[fep] Re: Experimento de Sexta

  • From: "Desiree Della Monica Ferreira" <desiree_dmf@xxxxxxxxxxx>
  • To: <fep@xxxxxxxxxxxxx>
  • Date: Sat, 29 Nov 2003 11:44:36 -0200

Oi (malvado) Penas e Leo,

Apesar de desdenhosa, estou orgulhosa de vcs por terem feito a coisa
funcionar...

Quando faremos as novas medidas?

Beijinhos
Dedê


----- Original Message -----
From: Peninhas <millorl@xxxxxxxxxxxx>
To: <fep@xxxxxxxxxxxxx>
Sent: Saturday, November 29, 2003 4:41 PM
Subject: [fep] Experimento de Sexta


> Salve pessoas,
>
> Nós do circuito final nos reunimos na sexta feira e ficamos das 5 até as
11
> da noite fazendo hidromel. Não... circuitos finais.
> Tomamos algumas medidas com o circuito do oscilador, mas que precisarão
ser
> refeitas porque percebemos apenas depois que a polarização modificava a
> oscilação e também porque o valor de resistência usado estava na região
> instável do potenciômetro. Bom, tudo bem, isto é rápido.
> Nossa digníssima e desejada - porém desdenhosa - Desirée ;) montou sozinha
> um circuito derivador (reparem no uso de aliteração pelo autor), e o mesmo
> funcionou plenamente... para os capacitores comerciais. Este circuito tem
> como saída a derivada do sinal de entrada. Entra seno, sai cosseno. Entra
> onda quadrada, sai deltas de Dirac (ou quase isso). Entra onda triangular,
> sai quadrada.
> Entretanto, tão logo colocávamos os nossos capacitores, a saída não mais
> poderia ser considerada derivada. Estava mais para effeito doppler, ou
> alguma transformação bizarra de Lorentz que, embora muito bonito (em
algumas
> frequências era possível divisar uma porção de casinhas meigas), não
servia
> para muita coisa.
> Achamos que poderia ser a diferença no valor das capacitâncias. O circuito
> original tinha um capacitor de 0.1microF e nosso maior capacitor era de 70
e
> poucos nanos. A solução seria associar nossos capacitores. Aqui entra uma
> história engraçada que o Leonardo não achará de forma alguma ruim eu
contar.
> Ele foi o cara "incumbido" de fazer a associação dos nossos capacitores
para
> chegarmos a 0.1microF. Como alguns devem se lembrar, os capacitores são
> associados de forma inversa aos resistores. Em série cai a capacitância, e
> paralelo soma-se. Voltando... lá está o Leonardo andando de um lado para o
> outro murmurando sons enquanto sua mente divagava nas associações
> capacitivas. Alguns poucos puderam ser codificados na seguinte string de
> caracteres: "...humhum capacitores... hum, hum são tantos ... como fazer
hum
> hum.. em série hum vai com os inversos capacitâncias .. hum hum". É,
parece
> que nosso herói Leléo estava tendo problemas com aquela miríade
capacitiva,
> e eu já poderia o imaginar resolvendo um intrincado sistema de 16 equações
> para conseguir a combinação perfeita.
> - Ei Léo, cê ta bem cara?
> - ... em paralelo com os, Ahh oi, sim, err. quer dizer, não, são muitas
> possibilidades, combinações e...
> - Ei ei, calma... vamos por parte. O que a gente quer obter, um capacitor
> maior do que o que a gente tem, certo? Porque você não começa por pegar o
> nosso maior capacitor e por em paralelo com qualquer outro, DEPOIS você
vai
> ajustando o...
> -NOSSA!! - Leléo estende uma mão em minha direção em sinal de espera,
> enquanto a outra-se agita-se e tamborileia as teclas de sua calculadora,
> apioada sobra a bancada.
> A espera é curta, e lá está o display marcando 100. Sim, por mais incrível
> que pareça temos dois capacitores que se colocados em paralelos dão
> EXATAMENTE 100 nanoF (1microF).
> Sem precisar resolver o sistema de 16 equações, pudemos nos dedicar o
resto
> daquele dia no circuito.
> Mas a nossa sorte com o mesmo estava inversamente proporcional à sorte em
> associações. O nosso novo capacitor de 1microF se comportou igual ao nosso
> de 70 e poucos nanos.
> Começamos então um trabalho de ficar variando o sinal de entrada e
entender
> o que acontecia. Achamos uma faixa de frequência onde o sinal de saída
> apresentava a defasagem correta (90° pois o sinal de entrada era um seno),
> mas a forma da onda não. Isso já era um começo. Nesta faixa, o capacitor
> comercial apresentava o maior ganho. Com mais algum esforço, percebemos
uma
> possível causa. O nosso capacitor se comporta como um elétrolítico (tem
> polaridade), como explicado na palestra e como percebido experimentalmente
> no circuito oscilador. Isto quer dizer que a carga e descarga mudam com a
> polaridade. Como este circuito usava um sinal alternado, era possível que
> esta assimetrica de carga levasse àquela deformação.
> Fiz algumas aproximações e concluí que este efeito explicava de forma
> satisfatória a forma de onda obtida.
> Mas precisávamos de mais uma comprovação. Eu tinha alguns capacitores
> comerciais eletrolíticos. Resolvi usá-los e ver se a deformidade era a
> mesma. O mais incrível é o que o sinal saía sem nenhuma deformação, um
> cosseno perfeito. Como este capacitor vai até 50V e estávamos com 12, é
bem
> possível que seu efeito eletrolítico não apareça neste nível de tensão.
> Voltamos ao nossos capacitores e inverti a polaridade. O sinal se
invertia,
> o que demonstrava um efeito de polaridade. Sem mais opções, está foi a
> conclusão que tomamos. Então, no final, nos dois circuitos finais nós
temos
> como comprovar o efeito da polarização dos nossos capacitores.
> Podemos montar um grande circuito final juntando estes dois. O oscilador
> mandando sinal de entrada para o derivador, e o derivador gerando
> deltas-de-Dirac. Não chegamos a montar porque não deu tempo, mas deve
> funcionar de acordo.
> Fim do experimento.
>
> Dúvidas, críticas, reclamações (no caso de Leléo :o) ) ou comentários,
fale
> com o Pena.
>
>
>
>

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