[Coaching_2005CWB] Seleção, Avaliação e Desenvolvimento de Pessoas

Seleção, Avaliação e Desenvolvimento de Pessoas

 

 

COMPETÊNCIA

 

Ser competente está relacionado a um bom desempenho numa determinada tarefa. 
Ter competências para a realização de uma tarefa significa ter conhecimentos, 
habilidades e atitudes compatíveis com o desempenho dela e ser capaz de colocar 
este potencial em pratica sempre que for necessário.

 

Todo profissional tem um perfil de competência que compreende competências 
técnicas e comportamentais. As competências comportamentais tem sido foco de 
muitas atenções no mercado de trabalho, porque no passado as prioridades eram 
as competências técnicas. No mercado organizacional atual, o comportamento é um 
diferencial competitivo para qualquer profissional que possua como meta uma 
carreira ascendente dentro da empresa.

 

O objetivo é mostrar que quando definimos as competências para um determinado 
cargo, estamos descrevendo todas as características técnicas, comportamentais e 
conceituais que o profissional precisa apresentar para realizar com sucesso 
todas as suas atribuições.

 

 

SELEÇÃO

 

Objetivo

 

O grande objetivo da seleção por competências é criar um perfil de competências 
atreladas a cada cargo dentro da empresa, elaborando um mapeamento de 
competências que façam parte das estratégias de competitividade e diferenciação 
no mercado de trabalho. 

 

Selecionando, então,  os melhores profissionais que se adequam à realidade da 
empresa, por meio do cruzamento de dados colhidos versus perfil ? competências  
exigidos pelo cargo.

 

 

Processo seletivo

 

1.      Interno

 

Aproveitar recursos humanos internos à empresa e que têm se destacado como 
talentos; 

 

 

2.      Externo

 

Buscar fora da empresa novos talentos que se adequem ao perfil traçado.

 

 

 

Ferramentas de seleção

 

 

1.      Testes

 

Os testes de seleção tem como objetivo medir aspectos intelectuais, de 
personalidade ou técnicos relacionados à cada profissão ou cargo. 

 

Todos os testes devem ser preparados considerando o cargo e as características 
dos mesmos, assim como as competências envolvidas em cada função.

 

Existem dois tipos de testes de seleção:

 

§         Testes de conhecimento: que buscam verificar o real conhecimento dos 
candidatos, mas devem ser preparados de acordo com a realidade de cada empresa 
e de cada função. Podem ser testes gerais que avaliam cultura geral e línguas 
ou testes específicos, ligados a cultura profissional e de conhecimentos 
técnicos;

 

§         Testes psicológicos: trata-se de um complemento para o processo de 
seleção, que possibilita visualizar ou constatar características de 
comportamento pessoal, social ou cognitivas dos candidatos. Esse tipo de teste 
só pode ser aplicado por profissionais da área de psicologia, pois ele detém a 
técnica necessária para aplicá-los e avaliar seus resultados.





2.       Dinâmicas de grupo

 

Nos processos seletivos, as dinâmicas de grupo são atividades lúdicas com 
objetivo de descontrair, desarmar os candidatos a uma vaga, para que, então, o 
profissional que estiver selecionando possa conhecer melhor os participantes. 
Nas brincadeiras, as pessoas deixam transparecer suas características pessoais 
e, portanto, é possível saber quem é empreendedor, metódico, ágil ou criativo. 
Também se nota, com facilidade, quem tem dificuldade em trabalhar em equipe.

 

Não existe o melhor ou pior candidato no desenvolvimento de uma dinâmica de 
grupo, e sim, aquele que tem o perfil mais adequado à vaga, analisado a partir 
de sua participação durante a atividade.

 

Podemos definir dinâmica de grupo como uma técnica vivencial, utilizada para 
observar comportamentos específicos, com base no Perfil de Competências - PC - 
do cargo, realizada em grupos de 6 a 12 candidatos, por meio de exercícios 
diversos, como jogos, simulações, estudos de casos, etc.

 

A dinâmica não é uma técnica que permite conhecer profundamente a personalidade 
da pessoa. Para isso existem outras atividades, como avaliação psicológica e 
entrevistas em diferentes níveis de profundidade. Atualmente, as 

 

dinâmicas estão leves e divertidas, os selecionadores costumam explicar os 
motivos de cada atividade e o candidato tem o direito de saber a utilidade de 
cada uma delas. 

 

Processo

 

Os principais cuidados para este tipo de atividade são:

 

§         Descrever previamente as competências necessárias para o cargo;

 

§         Elaborar atividades que permitam medir, senão todas, pelo menos 
grande parte das competências necessárias ao cargo em questão;

 

§         Se este for o primeiro contato dos candidatos com a empresa, 
apresente-a e clarifique a vaga;

 

§         Explicar a dinâmica da forma mais sucinta possível, porém bastante 
clara, e deixar que os candidatos realizem as atividades;

 

§         Respeitar a agenda - o processo não deve exceder 4 horas;

 

§         Concluir as atividades, responder dúvidas e divulgar próximas fases, 
bem como suas datas;

 

§         Após coletar todos os dados, deve-se pontuar cada candidato segundo o 
modelo de tabela abaixo:

 

      Nomes

      Competências
     A
     B
     C
     D
     
      Competência 1
      
      
      
      
     
      Competência 2
      
      
      
      
     
      Competência 3
      
      
      
      
     
      Competência 4
      
      
      
      
     
      Competência 5
      
      
      
      
     

                       

Sendo as pontuações: 

      4
     Acima da competência esperada
     
      3
     Aprovado
     
      2
     Favorável
     
      1
     Favorável com restrições
     
      0
     Não recomendado
     

 

 

§         Chega-se a um consenso após a discussão entre o facilitador e o(s) 
observador(es) e chamam-se os aprovados para próxima fase;

 

§         Fornecer feedback, seja positivo ou negativo.

