[radiolivre] Boletim do NPC - Nº 78 - De 1 a 15.11.2005
- From: Núcleo Piratininga de Comunicação - NPC <npiratininga@xxxxxxxxxx>
- To: <npiratininga@xxxxxxxxxx>
- Date: Wed, 26 Oct 2005 23:25:16 -0200
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Boletim do NPC - Nº 78 - De 1 a 15.11.2005
Para jornalistas, dirigentes, militantes
e assessores sindicais e dos Movimentos Sociais
Notícias do NPC
Hotel Rwanda no Domingo é Dia de Cinema
20 de novembro. Dia Nacional da Consciência Negra
No dia 30 de outubro, o Projeto Domingo é Dia de Cinema
promove a última exibição do ano de 2005. O projeto retorna no início do ano
que vem. O tema, a África, foi escolhido como homenagem ao 20 de novembro, Dia
Nacional da Consciência Negra. Domingo, dia 20, às 9h, no Odeon-BR, na
Cinelândia.
O filme. De Terry George. Com Cheadle, Sophie Okonedo,
Nick Nolte, Joaquin Phoenix, Desmond Dube, David O'Hara, Cara Seymour, Fana
Mokoena, Hakeem Kae-Kazim, Tony Kgoroge. Nacionalidade: Canadá / Reino Unido /
Itália / África do Sul, 2004.
Sinopse. Quando a Bélgica ocupou o território do
Ruanda, dividiu a população segundo características físicas: os mais altos, de
pele mais clara e narizes mais finos eram Tutsi, os restantes Hutu (a classe
inferior, porque menos ocidentalizada). Os colonizadores incentivaram o
confronto entre as duas etnias, e o ódio intensificou-se após a independência
no princípio dos anos 60.
Na Primavera de 1994, o assassinato do presidente de
Ruanda, o general Hutu Juvenal Habyarimana, desencadeou uma guerra civil
sangrenta. Durante 4 meses, os extremistas Hutu mataram mais de um milhão de
Tutsi (a quem chamavam 'baratas'). Especula-se que o próprio assassinato possa
ter sido obra de extremistas Hutu para motivar o conflito. Mas a milícia
Interahamwe não perdeu tempo, dando início ao extermínio. Este genocídio
assumiu proporções ainda mais graves, porque o mundo o ignorou e se recusou a
intervir.
No meio desse horror, emergiu uma figura heróica, um
homem que fez tudo ao seu alcance para salvar a vida de mais de mil adultos e
crianças, na sua maioria Tutsi: Paul Rusesabagina.
Paul (Cheadle) é gerente do elegante Hotel des Mille
Collines, propriedade da empresa belga Sabena, em Kigali, e é Hutu. A sua
mulher, Tatiana (Okonedo) é Tutsi, tal como os restantes familiares. Quando a
violência começa, Paul consegue levar a sua família para o hotel, que se
encontrava protegido devido à presença de cidadãos estrangeiros. Com o agravar
do conflito, Paul vê-se forçado a transformar o seu hotel num campo de
refugiados.
Com o mesmo profissionalismo com que gere o hotel,
negocia com "amigos" e "inimigos", sabendo que essa pode ser a diferença entre
a vida e a morte de muitos. Acompanhamos a luta, o desespero, a frustração e a
raiva de um homem que arriscou a sua vida e a da sua família contra a tirania e
a opressão. Cheadle, no seu primeiro grande papel de protagonista, é coragem e
compaixão, carisma e instinto. (Fonte: http://cinerama.blogs.sapo.pt/)
O projeto. Domingo é Dia de Cinema (imagem) é o projeto
desenvolvido pelo Oficina-escola Grupo Estação, Pré-vestibulares comunitários e
Núcleo Piratininga de Comunicação. Tem o apoio do Sindicato dos Trabalhadores
da UFRJ (SINTUFRJ) e do Comitê-Rio Contra a Guerra e a Violência.
Novo curso de Oratória para Mulheres em novembro
Estão abertas as inscrições para a próxima turma de mulheres que
vai fazer o curso de Oratória Sindical. A promoção é da secretaria de Formação
da CUT-RJ e da Comissão Estadual de Mulheres da CUT e a realização do Núcleo
Piratininga de Comunicação (NPC). Será nos dias 22 e 23 de novembro.
Informações e inscrições com Carminha através do telefone (21) 2196-6700.
Curso especial nacional para os bancários do Banco Central será no
Rio, de 9 a 11 de novembro
O SINAL, Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central vai
realizar um curso adaptado às suas necessidades de formação em comunicação.
Estarão presentes 40 trabalhadores do BC, vindos de todos os estados do País. O
NPC, atendendo às necessidades que eles manifestaram, programou um curso com um
conteúdo adaptado. Serão três dias assim divididos.
O primeiro dia e meio será reservado a uma discussão mais teórica
sobre a comunicação e temas diretamente ligados ao trabalho deste companheiros:
a.. A Comunicação numa sociedade de classes, com Regis Morais
b.. A Comunicação na visão de Gramsci, hoje, com Virgínia Fontes
c.. O controle da informação pela mídia do sistema, com José
Arbex Jr.
d.. A comunicação na Venezuela de Chavez e o golpe midiático de
92, com Gilberto Maringoni
e.. A TVsur como iniciativa contra-hegemônica de comunicação, com
Iraê Sassi
f.. Alca, OMC, Banco Mundial e FMI, com Sandra Quintela
O outro dia e meio será dedicado à aplicação prática do visto acima
à preocupação do SINAL, a comunicação com os trabalhadores e com a sociedade.
