % de analfabetos funcionais que o país possui e a importância do rádio
aumenta ainda mais, pois pode colaborar para que esses públicos -que não
praticam a leitura e a compreensão de textos - possam entender com mais
facilidade o que lêem, escutam ou vêem.
O rádio digital abre oportunidades de criar e/ou reconstruir textos e
programas, através da construção e desconstrução sonora no ambiente de
rede, permitindo o acréscimo individual de novos conteúdos e sua circulação
em tempo real.
Ou seja, desde casa ou de uma sala de aula, um ou mais pessoas com
computador e acesso a internet podem rapidamente planejar e editar
programas, utilizando outros formatos disponíveis na rede
Além de baratear os custos e dar mais agilidade e rapidez aos trabalhos, o
rádio digital possibilita a recepção simultânea convivendo com a construção
de acervos pessoais, conhecidos como metadata.
Esses acervos serão de grande ajuda para a instalação de rádios comunitárias
em diferentes regiões do país, permitindo a inclusão digital. Além disso, a
utilização de informes em texto agregados à transmissão sonora poderá
possibilitar a criação e desenvolvimento de novos ou híbridos formatos, que
ultrapassem os conhecidos até então, sendo pensados diretamente pelos atores
sociais envolvidos
A instituição pioneira nos serviços de radio digital foi a BBC de Londres
que desde 1995, utiliza-se do sistema DAB ( Digital Áudio Broadcasting) em
rede nacional na Grã-Bretanha, como membro integrante do projeto EUREKA-147,
padronizado pelo ESTI (European Telecommunications Institute)
Este sistema DAB, para transmissões na banda de FM tem características
sui-generis entre estas a oferta de multi-serviços, com a emissão de dados
veiculados através de display de cristal liquido no receptor de rádio.
Apesar de poder ser aproveitada na freqüência mundialmente utilizada de 88
MHz a 108MHz, o DAB o é na Europa, Canadá e Austrália em freqüências
diferenciadas.
Uma vertente do sistema terrestre DAB é a que opera via satélite, conhecida
como DSR (Digital Satellite Radio) em freqüências regulamentadas pela
WARC-92 (World Administrative Radio Conference ). No continente europeu duas
empresas já estão operando pelo DSR, a "Global Radio" e a "Alcatel World
Space"
Outro sistema em operação na Europa é o DRM (Digital Radio Mondiale)
administrado por um consórcio formado pelas rádios públicas européias,como a
Deutsche Welle, BBC, RTP, RAI, Radio France, além de governos como , por
exemplo, da China e do Equador.
O DRM foi oferecido na Europa como modelo em 1996, tendo o objetivo de
recuperar a banda de AM , abaixo de 30MHz. Em seguida, a faixa de OM também
mereceu estudos e foi implantada nos paises consorciados tendo o sistema
sido homologado pela UIT- União Internacional de Telecomunicações - Desde
março de 2005 , a DRM também passou a pesquisar resultados para banda de FM.
No Brasil, o DRM ensaiou testes em OM e OC baseado num acordo até agora não
finalizado entre Radiobrás, ANATEL, Ministério das Comunicações e
Universidade de Brasília. Não proprietário, o DRM permite que seus
consorciados possam desenvolver pesquisas sobre a base tecnológica
oferecida.
Os japoneses utilizam o sistema ISDB ou ISDB-T e trafega nas faixas de
189-192 MHz e 2,535 a 2,655 GHZ. Flexível, apresenta características que lhe
permitem recepção móvel para áudio e dados, sendo considerado o mais robusto
entre os sistemas em operação no mundo.
O ISDB-T, entretanto, só é utilizado no Japão.
Nos EUA é utilizado o padrão I-Biquity desenvolvido pelo consórcio I-Biquity
Digital com o processo IBOC (In Band- on channel) permitindo que as
transmissões analógicas e digitais possam ser veiculadas no mesmo canal e
mesma faixa, sem a necessidade de faixas adicionais, para veiculação de
áudio e dados.
Os EUA têm 13 950 mil emissoras em operação e apenas 300 delas já estão
digitalizadas. A conversão custa para cada radiodifusor cerca de 30 mil
dólares, ou seja, cerca de 75 mil reais, custo proibitivo para os pequenos
radiodifusores e para os comunitários.