 

 

 

Prós e contras

 

Há muita polêmica quando se fala do uso de jogos e simulações no processo 
seletivo. A crítica mais ouvida é a de que ela não deveria ser eliminatória, 
nem tampouco usada como primeiro instrumento para fazer a triagem dos 
candidatos. Mas nem só de aspectos negativos vive a dinâmica, há também vários 
pontos positivos no processo, pois esta quando for bem aplicada é mais 
eficiente do que os testes psicológicos.

 

Prós:

 

§         Este tipo de atividade é mais favorável para a demonstração de 
comportamentos e como cada participante se relaciona em grupo e com outras 
pessoas. Em uma entrevista, é mais difícil emitir muitas opiniões e demonstrar 
aspectos de comportamento - liderança, empreendedorismo, criatividade, 
pró-atividade, capacidade de atuar em situações-limite - como em uma dinâmica;

 

§         Possibilita conhecer outras pessoas e fazer networking;

 

§         Possibilita conhecer mais o mercado e outras áreas de atuação, 
através de conversas com "parceiros de dinâmica" sobre o mercado em que eles 
atuam, tipo de empresa, porque estão em busca de outro emprego. 

 

Contras:

 

§         Muitas empresas dão explicações superficiais sobre o processo e não 
dão feedback quando a seleção termina;

 

§         Algumas organizações colocam grupos muito grandes para trabalhar - 20 
a 30 pessoas - com apenas uma pessoa observando os comportamentos;

 

§         Por ser um método que analisa aspectos comportamentais, não deveria 
ser usado para eliminar candidatos e sim como mais um instrumento de avaliação 
entre candidatos de nível equivalente, que deve ser usado em conjunto com a 
análise de currículo, testes psicológicos, entrevistas individuais e coletivas;

 

§         Dependendo do processo, candidatos muito tímidos, que tenham 
dificuldade de se expor em público e colocar opiniões podem perder lugar para 
um profissional que pode ser até menos competente, mas que seja extrovertido, 
saiba entreter e cativar o selecionador;

 

 

 

§         Em muitas ocasiões não há um roteiro de registro de observações. É 
necessário que haja um instrumento de coleta de dados que possa ser validado. 
Sem essa ficha de observação, há mais possibilidade de erro, já que existe 
pouca objetividade na descrição dos comportamentos;

 

§         Infelizmente, nem todos os profissionais estão preparados para fazer 
e supervisionar uma dinâmica. Apesar de ser uma simulação, um jogo, a dinâmica 
exige muita técnica e preparação do profissional de RH. 

 

3.      Entrevistas de seleção

 

A entrevista é uma conversa entre duas pessoas, com o propósito de identificar 
a existência das competências traçadas no Perfil de Competências requeridas 
pelo cargo.

 

 

Entrevista Comportamental

 

A entrevista comportamental é estrategicamente estruturada para investigar o 
comportamento passado da pessoa numa situação similar da competência a ser 
investigada : "Comportamento passado prediz o comportamento futuro".

 

 

Processo 

 

Para um melhor resultado é preciso fazer um planejamento prévio do roteiro a 
ser seguido, tendo sempre em vista as principais competências desejadas. Os 
principais cuidados são:

 

§         Descrever previamente as competências necessárias para o cargo;

 

§         Elaborar um roteiro de perguntas que busquem em experiências 
passadas, ações que mostrem o desempenho do candidato na competência que está 
sendo avaliada;

 

§         As perguntas devem ser abertas e específicas;

 

§         No início da entrevista é aconselhável criar um ambiente agradável e 
descontraído para que o candidato se sinta mais à vontade;

 

§         Ouvir com atenção as respostas e anotar observações;

 

§         Caso o candidato não responda especificamente ou saia do foco, o 
avaliador deve retomar o controle da entrevista insistindo na pergunta ou 
questionando de outra maneira;

 

§         É importante que o avaliador sempre busque provas contrárias;

 

 

§         Após a entrevista, o avaliador deve fornecer a data do retorno e 
efetivamente fazê-lo.

 

Diferenciais na Entrevista Comportamental

 

§         Investigação do comportamento passado do candidato;

 

§         É planejada com base no perfil de competências;

 

§         É uma entrevista personalizada para cada perfil de competência;

 

§         É uma entrevista estruturada para cada processo seletivo;

 

§         Tipo de perguntas abertas e específicas, com verbos de ação no 
passado;

 

§          As perguntas são planejadas para obter respostas que tenham: 
Contexto, Ação e Resultado (CAR).

 

A técnica do CAR é um excelente exercício para que o entrevistador esteja 
atento a perceber se todas as respostas do candidato:

 

§         tem um contexto compreensível;

§         deixam claro qual a ação tomada;

§         informam os resultados obtidos com a ação.

 

O objetivo será colher todos os comportamentos do histórico do candidato e 
classificá-los para compreender e avaliar sua qualificação e capacitação. Tendo 
essas informações de maneira completa, poderemos analisar suas competências, 
comparando-as com aquelas que foram definidas no PC. 

 

 

4.       Avaliações psicológicas

 

Informações obtidas por psicólogos, através de testes aplicados durante o 
processo seletivo, os quais têm como finalidade analisar a intelectualidade, 
personalidade e a coordenação motora do candidato. 

 

O principal objetivo destas avaliações é otimizar os processos de contratações, 
promoções ou certificar-se de que os funcionários estão no caminho certo.

 

Quem trabalha com contratações sabe que diminuir a margem de erros em processos 
seletivos ou promoções é fundamental. Do contrário a empresa arca com custos 
diretos do processo em si e custos indiretos como tempo despendido pela área e 
envolvidos, treinamentos e a baixa produtividade dos períodos de adaptação e 
experiência. 