Os temas serão os clássicos para o NPC.
a.. A disputa de hegemonia na sociedade, com Vito Giannotti
b.. A puta dos nossos jornais, boletins e revistas para fazer
esta disputa, com Claudia Santiago
c.. O uso da imagem na comunicação, com Jesus Carlos da
ImagemLatina
11º Curso do NPC tem grande variedade de inscritos:
muitas experiências a serem trocadas
Este ano, ao olhar pelas inscrições que já foram
feitas, a composição dos participantes do 11º Curso Anual vão ser mais variadas
que nos anos anteriores.
Há a predominância de sindicatos já muito conhecidos
dos nossos Cursos Anuais, como os do Judiciário, dos funcionários e professores
das Universidades (A Associação dos Docentes da Lavras, a ADUFRJ e a Fasubra
participaram de todos os cursos nos últimos cinco anos), dos Bancários, dos
Metalúrgicos. Mas há sindicatos novos como o Sinpol do Rio Grande do Sul e do
Rio de Janeiro.
Porém a novidade maior é a participação de muitos
jornalistas de Prefeituras Populares e de Movimentos interessadas num novo
Brasil. Vem gente que luta pela terra, gente que luta pela moradia nos grandes
centros urbanos. Haverá a participação de jornalistas que fazem o Repórter da
Terra e outros que produzem jornais comunitários pelo Brasil afora.
Informações e inscrições: (21) 2220 5618 / 9923 10 93
/ npiratininga@xxxxxxxxxx
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De Olho Na Mídia
A psicose do medo no dia a dia vencerá qualquer plebiscito a
respeito
09h45m - Dois jovens são presos no Cerro-Corá, no Cosme Velho
09h44m - PMs trocam tiros com traficantes em Vila Isabel
09h18m - PM prende três ladrões de carros em Teresópolis
09h15m - Traficantes são presos em Barra Mansa
07h34m - Vigia é encontrado morto em Benfica
07h10m - Motorista é assaltada em sinal em frente ao Jóquei na
Gávea
06h16m - Dono de padaria é assaltado e levado por bandidos com
refém em Olaria
05h03m - PMs prendem estudantes arrombadores de carro no Fonseca
em Niterói
04h34m - Assaltante é preso por agentes do serviço reservado do
Batalhão de Olaria no Jardim América
03h59m - Dois mortos em troca de tiros com a polícia na Cidade de
Deus
Estas são as manchetes no Globo on line de um dia qualquer, em
torno do 23 de setembro deste ano, em plena campanha do plebiscito do Sim e do
Não. O clima de obsessão do medo é gritante. Quem lê estes chamados é levado a
uma única reação: vou me proteger... Vou me armar. Pouco importam os argumentos
racionais em contrário. O que determina o comportamento das pessoas, quase como
um reflexo condicionado, é o clima geral de paranóia mantido e ampliado por
rádios, TVs, jornais e revistas.
Neste clima de paranóia do medo, sem nunca apontar as causas reais
da violência, pouco importa para qual das duas opções os Marinhos tenham feito
campanha. Isto é insignificante. É uma gota d'água num oceano de anos e anos de
neurotização da população.
É só assistir ou ouvir os programas matinais, entre 7 e 9 horas,
nos vários canais e teremos a confirmação.
De trinta minutos de noticiário, várias vezes, mais de 60 ou 70%
são notícias apavorantes de violência. A maioria é idiotice que não mereceria
nem um segundo de atenção. Mas o que se vê é o contrário. Rios de palavras para
apavorar o telespectador ou ouvinte que teoricamente não deveria ficar
neurótico.
Baseado na constante campanha do medo, há a possibilidade real de,
num futuro próximo, ganhar qualquer proposta sobre a remoção de favelas,
implantação da pena de morte, o rebaixamento da idade penal para 10 anos ou,
por quê não, a proibição de pessoas de cor não exatamente branca circular nas
ruas após as 20 horas. O caminho é curto. Fiquemos atentos!
(Por Claudia Santiago)
Campanha sutil
Conhecido defensor das oligarquias, o jornal O Estado de S. Paulo
está em campanha direta para conseguir mais verbas públicas para os grandes
fazendeiros e as empresas rurais. Praticamente todo dia apresenta uma situação
de dificuldade do setor (queda do dólar, seca, geada etc.) para justificar a
mamata. Usa também como pressão a ameaça do ministro do latifúndio e do
agronegócio, Roberto Rodrigues, em pedir demissão do cargo. A tática não é
nova.
(Brasil de Fato nº 137)
Lacônica e educada, TV Globo respalda corrupção tucana
Patética a cobertura que o programa Fantástico deste domingo
(23/10), da TV Globo, deu à recente denúncia de utilização de caixa 2, em 1998,
pelo atual presidente do PSDB, o senador por Minas Gerais Eduardo Azeredo. Ao
contrário da extensa reportagem sobre casos de corrupção envolvendo um Estado
menos importante no cenário nacional (Rondônia), cuja produção incluiu uma
música de terror ao fundo (!), a Rede Globo foi lacônica no caso tucano. A
"reportagem" da Globo - na verdade, era uma notinha bem pequena - termina com a
fala de Azeredo "explicando" que sua relação com Valério foi "absolutamente
normal", nada demais, bobagem. E termina aí.
Cláudio Mourão da Silveira, tesoureiro da campanha do PSDB mineiro
em 1998, confirmou que foram gastos R$ 20 milhões e declarados apenas R$ 8,5
milhões ao Tribunal Regional Eleitoral. O esquema usado por Mourão é o mesmo
adotado pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares para fazer repasses a
parlamentares da base governista. Da mesma forma que Delúbio, Mourão se
associou a Valério, fez empréstimos no Banco Rural e até agora não quitou a
dívida. Azeredo teve uma dívida sua com Mourão, operador do caixa 2, paga pelo
empresário Marcos Valério de Souza, outro notável corrupto. O pagamento, com um
cheque de R$ 700 mil, foi feito em 2002. Azeredo disse ainda que, 'poucos dias
depois', o atual ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia (PTB), fez
empréstimo no Banco Rural e quitou a dívida com Valério. Azeredo foi o avalista
desse empréstimo, de 'pouco mais de R$ 500 mil'.