Acordo realizado nos Estados Unidos pela I Biquity Digital deve propiciar
condições de financiamento para que cerca de 2000 radiodifusores possam
converter o sinal de suas emissoras para digital de forma acelerada. Mas
está claro que o processo por inteiro ainda deve durar algum tempo mesmo num
cenário onde a renda média é bem maior que a do Brasil.
A Abert anunciou em, 24 de agosto de 2005, o início de testes de rádio
digital no dia 26 de setembro, dia do radiodifusor. Segundo a publicação
eletrônica PAY-TV: "...José Inácio Pizani, presidente da associação, e a
diretoria da entidade estiveram com o ministro Hélio Costa para tratar do
tema. Pizani diz que seis emissoras de todo o Brasil estão prontas. Hélio
Costa diz que são 12. De qualquer modo, não se fala em padrões. Costa disse
que os testes podem ser feitos no padrão IBOC ou no DRM, ou qualquer outro,
a critério das emissoras. A Abert, manifestadamente, prefere e defende o
IBOC, e provavelmente este será o padrão testado. Pizani diz que a Gradiente
está se comprometendo a produzir terminais no Brasil. As autorizações para
testes serão dadas pela Anatel. Hélio Costa disse que estas licenças podem
sair em 15 dias a partir do pedido.
Setores do governo fora do Ministério das Comunicações preferem que as
discussões de rádio digital sejam feitas com mais calma, a exemplo do que
acontece com a TV digital..."
Os testes, sejam com o sistema IBOC, seja com o sistema DRM, devem ser
realizados o quanto antes e modo simultâneo para que a decisão seja
realizada com o mesmo rigor do SBTVD, com a inclusão de questões como planta
industrial e desenvolvimento de P&D com a participação da universidade
brasileira.
Os dois projetos - de TV e rádio digital - seguem as propostas de inclusão
digital e social sugeridas pela Sociedade da Informação, mas para serem
colocados em prática necessitam de regulação e normatização.
Este é um momento ímpar, no qual a mudança para uma nova ordem tecnológica
pode assegurar a condução de políticas efetivas que proporcione a
oportunidade de diminuir as graves diferenças sociais a partir do acesso a
informação.
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Reunião semanal toda segunda-feira às 18h
no Teatro de Arena
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
--- End Message ---
Other related posts:
- » [radiolivre] Fw: [radiomuda] ENC: radio digital
- From: "Joaquim Carvalho" <adv.joaquim@xxxxxxxxx>
- To: <AbracoNac@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>, <ConfNacRadCom@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>, <casamacunaima@xxxxxxxxxxxxx>, <Cris-Brasil@xxxxxxxxxxxxxxxxxxx>, '+MaisRádio - O Portal do Rádio Brasileiro' <maisradio@xxxxxxxxxxxxxxxx>, "'norte-nordeste'" <norte-nordeste@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
- Date: Fri, 26 Aug 2005 17:20:01 -0300
Caros Companheir@s! Estamos em um momento delicado para a Radiodifusão no Brasil, e é necessário parar, prensar, analisar e buscar uma consciência crítica. Alguns podem achar que é futurismos, mas tudo bem. Enquanto o Brasil o processo de escolha da TV Digital vem com o envolvimento da sociedade e das universidades, o da Rádio Digital vem sendo atropelado pela ABERT (leia-se Rede Globo), indicando-se que os testes já se iniciam no mês que vem pelo sistema IBOC (proprietário). Indica-se, a obrigatoriedade para uma política pública de radiodifusão que o sistema de digitalização garanta a possibilidade de aumentar o número de emissoras como forma de democratizar a comunicação no país. Analisando o texto do Dr. André Barbosa, diga-se de passagem, está fazendo em grande e belo trabalho no atual governo, verifica-se o investimento para a Digitalização pelo sistema IBOC (escolhido pela ABERT/Rede Globo) e o fato da Gradiente já prever para o final do ano o lançamento dos primeiros radinhos digitais. Ora, para quem analisar a ?febre? do celular, do CD e do DVD, vai saber que os ?radinhos digitais? serão a próxima ?onda do momento?, nossos futuros presentes de natal, aniversário, dia das crianças, dias dos pais, das mães e até dos avós. Não esquecer que são poucas as casas brasileiras sem TV Colorida, aparelhos de CD e DVD (sonho de consumo). Só quem