 

 

A Avaliação Psicológica auxilia na escolha do melhor candidato, na medida em 
que proporciona um melhor conhecimento das características pessoais / 
profissionais dos mesmos, não só em contratações, mas também em recrutamentos 
internos e promoções. 

 

Processo

 

§         O primeiro passo é definir as competências necessárias para o cargo;

 

§         Psicólogas elaboram uma bateria de testes para medir as habilidades 
do profissional e analisar as características de personalidade necessárias ao 
perfil ideal;

 

§         Os candidatos são submetidos aos testes e a uma entrevista para se 
conhecer seu momento atual e sua trajetória de vida;

 

§         É elaborado um Laudo. É como um raio-X que focaliza a relação de 
compatibilidade entre o perfil avaliado, o perfil ideal estabelecido e as 
exigências do cargo, dentro da visão do negócio da empresa. Também são 
apontadas as perspectivas de desenvolvimento do profissional;

 

§         Os laudos são elaborados considerando-se três grandes níveis: laudos 
para cargos operacionais, laudos para cargos técnicos / administrativos e 
laudos para cargos de gestão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AVALIAÇÃO POR COMPETÊNCIAS

Avaliações estão sempre ocorrendo, de forma natural e constante no dia-a-dia 
das pessoas, dentro e fora das organizações. A Avaliação de Competências é um 
processo que busca auxiliar na estruturação de uma visão mais objetiva do 
potencial de cada funcionário, por se tratar de uma avaliação sistemática que 
envolve não só o funcionário, mas também os supervisores ou aqueles que estejam 
familiarizados com os métodos de trabalho e com as metas da organização. 

A prática da avaliação, em seu sentido genérico, é inerente à natureza humana 
assim como é também a base para tomada de decisão que está presente em toda 
escolha. As organizações buscam atrair e selecionar colaboradores que 
compartilham de seus valores e crenças e utilizam sistemas de reconhecimento 
para estimular e tentar garantir os desempenhos considerados adequados e 
desejáveis às suas realidades. Contudo, entre o desempenho real e o desempenho 
esperado pode ocorrer um hiato, que é muitas vezes designado como discrepância 
de desempenho. Para sanar essa situação é comum vermos as organizações 
delinearem diversas atividades e implantarem conceitos e metodologias que nem 
sempre atendem suas próprias necessidades. Muitas vezes, nestes processos, 
ocorrem efeitos opostos aos desejados, onde muitas expectativas são criadas e 
poucas são atendidas de forma positiva, ou que venham a representar um ganho 
representativo na trajetória de desenvolvimento pessoal/profissional dos 
trabalhadores. A partir desta realidade surge a indagação se a metodologia 
tradicionalmente usada para mensurar o desempenho é adequada e contribui 
efetivamente para que o trabalhador alcance o sucesso em suas metas. 

A Avaliação de Desempenho foi originalmente estruturada para mensurar o 
desempenho e o potencial do funcionário, tratando-se de uma avaliação 
sistemática feita pelos supervisores ou outros hierarquicamente superiores 
familiarizados com as rotinas e demandas do trabalho. Ela é tradicionalmente 
definida como o processo que busca mensurar objetivamente o desempenho e 
fornecer aos colaboradores informações sobre a própria atuação, de forma que 
possam aperfeiçoá-la sem diminuir sua independência e motivação para a 
realização do trabalho. O desempenho reflete-se no sucesso da própria 
organização e talvez por isso é característica mais obvia a ser medida. 

  Observa-se que em muitas empresas o desempenho e a produtividade da equipe 
são muito valorizados, porém poucos funcionários parecem apresentar o perfil e 
o desempenho esperado. E necessário para uma organização que ela mantenha um 
sistema tecnicamente elaborado de modo a evitar que a avaliação seja feita de 
forma superficial e unilateral, do chefe em relação ao supervisionado, e 
preocupar-se sempre com o nível habitual de desempenho no trabalho atual, 
mensurado periodicamente. 

  Avaliação do pessoal é a apreciação sistemática de um subordinado através de 
um trabalho realizado, suas aptidões e outras qualidades necessárias à boa 
execução das tarefas associadas e esta ligada, freqüentemente, mas não 
necessariamente, as vantagens financeiras a título de encorajamento. Resumindo, 
a Avaliação de Desempenho é uma sistemática apreciação de desempenho do 
indivíduo no cargo e de seu potencial de desenvolvimento. 

 

  Em muitas organizações a Avaliação de Desempenho é tratada como um 
procedimento de grande importância na gestão de recursos humanos. Inúmeros 
gestores a consideram um conjunto de vantagens proveitosas para a melhoria da 
produtividade, sendo um meio para desenvolver os recursos humanos pois torna 
possível:

§         identificar o grau de contribuição de cada empregado;

§         identificar os que possuem qualificação superior à requerida pelo 
cargo;

§         avaliar em que medida os programas de treinamento tem contribuído 
para a melhoria do desempenho dos empregados;

§         promover o autoconhecimento e o autodesenvolvimento dos empregados;

§         fornecer subsídios para definir o perfil requerido dos ocupantes dos 
cargos, remuneração e promoção, 

§         elaborar planos de ação para desempenhos satisfatórios. 

Através da avaliação podem ser observadas e avaliadas competências como: 

§         visão estratégica;

§         planejamento;

§         organização;

§         responsabilidade;

§         acompanhamento;

§         liderança;

§         delegação;

§         tomada de decisão;

§         solução de problemas;

§         iniciativa;

§         proatividade;

§         criatividade e inovação;

§         orientação a resultados;

§         autodesenvolvimento;

§         administração de conflitos;

§         capacidade de negociação;

§         flexibilidade e adaptação a mudanças;

§         competências interpessoal;

§         trabalho em equipe. 

E possível ainda identificar problemas de :

§         integração;

§         supervisão, 

§         motivação;

§         sub aproveitamento do potencial 

§         e outros. 