Ou seja: nada demais. Bobagem.
(Por Gustavo Barreto)
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Democratização da Comunicação
Carta-compromisso da Cris-Brasil pela Democratização da Comunicação
São Paulo, 22 de outubro de 2005
Na sociedade atual, os grandes meios de comunicação são os
principais veículos de informação, entretenimento, difusão da cultura, formação
de valores e da opinião pública. TV, jornais, rádios, revistas e a internet são
hoje um espaço de debate com fortíssima influência sobre o cotidiano dos
brasileiros e brasileiras.
No entanto, hoje essa arena pública de debate é completamente
controlada por poucas empresas familiares, por conglomerados transnacionais e
políticos. Das manchetes dos telejornais às capas das revistas e histórias das
novelas, eles decidem o que será visível ou não para o grande público, que
entende a comunicação hoje como um mero serviço, como mercadoria a ser
consumida.
Imperando essa lógica, a comunicação perde cada vez mais seu
sentido de espaço público e os meios de comunicação se tornam instrumentos de
dominação ideológica e de defesa dos interesses da minoria que detém o
monopólio sobre a mídia.
Para que a diversidade e pluralidade características da nossa
sociedade se reflitam nos meios de comunicação e para que este passe a ser um
espaço ocupado por todos e todas, se faz urgente a democratização da
comunicação no Brasil.
Para defender esta idéia, diversas associações, movimentos sociais
e ONGs se reuniram em São Paulo durante a III Semana Nacional pela
Democratização da Comunicação. Agora, assumem o compromisso de incorporar a
suas lutas essa bandeira, como parte integrante da luta por uma sociedade mais
democrática e igualitária.
Acreditamos que:
- a democratização da comunicação é uma luta fundamentalmente
conectada às lutas populares, à luta pela reforma agrária e urbana e ao combate
ao racismo, ao sexismo, à homofobia e a todas as formas de opressão;
- a busca pela pluralidade de sujeitos e opiniões na mídia,
componente essencial de um regime realmente democrático, é central para mostrar
que não existem porta-vozes eleitos, mas que todas as pessoas têm direito de
expressar suas opiniões;
- a garantia da diversidade, seja de gênero, étnica, religiosa,
sexual, etária ou outra, é pressuposto para a garantia da igualdade nos meios
de comunicação;
- a isenção e a imparcialidade dos meios de comunicação são mitos a
serem desconstruídos; trata-se de veículos que têm seus próprios interesses,
que podem ser legítimos, mas que geralmente não se confundem com o interesse
público;
- as violações dos direitos humanos cometidas pelos meios de
comunicação devem ser combatidas sistematicamente, assim como a criminalização
dos movimentos sociais por parte da mídia;
- a implantação de instrumentos de controle público sobre a mídia
comercial, de forma a garantir que o interesse público não seja contrariado,
deve ser uma luta de toda a sociedade;
- é necessária a criação, por parte do Estado, de espaços de
comunicação públicos e de gestão participativa, que possibilitem a plena
apropriação da comunicação por parte de todos os sujeitos sociais;
- movimentos sociais, ONGs e indivíduos devem ser solidários e se
posicionar contra a repressão a todas as formas de comunicação, sobretudo às
rádios comunitárias e livres, instrumentos legítimos de comunicação de
interesse público;
- modelos flexíveis de gestão da propriedade intelectual, assim
como ferramentas e tecnologias livres e colaborativas devem ser adotadas como
forma de estímulo ao desenvolvimento pleno e ao aumento do acesso aos
benefícios do conhecimento humano.
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NPC Informa
Seminário sobre Mídia Cidadã em São Bernardo do Campo
De 28 a 30 de novembro, o Campus Rudge Ramos da Universidade
Metodista de São Paulo, em São Bernardo do Campo, recebe os participantes do
seminário Mídia Cidadã. A finalidade do evento, que tem o patrocínio da World
Association for Christian Communication (Wacc), é compreender o sistema
brasileiro de mídia cidadã, tendo como principais referências as questões da
propriedade intelectual e da diversidade cultural.
O seminário terá três eixos: contexto midiático, políticas públicas
e questão de gênero. Além disso, terá quatro territórios analíticos: imprensa
local, rádios comunitárias, comunicação popular e mídia digital.
Informações: (11) 4366-5819 / www.metodista.br/unesco /
mcgobbbi.unesco@xxxxxxxxxxxx
Pedagoga lança livro sobre televisão e formação de professores
A pedagoga Simone Rodrigues Batista acaba de lançar o livro
"Televisão e formação de professores; construindo mediações docentes". A obra
trata da importância do professor na relação entre a TV e o público infantil
como forma de evitar reducionismos: a televisão como salvação para o processo
pedagógico ou como instrumento de esvaziamento crítico dos jovens. "Televisão e
formação de professores; construindo mediações docentes", editado pela LCTE, é
resultado da dissertação para o Mestrado em Educação feito por Simone Batista
na Faculdade de Educação, da Universidade de São Paulo (USP).
Pesquisa feita pela pedagoga santista com 48 crianças do ensino
fundamental apontou o seriado "Power Rangers" como o preferido do grupo. A
partir dessa constatação, a autora formulou uma série de atividades com a
finalidade de provocar a observação crítica sobre os episódios, notadamente os
sentimentos e valores revelados pelos personagens, como a violência,
competitividade e o machismo.