estará chegando neste público alvo, que adquiriu o radinho digital????? Os grandes grupos de comunicação, o principal a Rede Globo!!! E a cada ?radinho digital? colocado no mercado, aumenta um pontinho na cota de publicidade, para os grandes grupos de comunicação. Que legal esse negócio!!!!! O Ministro Hélio Costa ao dizer que a Digitalização completa do Rádio levará 10 anos ele está certo, mas não em relação aos ouvintes e sim as médias e pequenas Rádios Comercias, as Rádios Públicas e Rádios Comunitárias que não terão acesso a este sistema, por questão meramente financeira. As primeiras a sentirem o reflexo desta política serão as médias rádios comerciais, pois os anunciantes investirão seus recursos onde à população comercialmente ativa está sintonizada, até chegar as Rádios Comunitárias. Naquele chavão ?ao adapte ou deixe?, quem será o dono da tecnologia e o seu custo? Quem prestará o serviço satelital? Quem prestará o serviço de transmissão da terra ao satélite? A Globosat? Assim, devemos iniciar o debate, devemos conseguir meios para que as Rádios Públicas e Comunitárias possam testar o sistema DRM, e que a população (por plebiscito) escolha o sistema de digitalização que o Brasil deverá adotar para o futuro. ABRAÇO FORTE JOAQUIM CARLOS _____ De: abarbosa@xxxxxxxxxxxxxxx [mailto:abarbosa@xxxxxxxxxxxxxxx] Enviada em: sexta-feira, 26 de agosto de 2005 11:11 Para: adv.joaquim@xxxxxxxxx Assunto: RES: radio digital Políticas do governo federal para o rádio digital. O rádio digital e as novas formas de interação do público, construção e desconstrução de conteúdos. Prof. Dr. André Barbosa Filho Há várias razões para valorizar o rádio, seja ele em sua versão analógica ou digital ou ainda através dos modelos educativo, comercial ou comunitário. Uma delas é que, para receber a mensagem do rádio não é necessário saber ler. E no Brasil ainda existem 14 milhões de analfabetos, segundo o IBGE. Além disso, o rádio, por não possuir imagens, permite explorar a imaginação dos ouvintes, através de diferentes tipos de relatos. Some-se a esses dados os 30 % de analfabetos funcionais que o país possui e a importância do rádio aumenta ainda mais, pois pode colaborar para que esses públicos -que não praticam a leitura e a compreensão de textos - possam entender com mais facilidade o que lêem, escutam ou vêem. O rádio digital abre oportunidades de criar e/ou reconstruir textos e programas, através da construção e desconstrução sonora no ambiente de rede, permitindo o acréscimo individual de novos conteúdos e sua circulação em tempo real. Ou seja, desde casa ou de uma sala de aula, um ou mais pessoas com computador e acesso a internet podem rapidamente planejar e editar programas, utilizando outros formatos disponíveis na rede Além de baratear os custos e dar mais agilidade e rapidez aos trabalhos, o rádio digital possibilita a recepção simultânea convivendo com a construção de acervos pessoais, conhecidos como metadata. Esses acervos serão de grande ajuda para a instalação de rádios comunitárias em diferentes regiões do país, permitindo a inclusão digital. Além disso, a utilização de informes em texto agregados à transmissão sonora poderá possibilitar a criação e desenvolvimento de novos ou híbridos formatos, que ultrapassem os conhecidos até então, sendo pensados diretamente pelos atores sociais envolvidos A instituição pioneira nos serviços de radio digital foi a BBC de Londres que desde 1995, utiliza-se do sistema DAB ( Digital Áudio Broadcasting) em rede nacional na Grã-Bretanha, como membro integrante do projeto EUREKA-147, padronizado pelo ESTI (European Telecommunications Institute) Este sistema DAB, para transmissões na banda de FM tem características sui-generis entre estas a oferta de multi-serviços, com a emissão de dados veiculados através de display de cristal liquido no receptor de rádio. Apesar de poder ser aproveitada na freqüência mundialmente utilizada de 88 MHz a 108MHz, o DAB o é na Europa, Canadá e Austrália em freqüências diferenciadas. Uma vertente do sistema terrestre DAB é a que opera via satélite, conhecida como DSR (Digital Satellite Radio) em freqüências regulamentadas pela WARC-92 (World Administrative Radio Conference ). No continente europeu duas empresas já estão operando pelo DSR, a "Global Radio" e a "Alcatel World Space" Outro sistema em operação na Europa é o DRM (Digital Radio Mondiale) administrado por um consórcio formado pelas rádios públicas européias,como a Deutsche Welle, BBC, RTP, RAI, Radio France, além de governos como , por exemplo, da China e do Equador. O DRM foi oferecido na Europa como modelo em 1996, tendo o objetivo de recuperar a banda de AM , abaixo de 30MHz. Em seguida, a faixa de OM também mereceu estudos e foi implantada nos paises consorciados tendo o sistema sido homologado pela UIT- União Internacional de Telecomunicações - Desde março de 2005 , a DRM também passou a pesquisar resultados para banda de FM. No Brasil, o DRM ensaiou testes em OM e OC baseado num acordo até agora não finalizado entre Radiobrás, ANATEL, Ministério das Comunicações e Universidade de Brasília. Não proprietário, o DRM permite que seus consorciados possam desenvolver pesquisas sobre a base tecnológica oferecida. Os japoneses utilizam o sistema ISDB ou ISDB-T e trafega nas faixas de 189-192 MHz e 2,535 a 2,655 GHZ. Flexível, apresenta características que lhe permitem recepção móvel para áudio e dados, sendo considerado o mais robusto entre os sistemas em operação no mundo. O ISDB-T, entretanto, só é utilizado no Japão. Nos EUA é utilizado o padrão I-Biquity desenvolvido pelo consórcio I-Biquity Digital com o processo IBOC (In Band- on channel) permitindo que as transmissões analógicas e digitais possam ser veiculadas no mesmo canal e mesma faixa, sem a necessidade de faixas adicionais, para veiculação de áudio e dados. Os EUA têm 13 950 mil emissoras em operação e apenas 300 delas já estão digitalizadas. A conversão custa para cada radiodifusor cerca de 30 mil dólares, ou seja, cerca de 75 mil reais, custo proibitivo para os pequenos radiodifusores e para os comunitários. Acordo realizado nos Estados Unidos pela I Biquity Digital deve propiciar condições de financiamento para que cerca de 2000 radiodifusores possam converter o sinal de suas emissoras para digital de forma acelerada. Mas está claro que o processo por inteiro ainda deve durar algum tempo mesmo num cenário onde a renda média é bem maior que a do Brasil. A Abert anunciou em, 24 de agosto de 2005, o início de testes de rádio digital no dia 26 de setembro, dia do radiodifusor. Segundo a publicação eletrônica PAY-TV: "...José Inácio Pizani, presidente da associação, e a diretoria da entidade estiveram com o ministro Hélio Costa para tratar do tema. Pizani diz que seis emissoras de todo o Brasil estão prontas. Hélio Costa diz que são 12. De qualquer modo, não se fala em padrões. Costa disse que os testes podem ser feitos no padrão IBOC ou no DRM, ou qualquer outro, a critério das emissoras. A Abert, manifestadamente, prefere e defende o IBOC, e provavelmente este será o padrão testado. Pizani diz que a Gradiente está se comprometendo a produzir terminais no Brasil. As autorizações para testes serão dadas pela Anatel. Hélio Costa disse que estas licenças podem sair em 15 dias a partir do pedido. Setores do governo fora do Ministério das Comunicações preferem que as discussões de rádio digital sejam feitas com mais calma, a exemplo do que acontece com a TV digital..." Os testes, sejam com o sistema IBOC, seja com o sistema DRM, devem ser realizados o quanto antes e modo simultâneo para que a decisão seja realizada com o mesmo rigor do SBTVD, com a inclusão de questões como planta industrial e desenvolvimento de P&D com a participação da universidade brasileira. Os dois projetos - de TV e rádio digital - seguem as propostas de inclusão digital e social sugeridas pela Sociedade da Informação, mas para serem colocados em prática necessitam de regulação e normatização. Este é um momento ímpar, no qual a mudança para uma nova ordem tecnológica pode assegurar a condução de políticas efetivas que proporcione a oportunidade de diminuir as graves diferenças sociais a partir do acesso a informação.
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ Reunião semanal toda segunda-feira às 18h no Teatro de Arena ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
--- End Message ---