 

 

 

Métodos Tradicionais de Avaliação de Desempenho 

A avaliação de desempenho, muitas vezes, pode servir de base às políticas de 
promoção das organizações. O processo é efetuado periodicamente, normalmente 
com caráter anual, e consiste na análise objetiva do comportamento do avaliado 
no seu trabalho, e a posterior comunicação dos resultados. Tradicionalmente 
compete aos superiores avaliarem os seus subordinados, estando à avaliação 
sujeita a correções posteriores para que os resultados finais sejam compatíveis 
com a política de promoções. A seguir estaremos apresentando alguns dos métodos 
tradicionalmente utilizados para avaliar desempenho. 

Métodos da Escala Gráfica: É o método de Avaliação de desempenho mais 
utilizado, divulgado e simples. Exige muitos cuidados, a fim de neutralizar a 
subjetividade e o pré-julgamento do avaliador para evitar interferências. 
Trata-se de um método que avalia o desempenho das pessoas através de fatores de 
avaliação previamente definidos e graduados. Utiliza um formulário de dupla 
entrada, no qual as linhas em sentido horizontal representam os fatores de 
avaliação de desempenho; enquanto as colunas em sentido vertical, representam 
os graus de variação daqueles fatores. Os fatores são previamente selecionados 
para definir em cada empregado, as qualidades que se pretende avaliar. 

Método da Escolha Forçada: Consiste em avaliar o desempenho dos indivíduos por 
intermédio e frases descritivas de determinadas alternativas de tipos de 
desempenho individual. Em cada bloco, ou conjunto composto de duas, quatro ou 
mais frases, o avaliador deve escolher, forçosamente, apenas uma ou duas 
alternativas, que mais se aplicam ao desempenho do empregado avaliado. As 
frases podem variar, porem basicamente existem duas formas de composição: 

§         Os blocos são formados por duas frases de significado positivo e de 
duas de significado negativo. O supervisor ou avaliador, ao julgar o empregado, 
escolhe a frase que mais se aplica e a que menos se aplica ao desempenho do 
avaliado. 

§         Os blocos são formados apenas por quatro frases com significado 
positivo. O supervisor ou avaliador, ao julgar o empregado, escolhe as frases 
que mais se aplicam ao desempenho do avaliado. 

Método de Pesquisa de Campo: é feito pelo chefe, com assessoria de um 
especialista (staff) em Avaliação de Desempenho. O especialista vai a cada 
sessão para entrevistar a chefia sobre o desempenho de seus respectivos 
subordinados. Embora a Avaliação seja responsabilidade de cada chefe, há uma 
ênfase na função de staff em assessorar da maneira mais completa. 

Métodos dos Incidentes Críticos: Baseia-se no fato de que no comportamento 
humano, existem certas características extremas, capazes de levar a resultados 
positivos. Uma técnica sistemática, por meio da qual o supervisor imediato 
observa e registra os fatos excepcionalmente positivos e os fatos 
excepcionalmente negativos a respeito do desempenho dos seus subordinados. 
Focaliza tanto as exceções positivas como as negativas no desempenho das 
pessoas. 

 

Método de Comparação aos Pares: consiste em comparar dois a dois empregados de 
cada vez, e se anota na coluna da direita, aquele que é considerado melhor, 
quanto ao desempenho. Pode-se ainda, utilizar fatores de avaliação. Assim, cada 
folha do formulário seria ocupada por um fator de avaliação de desempenho. 

Método de Frases Descritivas: é um método que não exige obrigatoriedade na 
escolha de frases. O avaliador assimila apenas as frases que caracterizam o 
desempenho do subordinado (sinal "+" ou "s") e aquelas que realmente demonstram 
o oposto de seu desempenho (sinal "-" ou "n"). 

Método da Auto-Avaliação: é o método por meio do qual o próprio empregado é 
solicitado a fazer uma sincera análise de suas próprias características de 
desempenho. Pode utilizar sistemáticas variáveis, inclusive formulários 
baseados nos esquemas apresentados nos diversos métodos de avaliação do 
desempenho já descritos. 

Método de Avaliação por Resultados: liga-se aos programas de Administração por 
Objetivos. Este método baseia-se numa comprovação periódica entre os resultados 
fixados (ou separados) para cada funcionário e os resultados efetivamente 
alcançados. As conclusões a respeito dos resultados permitem a identificação 
dos pontos fortes e fracos do funcionário, bem como as providências necessárias 
para o próximo período. É considerado um método prático, embora seu 
funcionamento dependa sobremaneira das atitudes e dos pontos de vista do 
supervisor a respeito da avaliação do desempenho. 

Avaliação por objetivos: Neste método de avaliação o gestor e o colaborador 
negociam os objetivos a alcançar durante um período de tempo. Os objetivos 
devem ser específicos, mensuráveis e estar alinhados aos objetivos da 
organização. Periodicamente o gestor e o colaborador devem se reunir e discutir 
o nível de desempenho, podendo ser renegociados os objetivos. O colaborador 
precisa estar motivado para apresentar planos, propor correções e sugerir novas 
idéias. Em contrapartida o gestor deve comunicar o seu agrado (ou desagrado) 
perante os resultados alcançados e propor também correções. A avaliação vai 
assim tomando forma através da análise do desempenho do colaborador. O 
desempenho deve estar, contudo, limitado aos objetivos negociados. O gestor 
nunca deve ter em conta aspectos que não estavam previstos nos objetivos, ou 
que não tivessem sido comunicados ao colaborador. Deve ser permitido ao 
colaborador apresentar a sua auto-avaliação e discuti-la com o gestor. Quando 
chega o momento do gestor comunicar a avaliação dos seus colaboradores, tanto 
um como o outro, têm consciência dos resultados que foram alcançados e se foram 
satisfeitos, ou não, os objetivos. Desta forma, o colaborador sabe de antemão o 
que se espera dele, e sabe se a avaliação que lhe foi atribuída é justa ou não, 
pois já recebeu previamente o feedback do seu gestor. Por outro lado, não 
poderá pôr em causa a avaliação dos colegas, pois os objetivos são negociados 
individualmente. 