Sebastião Salgado mostrará vida como ela era há séculos
Agência EFE. O fotógrafo Sebastião Salgado quer mostrar a vida como
ela era séculos atrás em seu novo ensaio fotográfico, "Gêneses", que o manterá
ocupado pelos próximos anos. Em entrevista publicada hoje no jornal francês Le
Monde, Salgado contou que quase a metade da Terra está igual há séculos, como é
o caso de numerosas cadeias montanhosas, algumas florestas e os desertos. "Em
alguns lugares do mundo, os homens vivem como há 10 mil anos", disse o
fotógrafo, que pretende percorrer alguns pontos do planeta por alguns anos para
mostrar que ainda há ligação entre a época atual e a origem da criação, a
gênese do planeta.
Salgado dividirá seu trabalho em vários setores. Um deles, dedicado
às paisagens, outro à humanidade e outros lembrando elementos da Natureza, como
"alguns animais quase pré-históricos, caso de certas tartarugas que conheci nas
Ilhas Galápagos e que têm 250 anos". O ex-economista lamentou que já não se
possa voltar atrás na destruição de parte da Terra, mas acredita que seu
trabalho pode contribuir para que a Humanidade tome consciência de que ainda se
pode preservar outra parte.
Três mil pessoas no Encontro Nacional de Violeiros em São Paulo
Nos dias 15 e 16 de outubro, a cidade de Ribeirão Preto, no
interior de São Paulo, abrigou, pela terceira vez, o Encontro Nacional de
Violeiros. Cerca de 3 mil pessoas participaram da festa organizada pelo MST
junto com a Associação Nacional de Violeiros do Brasil e a Arquidiocese de
Ribeirão Preto. O arcebispo de Ribeirão, dom Arnaldo Ribeiro, anunciou, na
ocasião, a renovação do contrato, por mais cinco anos, do Centro de Formação
dom Helder Câmara com o MST que utiliza o espaço para realizar, além da festa
de violeiros, diversas atividades de formação. Felinto Procópio, o Mineirinho,
do setor de cultura do MST, explica que a viola sempre correu na contramão do
mercado, fazendo trincheira às invasões da mídia no imaginário popular. Por
isso, muitos violeiros não têm oportunidade para apresentar sua arte. "Abrir
espaço aos violeiros e tentar mostrar a diversidade da cultura popular
brasileira são as nossas propostas nesse Encontro", diz Mineirinho.
No Rio de Janeiro tem Jongo da Serrinha
Acesse www.jongodaserrinha.org.br
Spike Lee fará documentário sobre Nova Orleans pós-Katrina
Reuters. O cineasta Spike Lee vai a Nova Orleans para rodar um
documentário sobre o choque entre raça e política após a passagem do furacão
Katrina pela região. O diretor diz que vai usar "jornalismo factual, e não
narrativa ficcional" no olhar que pretende lançar sobre o Katrina e Nova
Orleans, transformada em ponto de união de ativistas políticos negros e
teóricos da conspiração. Em meio a críticas de que o governo do presidente
norte-americano, George W. Bush, demorou a reagir ao furacão (deixando milhares
de negros e pobres ilhados em meio à violência, numa situação em que não havia
lei nem ordem), o líder da Nação do Islã, Louis Farrakhan, sugeriu que os
diques de Nova Orleans teriam sido rompidos como meio "de livrar-se dos
pobres."
O ativista Jesse Jackson comparou o centro de convenções de Nova
Orleans, onde se reuniram pessoas que fugiram da inundação, ao "porão de um
navio negreiro". Em entrevista à Reuters, Spike Lee comentou: "Quando se trata
do governo dos EUA e as pessoas de cor, não excluo nenhuma possibilidade. Há
história demais... que vêm desde o incidente em que o Exército norte-americano
deu a indígenas cobertores contaminados com varíola".
Spike Lee comparou a situação de Nova Orleans com o filme
"Chinatown", de 1974, que começa como uma simples história policial ambientada
em Los Angeles em 1933, mas acaba se transformando numa história sobre
corrupção e cobiça em altos escalões. "Pensei automaticamente em 'Chinatown',
esse grande filme de Roman Polanski. A subtrama do filme gira em torno do
fornecimento de água no sul da Califórnia, como ela não era fornecida às
pessoas que precisavam dela."
O documentário de Spike Lee será produzido pelo canal a cabo HBO,
da Time Warner, e ele quer que o filme fique pronto para o primeiro aniversário
da passagem do Katrina. Realizador de 18 filmes em mais de duas décadas, Lee
sempre tratou de temas polêmicos como brutalidade policial, racismo,
nacionalismo, negro e sexo entre pessoas de raças diferentes.
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A Comunicação que queremos
I Seminário de Comunicação Popular do Estado do Tocantins
Nos dias 28, 29 e 30 de outubro ocorrerá em Palmas, no auditório do
Tribunal de Contas do Estado, o I Seminário de Comunicação Popular do Estado do
Tocantins. O evento, que terá abertura às 19:00hs, tratará a comunicação de
forma ampla. Desde as manifestações folclóricas aos veículos de comunicação de
massa serão discutidos. E ao se tratar da comunicação de massa, seu compromisso
com a educação, a arte, a cultura e a informação serão, neste espaço, debatidos
pela população, que poderá discutir as funções que a comunicação deve ter para
a sociedade. Este evento pretende ser um espaço de discussão e oficinas que
contribuam para a reaproximação da comunicação de massa como os movimentos
sociais, as identidades regionais e desmistifique a comunicação como um todo.
O I Seminário de Comunicação Popular do Estado do Tocantins contará
com palestrantes como Osvaldo Meira Trigueiro (doutor em Ciências da
Comunicação e professor da UFPB), Vito Gianotti (coordenador do Núcleo
Piratininga de Comunicação), frei Xavier Plassat (coordenador Nacional de
Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo), Paulo Miranda (Secretário-Executivo
da ABCCOM - Associação Brasileira de Canais Comunitários e Diretor
Administrativo e Financeiro da TV Comunitária de Brasília) e, dentre outros,
Francisca Ester de Sá Marques (professora do Departamento de Comunicação Social
da UFMA, mestre em Comunicação e Cultura pela Unb e doutoranda pela
Universidade Nova de Lisboa).