  A política de progressão de carreiras, ou de aumentos salariais, também pode 
estar incluída neste processo, podendo os colaboradores e o gestor negociar 
mediante o alcance dos resultados esperados. Em todo e qualquer passo da 

 

avaliação de Desempenho é fundamental que as informações sejam corretas e 
reais, para que se possa, ao final, obter resultados reais sobre os empregados. 

Método da Avaliação 360 graus - A alternativa de democratização na gestão do 
desempenho: essa avaliação, também conhecida como avaliação em redes, vem 
apresentando resultado no desempenho das equipes e obtendo a adesão tanto dos 
empregados quanto dos gestores e dos dirigentes das organizações. A sistemática 
prevê o recebimento de diversos feedbacks daqueles que fazem parte da cadeia 
produtiva interna e externa - clientes e fornecedores. De posse do resultado, o 
avaliado parte para a correção e o reajuste em sua performance, de forma que 
atenda às expectativas da organização.

Métodos Mistos: é muito comum organizações que se caracterizam pela 
complexidade de seus cargos, recorrerem a uma mistura de métodos na composição 
do modelo de Avaliação de Desempenho. 

Como se pode ver existem diversos métodos de Avaliação de Desempenho, tanto nos 
aspectos relacionados com a própria avaliação e com as prioridades envolvidas, 
quanto na sua mecânica de funcionamento, pois há uma tendência de cada 
organização ajustar os métodos 'as suas peculiaridades e necessidades'. 

Observa-se que o leque de desvantagens é grande e pode comprometer os efeitos 
que se pretende com a avaliação de desempenho. 

Pontos críticos e desvantagens dos sistemas tradicionais 

Muitas das metodologias de avaliação evidenciam sua precária objetividade, 
provocando efeitos negativos. A subjetividade do processo pode ser atribuída a 
várias causas: julgamento, avaliadores, processo, política da organização e 
inflexibilidade do método. Além disso, há o erro de julgamento, que é uma das 
causas freqüentes da subjetividade da avaliação. Pode existir um erro 
constante, em que o avaliador tende a avaliar exageradamente alto ou 
exageradamente baixo, ou ainda a classificar todos os colaboradores de igual 
forma. Pode dar-se um erro de viés, em que uma característica do colaborador, 
por ser avaliada demasiado alta, influência a apreciação global. O julgamento 
não meditado por parte do avaliador, provocado por pressa, aversão à 
discriminação, ou outros motivos, penaliza os colaboradores injustamente 
avaliados. E pode ocorrer o erro de prestígio, em que o avaliador tende a dar 
importância a determinadas características, fugindo ao peso dos parâmetros 
estabelecidos. 

No que diz respeito aos avaliadores pode também ocorrer ambigüidade na 
avaliação provocada por falta de informação ou informação errônea sobre os 
colaboradores. Nem sempre o avaliador está presente para observar o 
comportamento dos colaboradores, fato que pode provocar uma desigualdade 
injusta de avaliações. O método para medir o desempenho pode não ser adequado, 

 

 

 

os parâmetros especificados podem não estar de acordo com o que se espera do 
trabalhador, e a falta de feedback deixa o colaborador sem noção do que se 
espera dele. 

A política da organização também condiciona o efeito da avaliação, em muitas 
organizações a avaliação de desempenho é apenas um mero ritual, sendo 
considerada uma perda de tempo. Noutras, a avaliação de desempenho serve para 
definir a remuneração, e em alguns casos apenas para atribuir um pequeno prêmio 
aos colaboradores melhor avaliados. De fato, o que se passa entre os 
colaboradores é que a desigualdade e as injustiças da avaliação de desempenho 
tiram a credibilidade de todo o processo e geram desmotivação. Este efeito 
assume dimensões consideráveis quando a avaliação de desempenho está associada 
à política de progressão de carreira. É comum a uniformidade de avaliações 
individuais ao longo do tempo, o que condiciona a progressão global dos 
colaboradores. Enquanto uns vão sendo promovidos gradualmente, outros que têm 
as mesmas competências nunca são promovidos, criando um fosso nas equipes de 
trabalho. Esta desigualdade pode ser responsável por comportamentos altamente 
desmotivados naqueles que obtiveram baixa classificação e por outro lado, 
desconforto naqueles que obtiveram melhor avaliação. 

A acrescentar a estes efeitos negativos há ainda a questão da periodicidade da 
avaliação de desempenho. Apesar de esta ser tradicionalmente anual, existe a 
tendência de avaliar o desempenho como uma característica inerente ao avaliado, 
e não a considerar apenas o período estabelecido. Desta forma gera-se a 
uniformidade das avaliações individuais, referida acima, que se prolonga ao 
longo do tempo. 

É claramente constatável que qualquer das formas de avaliação até então 
apresentadas implicam em processos permeados pela subjetividade de ambos, 
avaliador e avaliado. 

Os métodos até agora apresentados, considerados tradicionais, possuem uma 
característica comum que é olhar quase que exclusivamente para o cargo e 
tarefas que o funcionário desempenha, desconsiderando as competências pessoais. 
Tendências atuais apontam para a necessidade de mudanças nos parâmetros das 
avaliações, onde o mais importante a ser considerado é entendermos que a 
apreciação de um fato sempre sofre influencia dos valores e crença de quem 
julga. 