'Hip-Hop a Lápis' é indicado ao prêmio Hutúz
A publicação Hip-Hop a Lápis foi indicada a concorrer ao prêmio
Hutúz na categoria "hip-hop ciência e conhecimento", na qual concorrem pessoas
que estão estudando, desenvolveram estudos ou editaram obras sobre o hip-hop. O
prêmio Hutúz está na 6º edição e já é a maior premiação de hip-hop da América
latina. Além do Hip-Hop a Lápis, concorrem o documentário Rap Grande do Sul -
Adversos, o livro o Hip-Hop Consciência e Atitude, de autoria de Big Richard, o
Manual Prático do Ódio. do escritor Ferréz, e o livro Suburbano Convicto, de
Alessandro Buzo. A votação acontece através do site www.hutuz.com.br ; Para
votar é necessário solicitar uma senha que será enviado para seu e-mail.
Hip-Hop a Lápis é um projeto que envolve quatro colunistas e convidados que se
intercalam e apresentam às sextas-feiras suas crônicas no Portal Vermelho
(www.vermelho.org.br). Após três anos de publicação, o livro foi editado com
uma seleção destes artigos.
Programa "Vozes Indígenas do Brasil", feito por rádio holandesa,
recebe prêmio Vladimir Herzog
A série de programas de rádio "Vozes Indígenas do Brasil",
produzida pelos jornalistas Mário de Freitas e Railda Herrero, da Rádio
Internacional da Holanda, recebeu o prêmio brasileiro Vladimir Herzog de melhor
reportagem de rádio de 2005. Os jornalistas passaram mais de 60 dias
percorrendo aldeias e povoados indígenas das regiões norte, nordeste,
centro-oeste e sudeste do Brasil entre os meses de janeiro e fevereiro deste
ano coletaram depoimentos dos mais diversos povos indígenas. Os primeiros
resultados destas gravações formam uma série de dez programas desenvolvidos em
temas como diversidade cultural e lingüística, terra, educação, organização,
direitos e diálogo, entre outros.
Na opinião de Railda Herrero, o trabalho desenvolvido por eles foi
apenas o de carregar o microfone para as Vozes Indígenas no Brasil e que por
isso todo o mérito do prêmio é dos povos indígenas. Mário de Freitas explica
também que este é um trabalho que há muito tempo eles gostariam de ter feito
por que sempre tiveram interesse em divulgar a luta indígena brasileira. Ainda
que o objetivo inicial da série tenha sido dar voz aos povos indígenas, o
"efeito colateral", como diz Herrero, é a utilização dos programas como
material didático em sala de aula. Diversas escolas e organizações indígenas e
da sociedade estão pedindo cópias do programa para reproduzir em sala de aula
ou para discussões em grupo. Quem quiser ouvir os programas pode acessar a
página na internet www.parceria.nl
(De Amsterdã, na Holanda, da Agência
Notícias do Planalto, Daniela Stefano)
Seminário de Jovens Comunicadores reúne experiências bem sucedidas
de comunicação para o desenvolvimento
Jovens comunicadores, universitários, radialistas, educadores e
representantes de ONGs se encontrarão no dia 29 de outubro para discutir
alternativas de uso da comunicação como ferramenta de promoção do
desenvolvimento sustentável. O evento, intitulado II Seminário de Jovens
Comunicadores, será realizado em Iguatu (município do Estado do Ceará) e tem o
objetivo de refletir sobre o papel do Jovem Comunicador, trocar experiências
entre jovens que utilizam instrumentos de comunicação (rádios comunitárias,
jornais alternativos, jornais estudantis), além de propor estratégias para o
fortalecimento das iniciativas de comunicação realizadas por jovens do Médio
Jaguaribe (CE), microrregião composta pelos municípios de Acopiara, Iguatu,
Jucás, Orós e Quixelô.
Durante a programação, haverá palestras e apresentações de
experiências dos estados do Ceará, Pará, Maranhão e Pernambuco, nas áreas de
Política e Comunicação, Educomunicação e Inclusão Digital. O Seminário de
Jovens Comunicadores teve sua primeira edição realizada em 2002 e é promovido
pelo Instituto Elo Amigo, Comunicação e Cultura e Redije (Rede de Integração
dos Jornais Estudantis). Este ano a organização conta com o apoio das
Secretarias de Educação, Esporte e Juventude de Iguatu, Comitê para
Democratização da Informática (CDI-MMJ), Parc (UFC), Redes e Juventudes e
Fundação Kellogg.
Comunicação e juventude no semi-árido cearense - O Seminário marca
o início de um projeto de formação de jovens comunicadores do Médio Jaguaribe
que vão atuar como agentes de promoção da cidadania na região. Todos os jovens
envolvidos no projeto fazem parte de Fóruns Municipais de Juventude e as
oficinas serão ministradas por alunos do curso de Comunicação Social da
Universidade Federal do Ceará (UFC). O projeto é uma iniciativa do Instituto
Elo Amigo, em parceria com o Programa de Assessoria Técnica e Sociocultural às
Rádios Comunitárias do Ceará (PARC - UFC).
II Seminário de Jovens Comunicadores - Tema: A Comunicação como
Estratégia do Desenvolvimento Local. Local: Sesc - Iguatu (CE). Data: 29 de
outubro de 2005. Informações: (88) 3581.6575 e (85) 3231.6092. Assessoria de
imprensa: Paulo Marcelo Freitas - (85) 3454-1477 / (88) 9922-8511.
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De Olho Na Vida
Sílvio Rodrigues participa da III Cúpulas dos Povos
O cantor cubano Silvio Rodríguez estará presente na III Cumbre de
los Pueblos que será celebrada de 1 a 5 de novembro em Mar del Plata, na
Argentina. Vai participar de um ato de repúdio ao presidente dos Estados
Unidos, George Bush, previsto para o dia 4, pelas políticas do governo
norte-americano na América e a presença do mandatário na Argentina. A III
Cumbre de los Pueblos é o outro lado da moeda da IV Cumbre de Presidentes de
las Américas, que acontecerá na mesma cidade.
Segundo os organizadores, o objetivo da III Cumbre de los Pueblos é
"aprofundar o debate e a discussão acerca da construção de alternativas e o
fortalecimento das resistências frente à ALCA- Área de livre comércio das
Américas e os demais tratados de livre comércio, o pagamento da dívida
externa, a militarização e a pobreza e mobilizar a todo o continente contra a
presença de Bush e suas políticas em nível mundial". A Cumbre de los Pueblos de
América é convocada pela Alianza Social Continental (ASC), uma coalizão de
organizações sindicais, religiosas, campesinas, de direitos humanos, de
mulheres e outros movimentos sociais, com presença em todos os países do
hemisfério, incluindo EUA, Canadá e Cuba.
(Fonte: Rebelión)
Remédios proibidos nos Estados Unidos e América do Norte vêm para o
Brasil
O jornalista Hamilton Octavio de Souza informa em sua coluna, no
jornal Brasil de Fato, que a indústria farmacêutica dos Estados Unidos está
descarregando no Brasil todo o estoque de remédios proibidos na América do
Norte e na Europa. Isso mesmo com a existência de listas públicas desses
produtos e informações científicas sobre os danos que causam à saúde dos seres
humanos.
Este fato não é de hoje. Desde o começo da década de 1970 a
Imprensa Alternativa, florescente á época, já noticiava esta prática do império
norte-americano. Os jornais Opinião, Movimento e as dezenas que existiram ao
longo da décad de 70 falavam de fábricas poluentes e de remédios proibidos no
mundo todo e permitidos só no Brasil. O DDT, produto altamente tóxico, era um
deles. Listas de remédios testados aqui no Brasil para ver se dava para usar
nos países do chamado primeiro mundo eram comuns nas páginas do Pasquim, Ex,
Coojornal, Em tempo e naturalmente nos dois mais célebres, Movimento e Opinião.
Ativista gay é assassinado no Rio
Cláudio Alves dos Santos, ativista gay e voluntário do Centro de
Referência Contra a Violência e Discriminação ao Homossexual (Disque Defesa
Homossexual) foi encontrado morto no IML na tarde do dia 20/10. Segundo laudo
do próprio IML ele foi torturado com requintes de crueldade e depois
assassinado por arma de fogo no município de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense,
Rio. Santos foi uma das pessoas responsáveis pela identificação das três
vítimas homossexuais assassinadas na Chacina da Baixada Fluminense, quando
morreram 29 pessoas no dia 31 de março deste ano.
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Memória
Comemorações de 50 anos do Dieese começam com seminário
O seminário Desenvolvimento com Distribuição de Renda, no dia 28 de
outubro, marca o início das comemorações dos 50 anos do Dieese. O encontro terá
como painelistas Davi Antunes (pesquisador da Unicamp), Jeferson Daniel de
Matos (Fundação de Economia e Estatísticas) e Eduardo Grijó (Agergs). Na
atividade, será lançado o Anuário dos Trabalhadores 2005. O encontro, das 14h
às 18h, será na sede do Sinpro-RS - Avenida João Pessoa, 919, em Porto Alegre.
As inscrições podem ser feitas na avenida Júlio de Castilhos, 596, 8º andar,
também na capital pelo telefone 51-32114177 ou pelo e-mail errs@xxxxxxxxxxxxx
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Imagens da Vida
Brasil: pantanal matogrossense
Foto de Chico Ferreira
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Pérolas da edição
"Nada separa as classes sociais no Brasil como a língua. Fora a
renda, claro."
Luís Fernando Veríssimo em Língua Portuguesa, ao responder à
pergunta 'você acredita que a desigualdade social se expressa também na língua?'
"Simbólico é também o fato de que poucos, pouquíssimos, entre os
companheiros de Vlado, continuem fiéis aos ideais dos anos verdes. Muitos
aderiram à tucanagem, hoje servem aos legítimos herdeiros do udenismo paulista.
Ocorre-me parafrasear Santa Joana, na versão de George Bernard Shaw: "Quando, ó
Deus, este Brasil estará preparado para receber seus mártires?"
Mino Carta, em Carta Capital nº 365
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Por Dentro da Universidade
Seleção de bolsistas para o Programa de Formação de Quadros
Profissionais
O Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do
Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas selecionará até quatro pesquisadores
recém-doutores (titulo obtido entre 2001 e 2005) nas áreas de Ciências Sociais
(Antropologia, Ciência Política e Sociologia), História, Ciência da Informação
ou Arquivologia para seu Programa de Formação de Quadros Profissionais, no Rio
de Janeiro. As inscrições devem ser feitas até 30 de dezembro de 2005 através
do Portal CPDOC (www.cpdoc.fgv.br). Além de preencher o formulário online,
disponível a partir de 10 de novembro, o candidato deverá anexar currículo
Lattes atualizado e memorial descrevendo (em até 15 mil caracteres com espaços)
sua experiência acadêmica e profissional e expondo os motivos pelos quais
pretende estagiar no CPDOC.