A base da avaliação como vinha sendo praticada, está em conceitos mecanicistas 
onde o dogma central é a insistente busca do padrão e da objetividade, 
percebidos pelos dirigentes como indispensáveis para exercer o controle sobre 
os resultados empresariais. Entretanto, o panorama atual caracteriza-se pelas 
contínuas mudanças de padrões de comportamento pessoal, profissional, cultural 
e organizacional. Para manter sua competitividade as organizações necessitam 
reformular seus modelos e práticas de gerenciamento de desempenho. Essa nova 
abordagem implica em mudar a ênfase da avaliação passiva para centrar-se na 
análise ou avaliação ativa do desempenho. 

 

 

Tendência contemporânea: A Avaliação por Competências 

O primeiro passo nesta nova abordagem consiste na reformulação do papel dos 
funcionários no sistema de avaliação. Eles devem fazer uma auto-avaliação, 
identificando não apenas seus pontos fracos, mas seus pontos fortes e seus 
potenciais. Deixam de ser objetos passivos e passam a ser agentes ativos da 
avaliação de seu desempenho. 

Os talentos humanos nunca foram tão assediados e valorizados quanto nesta 
década. As empresas voltam-se cada vez mais para a identificação da "prata da 
casa". Afinal o que é mais vantajoso? Investir naqueles que já estão engajados 
na cultura e nos empreendimentos em andamento, que têm potencial para ir mais 
além, ou contratar mais pessoas para ocupar as funções novas e cargos vagos? É 
evidente que em algumas ocasiões, injetar "sangue novo" pode ser tão saudável 
quanto estratégico para a efetivação de mudanças. Porém, torna-se cada vez mais 
comum reconhecer os méritos dos colaboradores que se destacam no dia-a-dia de 
trabalho e dar-lhes a oportunidades para ampliar seu campo de desafios. O 
retorno reflete-se na motivação das pessoas e no aumento do nível de 
competitividade da empresa que valoriza o potencial de suas equipes. 

A premissa básica é a de que o funcionário sabe ou pode aprender - a 
identificar suas próprias competências, necessidades, pontos fortes, pontos 
fracos e metas. Assim, ele é a pessoa mais capaz de determinar o que é melhor 
para si. O papel dos superiores e da área de RH, passa a ser o de ajudar o 
funcionário a relacionar seu desempenho às necessidades e à realidade da 
organização. 

Esse novo modelo desperta dúvidas e uma delas é sobre a conceituação do que são 
competências. Por ser um termo amplamente utilizado e com diversas conotações, 
escolhemos a definição de LEBOYER (1997) "Competências são repertórios de 
comportamentos que algumas pessoas e/ou organizações dominam, o que as faz 
destacar de outras em contextos específicos". É importante ressaltar que o 
conceito destaca a excelência, o que torna necessário estabelecer um processo 
sistematizado, com metodologias específicas, passível de mensuração e 
comparação de performances entre os vários colaboradores de uma instituição, 
quando se deseja identificar pessoas dentro do perfil desejado. 

É possível pensar a avaliação de desempenho por competências como um poderoso 
meio de identificar os potenciais dos funcionários, melhorar o desempenho da 
equipe e a qualidade das relações dos funcionários e superiores, assim como 
estimular aos funcionários a assumir a responsabilidade pela excelência dos 
resultados pessoais e empresariais. 

A gestão por competências é sistema gerencial que busca impulsionar os 
funcionários na competência profissional, acrescentando capacidades e 
aumentando as já existentes. Competências são aqui entendidas como as 
capacidades, os conhecimentos e as características pessoais que distinguem os 
profissionais de alto desempenho daqueles de desempenho regular em determinada 
função. O gerenciamento baseado em competências ou Gestão por Competências é 
uma ferramenta que identifica as competências essenciais, as habilidades e 

 

conhecimentos determinantes da eficácia profissional e também as lacunas de 
qualificação do funcionário para tarefas específicas e fornece recursos para 
aperfeiçoar suas capacidades. O resultado é um quadro de funcionários mais 
talentosos e mais produtivos. 

Na maior parte das vezes, é a percepção do gerente sobre o funcionário que 
define a competência do mesmo. Se for uma percepção correta é ponto a favor do 
funcionário. Na maior parte das vezes, contudo, a percepção do gerente é 
incompleta. Ou, então, não compreendida pelos funcionários. Ou, ainda, as 
percepções dos outros podem ser diferentes. Isso pode tornar confuso e 
traiçoeiro o progresso de um funcionário pelo labirinto do desenvolvimento 
profissional, que é por si mesmo repleto de obstáculos. Também existem outras 
dificuldades, por exemplo, como os funcionários aprendem o que é necessário 
para ser eficaz? Muitos através de tentativa e erro, outros de suposições e até 
por boatos e lendas. O resultado é que cada funcionário possui uma visão 
diferente e só parcialmente correta sobre o que é preciso para ser eficaz no 
trabalho. 

O gerenciamento baseado nas competências representa uma mudança cultural em 
direção a um maior senso de responsabilidade e autogestão dos funcionários. É 
também uma maneira simples de melhorar o desempenho. O primeiro passo é definir 
as competências técnicas, conceituais e as interpessoais, dentro de cada 
função. É importante salientar que definir competência não é definir tudo 
aquilo que o funcionário faz, mas determinar quais capacitações devem ser 
fomentadas, protegidas ou diminuídas. 

Implantação da Avaliação por Competências 

Para pensarmos em implantar um modelo de avaliação que toma por base as 
competências pessoais é imprescindível que tenhamos consciência da agilidade, 
mobilidade e inovação que as organizações precisam para lidar com as mudanças 
constantes, ameaças e oportunidades emergentes. 

São essas mudanças que levam a própria empresa a rever muitas de suas 
estratégias organizacionais e também a levam a pensar em quais são as 
competências necessárias ou desejáveis aos profissionais que integram seus 
quadros no momento presente e também no futuro. As pessoas e seus conhecimentos 
e competências passam a ser a base principal da empresa. Assim, as pessoas 
deixam de ser "recursos" e passam a ser tratadas como seres dotados de 
habilidades, conhecimentos, atitudes, sentimentos, emoções, aspirações, etc. 