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Proposta de Pauta
Novo tratado defende o conceito de diversidade cultural
As reuniões da 33ª Conferência Geral da Unesco terminaram com um
"sim" para o tratado que defende a diversidade cultural. Foram 151 votos a
favor e dois contra - dos Estados Unidos e de Israel. Líderes do projeto,
França e Canadá querem assegurar, no papel, o direito de um governo promover e
proteger os bens culturais da competição internacional. No caso, a hegemonia
americana. Com o aval da Unesco, um país pode, por exemplo, cobrar taxas sobre
filmes estrangeiros sem ser acusado de violar regras da Organização Mundial do
Comércio (OMC). Mas, na opinião de alguns especialistas, para que o texto
tivesse força, seria importante o consenso. E isso os EUA bloquearam - não sem
mal-estar.
O entretenimento é o segundo produto de exportação mais importante
para os EUA. Perde apenas para a indústria bélica. E o principal temor dos EUA
é o de que a Convenção abra brechas para a criação de barreiras à produção
hollywoodiana. Os americanos temem a Convenção e quem lutou por ela teme a
fragilidade do documento. Apesar dos discursos animados, os defensores do
tratado não estão certos de que terão força para colocar seus princípios em
prática. Mas, pelo menos, passa a existir um novo parâmetro para medir as
regras que regem a cultura.
(Carta Capital Nº 365)
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ESPECIAL: Bruno Zornitta conta como foi ato pela democratização da
Comunicação no Rio
Manifestantes caminham em direção à sede da Anatel
Ativistas em favor de políticas públicas pela democratização da
comunicação realizaram no dia 20 de outubro um ato-show em repúdio à gestão do
atual ministro das Comunicações, Hélio Costa.
A manifestação, batizada "De Costas para Hélio Costa", ocorreu em
frente à sede da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), na Praça XV,
Rio de Janeiro. Por volta das 16h30, os participantes fizeram a interdição
simbólica da Anatel, em resposta ao fechamento de 8.589 rádios livres e
comunitárias por parte da Agência, do início do governo Lula ao primeiro
semestre de 2005. Em seguida houve shows com músicos independentes e
panfletagem. Foram distribuídos 1.500 panfletos informativos sobre a conjuntura
nacional do setor de comunicações.
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Cartas ao NPC
Nesta edição, cartas com o que pensam os leitores do BoletimNPC
sobre a remoção de favelas no Rio de Janeiro
Desfavelização é arma da direita
Meu nome é André Luiz, moro no Morro do Jacarezinho, Zona Norte do
Rio e sou leitor do NPC. Acredito que esta "Desfavelização" é apenas mais uma
arma da direita para deixar a Zona Sul mais bonita, pois incomoda demais para
eles acordarem todos os dias e dar de cara com a favela. O argumento de muitas
reportagens são os altos casos de balas perdidas na Zona Sul por conta da
guerra do tráfico. Ora, na Zona Norte acontece a mesma coisa. Quem mora dentro
da favela sofre o mesmo. Muitas pessoas são alvejadas e mortas por balas
perdidas dentro da favela. Alguém do Estado ou da mídia vêm remover os
bandidos? (Digo, os fardados e os não-fardados).
Claro que para as pessoas da Zona Sul seria muito melhor se livrar
das favelas. Muitas delas devem ter horror de olhar àquela arquitetura todos os
dias. Mas será que eles não pensam que existem vidas naquele lugar? Que muitos
de seus porteiros, empregadas e serventes moram ali? Que existem pessoas de bem
e não só bandidos? Infelizmente ninguém gosta de morar naquela grande senzala
urbana, mas esta herança histórica está cada vez mais complicada de ser
revogada. Enquanto existirem pessoas interessadas na beleza fútil de um cartão
postal (Comercial); tirar mendigos e crianças de rua e jogar em partes
periféricas do Rio para deixar as ruas da Zona Sul mais limpas, continuaremos
morando em morros e favelas levando todo o descrédito da sociedade.
(André Luiz, estudante de comunicação e morador do Jacarezinho)
Remoção de favelas é nazismo
Alguns governantes pensam que as favelas são a parte flácida do
belo corpo que se chama Rio de Janeiro. Pensamento Nazista. A favela não é
apenas lugar onde tem o narcotráfico, mas pessoas que levam este país nas
costas como traduzia Portinari em seu quadros. Cada casa é uma história de vida
que alimenta a esperança de dias melhores. Derrubar barracos não é a solução.
Mudar a forma de educar o povo que é um caminho a ser percorrido por toda a
sociedade.
(Douglas, estudante de comunicação e morador de Manguinhos)
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O que você acha disso?
Deputado quer acabar com a crase
O deputado federal João Herrmann Neto (PDT-SP) tentou acabar com o
acento grave no a por considerar que a maioria dos brasileiros não sabe usar a
crase. Herrmann Neto é autor do projeto de lei 5.154, de 2005, que diz o
seguinte:
"Art. 1º - Fica extinto o uso do acento grave para indicar a
ocorrência da crase.
Parágrafo único - A ocorrência de crase da preposição a com o
artigo, pronome demonstrativo e pronome relativo continuará normalmente,
deixando apenas de ser indicada pelo acento grave.
Art 2º - Conceder-se-á às empresas editoras de livros e publicações
o prazo de 3 (três) anos para o cumprimento do que dispõe esta Lei."
Por enquanto a pobrezinha está fora de perigo. O parecer do relator
da Comissão de Educação foi pela rejeição e o projeto foi arquivado no dia 3 de
outubro.
O que você acha disso? Você acha que o deputado Herrmann tem razão?
A crase deve acabar?
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Nova entrevista em nossa página
A televisão como instrumento de inércia e passividade de crianças e
adultos
Entrevista com o professor e autor de vários livros sobre televisão
e educação, Pedrinho Guareschi, feita por Márcia Santos, assessora de imprensa
do SINTESE - Sindicato dos Profissionais da Educação do Sergipe. (out/2005)
Para ler, visite nossa página: www.piratininga.org.br
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Novos artigos em nossa página
Como se constroem as notícias. Por Marina Amaral
Íntegra da reportagem de Marina Amaral publicada na edição especial
"Corrupção" (out/2005), da revista Caros Amigos - gentilmente enviada ao
Observatório da Imprensa pela autora; texto citado no programa Observatório da
Imprensa na TV (nº 349, 18/10/05) pela professora Marilena Chaui, em sua
análise sobre os processos de construção da notícia.
A solidão do mártires. Por Mino Carta
Gentil, doce, frágil... Quem nos apresentou foi meu pai, faz muitos
anos, éramos mocinhos. Tinha voz forte, baritonal, não casava com o físico...
Assim apresento Vlado Herzog em O Castelo de Âmbar, livro que escrevi e
publiquei faz seis anos. É, digamos assim, ficção autobiográfica, e nela Vlado
surge com outro nome, Aldo Walder. Mas é a história da sua morte que contei,
episódio crucial da minha vida real de cidadão e jornalista.
Postura da mídia abre espaço para a volta do fascismo. Por Maurício
Thuswohl
Intelectuais presentes em seminário promovido pela Unesco, no Rio,
avaliam que casos recentes nos EUA, onde parte dos veículos adotou a
autocensura, no Brasil e na Venezuela mostram que a relação mídia-poder tem de
ser tema central da análise política internacional (Agência Carta Maior,
15/10/2005).
Cultos afro ganham direito de resposta. Por Marcelo Oliveira
As redes de televisão Record e Mulher deverão exibir durante uma
semana um programa de até uma hora de duração como direito de resposta aos
praticantes de religiões afro-brasileiras ou de matriz africana, vítimas de
preconceito por parte dos programas religiosos Sessão de Descarrego (Record) e
Mistérios (Rede Mulher). O direito de resposta foi proposto em Ação Civil
Pública interposta pelo Ministério Público Federal em novembro de 2004.
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Boletim do Núcleo Piratininga de Comunicação
Rua Alcindo Guanabara, 17, sala 912 - CEP 20031-130
Tel. (21) 2220-56-18 / 9923-1093
www.piratininga.org.br / npiratininga@xxxxxxxxxx
Coordenador: Vito Giannotti
Edição e redação: Claudia Santiago (MTB.14.915)
Web-designer: Gustavo Barreto e Cris Fernandes.
Colaboraram nesta edição: Ana Manuella Soares (RJ), Ana Maria
Straube (SP), Bruno Zornitta (RJ), Gissela Mate (SP), Gustavo Barreto (RJ),
Kátia Marko (RS), Márcia Santos (SE), Marcus Vinícius (RJ) e Rogerio Almeida
(PA). [voltar]
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Se você não quiser receber o Boletim do NPC, por favor, responda
esta mensagem escrevendo REMOVA.
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ÍNDICE
Clique nos ítens abaixo para ler os textos.
Notícias do NPC
Hotel Rwanda no Domingo é Dia de Cinema
Novo curso de Oratória para Mulheres em novembro
Curso especial nacional para os bancários do Banco Central
será no Rio, de 9 a 11 de novembro
11º Curso do NPC tem grande variedade de inscritos: muitas
experiências a serem trocadas
De Olho Na Mídia
A psicose do medo no dia a dia vencerá qualquer plebiscito a
respeito
Campanha sutil
Lacônica e educada, TV Globo respalda corrupção tucana
Democratização da Comunicação
Carta-compromisso da Cris-Brasil pela Democratização da
Comunicação
NPC Informa
Seminário sobre Mídia Cidadã em São Bernardo do Campo
Pedagoga lança livro sobre televisão e formação de
professores
Sebastião Salgado mostrará vida como ela era há séculos
Três mil pessoas no Encontro Nacional de Violeiros em São
Paulo
No Rio de Janeiro tem Jongo da Serrinha
Spike Lee fará documentário sobre Nova Orleans pós-Katrina
A Comunicação que queremos
I Seminário de Comunicação Popular do Estado do Tocantins
'Hip-Hop a Lápis' é indicado ao prêmio Hutúz
Programa "Vozes Indígenas do Brasil", feito por rádio
holandesa, recebe prêmio Vladimir Herzog
Seminário de Jovens Comunicadores reúne experiências bem
sucedidas de comunicação para o desenvolvimento
De Olho na Vida
Sílvio Rodrigues participa da III Cúpulas dos Povos
Remédios proibidos nos Estados Unidos e América do Norte vêm
para o Brasil
Ativista gay é assassinado no Rio
Memória
Comemorações de 50 anos do Dieese começam com seminário
Imagens da Vida
Brasil: pantanal matogrossense
Pérolas da edição
Luís Fernando Veríssimo e Mino Carta
Por Dentro da Universidade
Seleção de bolsistas para o Programa de Formação de Quadros
Profissionais
Proposta de Pauta
Novo tratado defende o conceito de diversidade cultural
ESPECIAL: Uma reportagem em nossa página
Bruno Zornitta conta como foi ato pela democratização da
Comunicação no Rio
Cartas ao NPC
Nesta edição, cartas com o que pensam os leitores do
BoletimNPC sobre a remoção de favelas no Rio de Janeiro
Nova entrevista em nossa página
A televisão como instrumento de inércia e passividade de
crianças e adultos
Novos artigos em nossa página
Como se constroem as notícias. Por Marina Amaral
A solidão do mártires. Por Mino Carta
Postura da mídia abre espaço para a volta do fascismo. Por
Maurício Thuswohl
Cultos afro ganham direito de resposta. Por Marcelo Oliveira
Sobre o Boletim
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