No modelo de Gestão por Competência a avaliação é apenas uma ferramenta que 
auxilia o funcionário a clarear para si mesmo e para a organização, quais as 
competências que possui e quais deverão buscar desenvolver ou incrementar. Esse 
processo deverá sempre estar alinhado as competências essenciais da própria 
organização. 

 

A avaliação inicia-se pelo mapeamento, que irá permitir colher dados relativos 
às competências necessárias para o bom desempenho das atividades e perfil do 

 

funcionário quanto a estas competências, categorizando-as em três blocos, que 
são: Competências Conceituais (conhecimento e domínio de conceitos e teorias 
que embasam as técnicas); Competências técnicas (domínio de métodos e 
ferramentas específicas para determinada área de trabalho) e Competências 
interpessoais (permitir que as pessoas se comuniquem e interajam de forma 
eficaz. Atitudes e valores pessoais).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS

 

A pergunta crucial para começar a falar do desenvolvimento por competências é: 
quem é o responsável pelo seu desenvolvimento? Várias afirmações são ouvidas 
por profissionais, tais como: 

"Ultimamente não tenho participado de treinamento. Minha empresa está em época 
de redução de custos"

"A empresa exige desenvolvimento mas não oferece treinamento!"

 

Elas indicam uma tendência: o desenvolvimento das pessoas, antes financiado 
pela empresa em todo o seu processo, passa a ser compartilhado entre as partes. 
Todas as ações de treinamento e desenvolvimento de pessoal estão atreladas aos 
objetivos organizacionais, obedecem a diretrizes estratégicas e deixam claros 
os resultados a alcançar. Se, por um lado, exige-se do profissional o 
investimento em si mesmo, é responsabilidade dos seus gerentes negociar e 
definir padrões de desempenho, divulgar os perfis necessários de competências 
para a obtenção de resultados e apontar indicadores que possam nortear os 
investimentos das pessoas.

 

Indicadores de desempenho

 

A diferença entre o desempenho esperado e o desempenho real é o ponto de 
partida para as decisões pessoais de auto desenvolvimento e para os planos de 
treinamento empresarial.

Há alguns indicadores de desempenho essenciais para tal: receita ou lucro, 
satisfação do cliente, cumprimento de prazos, qualidade do produto e resultados 
esperados x resultados obtidos.

 

Perfis de Competência

 

Sobre o perfil das competências, no que se refere ao desempenho das pessoas: a 
definição e informação dos perfis de competência exigidos para as diversas 
unidades do negócio. É importante compreender que para cada grupo de funções, o 
nível de exigências relacionadas às competências é variado. Para um gerente, 
por exemplo, a competência Liderança é muito mais evidenciada do que para o 
técnico.

 

Há alguns modos de aprendizagem que podemos citar quanto ao desenvolvimento de 
competências. São eles: 

 

  a.. vivência, tentativa e erro;
  b.. reflexão, meditação e intuição;
  c.. interação;
  d.. observação, Estudo, gráficos e livros.
 

Para orientar melhor o profissional em seu desenvolvimento, cada competência 
deve ser desdobrada em: 

 

  a.. Conhecimentos necessários;
  b.. Habilidades exigidas;
  c.. Atitudes esperadas.
 

 

Ferramentas para Aprendizagem

 

As ferramentas para aprendizagem são relacionadas pelo impacto de 
desenvolvimento, sendo elas consideradas menos ou mais importantes. Nessa 
ordem, são elas:

 

  a.. Treinamento, seminários, leitura e vídeos;
  b.. Desempenho de papéis;
  c.. Feedback / Coaching;
  d.. Desenvolvimento in Loco;
  e.. Oportunidade de assumir cargos demandantes.
 

Hierarquia das Necessidades (Teoria de Maslow)

Maslow cita o comportamento motivacional, que é explicado pelas necessidades 
humanas. Entende-se que a motivação é o resultado dos estímulos que agem com 
força sobre os indivíduos, levando-os a ação. Para que haja ação ou reação é 
preciso que um estímulo seja implementado, seja decorrente de coisa externa ou 
proveniente do próprio organismo. Esta teoria nos dá idéia de um ciclo, o Ciclo 
Motivacional.

Quando o ciclo motivacional não se realiza, sobrevém a frustração do indivíduo 
que poderá assumir várias atitudes:

  1.. Comportamento ilógico ou sem normalidade; 
  2.. Agressividade por não poder dar vazão à insatisfação contida; 
  3.. Nervosismo, insônia, distúrbios circulatórios/digestivos; 
  4.. Falta de interesse pelas tarefas ou objetivos; 
  5.. Passividade, moral baixo, má vontade, pessimismo, resistência às 
modificações, insegurança, não colaboração, etc. 
Quando a necessidade não é satisfeita e não sobrevindo as situações 
anteriormente mencionadas, não significa que o indivíduo permanecerá 
eternamente frustrado. De alguma maneira a necessidade será transferida ou 
compensada. Daí percebe-se que a motivação é um estado cíclico e constante na 
vida pessoal.

A teoria de Maslow é conhecida como uma das mais importantes teorias de 
motivação. Para ele, as necessidades dos seres humanos obedecem a uma 
hierarquia, ou seja, uma escala de valores a serem transpostos. Isto significa 
que no momento em que o indivíduo realiza uma necessidade, surge outra em seu 
lugar, exigindo sempre que as pessoas busquem meios para satisfazê-la. Poucas 
ou nenhuma pessoa procurará reconhecimento pessoal e status se suas 
necessidades básicas estiverem insatisfeitas.

O comportamento humano, neste contexto, foi objeto de análise pelo próprio 
Taylor, quando enunciava os princípios da Administração Científica. A diferença 
entre Taylor e Maslow é que o primeiro somente enxergou as necessidades básicas 
como elemento motivacional, enquanto o segundo percebeu que o indivíduo não 
sente, única e exclusivamente necessidade financeira.

 

Maslow apresentou uma teoria da motivação, segundo a qual as necessidades 
humanas estão organizadas e dispostas em níveis, numa hierarquia de importância 
e de influência, numa pirâmide, em cuja base estão as necessidades mais baixas 
(necessidades fisiológicas) e no topo, as necessidades mais elevadas (as 
necessidades de auto realização)

      necessidades de auto realização
     
      necessidade de status e estima
     
      necessidades sociais (afeto)
     
      necessidades de segurança
     
      necessidades fisiológicas
     

            De acordo com Maslow, as necessidades fisiológicas constituem a 
sobrevivência do indivíduo e a preservação da espécie: alimentação, sono, 
repouso, abrigo, etc. As necessidades de segurança constituem a busca de 
proteção contra a ameaça ou privação, a fuga e o perigo. As necessidades 
sociais incluem a necessidade de associação, de participação, de aceitação por 
parte dos companheiros, de troca de amizade, de afeto e amor. A necessidade de 
estima envolvem a auto apreciação, a autoconfiança, a necessidade de aprovação 
social e de respeito, de status, prestígio e consideração, além de desejo de 
força e de adequação, de confiança perante o mundo, independência e autonomia. 
A necessidade de auto realização são as mais elevadas, de cada pessoa realizar 
o seu próprio potencial e de auto desenvolver-se continuamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Analisar como selecionar, avaliar e desenvolver pessoas, através dos processos 
de seleção por competências, tem sido um ponto muito discutido pelas grandes 
empresas nacionais e multinacionais. Isso porque dessa forma, as empresas podem 
trabalhar o processo de contratação e avaliação dos funcionários de maneira 
eficaz, ganhando na retenção de talentos e com isso melhorando seu desempenho 
no concorrido mercado que permeia a chamada "Era do Conhecimento".

 

Com base nas informações fornecidas em sala de aula e nos conceitos sobre 
seleção e avaliação por competências foi possível analisar o quanto a adoção 
dos processos pode gerar resultados positivos, baseando-se em experiências 
reais passadas pelos entrevistados.

 

Essa análise permitiu ao grupo contrapor os processos seletivos realizados 
antes da inclusão da gestão por competências e os realizados depois da inclusão 
desses processos no cotidiano das empresas, e concluir que a mudança realizada 
pelas empresas na maneira de visualizar seus funcionários foi muito importante 
para a contratação e retenção de talentos.

 

As empresas, em razão de evitar as constantes perdas de talentos, passaram a 
investir cada vez mais no capital humano, proporcionando a eles atividades de 
reciclagem e constantes avaliações, como as avaliações 360 graus. Além disso, 
as contratações passaram a ser embasadas em processos de seleção por 
competências, nos quais as empresas, através de uma parceria entre gestores das 
áreas e funcionários do departamento de recursos humanos traçam um perfil de 
competências para o candidato que irá concorrer a uma determinada vaga.

 

Mesmo as empresas que não trabalham a Gestão por Competências podem e devem 
adotar o processo de Seleção por Competências, além das constantes avaliações 
de desempenho para que obtenham funcionários mais motivados e em sintonia com 
as crenças, objetivos e valores das empresas.

 

Os processos de avaliação tradicionais possuem pontos críticos e podem ser 
considerados subjetivos, pois muitas vezes levam em conta a percepção e o 
julgamento dos avaliadores. É importante ressaltar que percepção não 
corresponde à realidade, pois trata-se da maneira individualizada como cada um 
"enxerga" o mundo e os fatos. Com isso, não podemos considerar uma análise 
baseada em percepções individuais como real.

 

A verdadeira avaliação é aquela baseada em fatos e feita com frequência, ou 
seja, baseada nos constantes feedbacks e nas competências traçadas para aquela 
função. O avaliador precisa analisar seus funcionários no dia a dia e não 
somente analisar questões isoladas e baseadas nos momentos que antecedem a 
reunião de avaliação. Além disso, as avaliações precisam ser baseadas em 3 
pontos importantes: pontos positivos, pontos a melhorar e sugestões. Somente 
mencionando fatos concretos e objetivos e passando esses 3 pontos em todas as 

 

 

colocações é possível obter um resultado interessante com os avaliados, que 
passarão a fazer uma auto-avaliação e procurarão melhorar os pontos que foram 
mencionados.

 

Como mencionado anteriormente, as avaliações de desempenho também devem se 
basear no perfil de competências (competências básicas e críticas). O avaliador 
deve determinar pesos paras as competências, de acordo com os objetivos atuais 
da empresa e checar se o avaliado está acima do esperado, no nível esperado ou 
precisa se desenvolver. Essa é a melhor maneira de verificar o quanto esse 
funcionário está indo ao encontro do que é esperado dele na empresa.

 

E por fim, o desenvolvimento pessoal, que antes era financiado pelas empresas 
em todo o seu processo, passa a ser compartilhado entre as partes, exigindo do 
profissional o investimento em si mesmo, sendo a responsabilidade dos seus 
gerentes negociar e definir padrões de desempenho, divulgando os perfis 
necessários de competências para a obtenção de resultados, apontando 
indicadores que possam nortear os investimentos nas pessoas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia

 

 

Gramigna, Maria Rita. Modelo de Competências e Gestão dos Talentos. Makron 
Books.

 

Le Boterf, Guy. Desenvolvimento a competência dos profissionais. Bookman.

 

Rabaglio, Maria Odete. Seleção por Competências. Educator

 

Chiavenato, Idalberto. Gerenciando Pessoas - o passo decisivo para a 
administração participativa. Makron Books.

 

Reis, Valéria dos. A Entrevista de seleção com foco em competências 
comportamentais. 



Carla Vecci 
Coach Manager
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