[Coaching_2005CWB] Case Ibope - Fonte: www.rh.com.br

Companheiros do Coaching, divulgo abaixo um artigo que li no site
www.rh.com.br sobre a implementação do Coaching no Grupo Ibope. Acho muito
interessante conhecer casos reais de Coaching nas organizações, caso vocês
conheçam outros cases interessantes e possam compartilhar será muito
produtivo, pois temos a agenda de educar a sociedade sobre os benefícios do
processo e casos reais de sucesso.

 

Boa leitura,

 

André Dametto

 

A evolução para a verdadeira liderança 

Patrícia Bispo  

 

Transformar os diretores e os gerentes em verdadeiros líderes. Esse foi um
dos desafios enfrentados pela área de Recursos Humanos do Grupo Ibope, que
em 2005 resolveu inovar suas ações juntos aos gestores da organização. Esse
trabalho tomou forma através da implantação do Projeto Coaching - um
treinamento que vem propiciando aos participantes uma postura de educador de
adultos, conscientes da importância de cinco saberes: acolher, ver, ouvir,
usar o poder e tomar decisões. Todo esse investimento visou, ainda, o
desenvolvimento de competências como flexibilidade e abertura ao novo, além
de "dar e receber" feedback, atributos essenciais de um bom coach.

Desenvolvido em parceria com uma consultoria, o programa compreende cinco
meses de duração, mesclando estudos de e-learning e encontros presenciais
mensais. Segundo Vivian Broge, gerente de Recursos Humanos do Ibope, na
verdade esse parceiro só foi responsável por capacitar os multiplicadores
internos - gerentes e consultores de RH - para a transferência da
metodologia. Todo o projeto, no entanto, foi conduzido internamente pela
área de Recursos Humanos da organização.

 

O Grupo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) é uma
multinacional brasileira composta por 52 empresas, que empregam 2.800
profissionais. Atua em 16 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile,
Colômbia, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, Guatemala, México, Panamá,
Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela. No Brasil, tem sedes em São
Paulo e no Rio de Janeiro, além de filiais instaladas em Belo Horizonte,
Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre, Recife e
Salvador. A organização realiza pesquisas sobre os mais variados temas:
mídia, opinião pública, política, consumo, comportamento, mercado, marca,
propaganda, Internet, entre outros.

 

"Entender quem somos e de que forma costumamos raciocinar e agir, ter a
sensibilidade de nos colocarmos no lugar dos outros e constatar como, de
fato, somos percebidos pelas pessoas. Eis um desafio que costuma trazer
resultados positivos e práticos. O autoconhecimento nos permite identificar
nossos pontos fortes e fracos, algo considerado essencial para o
crescimento", afirma a gerente de RH, ao acrescentar que essa foi a premissa
que levou o Ibope a implantar o projeto.

 

No ano passado, 37 gestores, entre diretores e gerentes, passaram pela
formação. Como beneficiários indiretos, foram 163 colaboradores subordinados
a esses líderes capacitados para a prática do coaching de equipe. Esse ano,
até o momento, o Ibope chamou mais 66 gestores para a formação. Apesar da
participação ser obrigatória, explica Vivian Broge, o treinamento é
incentivado porque faz parte da Grade de Formação de Líderes Ibope e torna
os gestores mais críticos com seus próprios líderes, de modo que a aplicação
top-down é recomendada.

 

A média de duração dos encontros presenciais é de aproximadamente 3h e todos
são baseados em sugestões de livros, textos, músicas e filmes, envolvendo o
tema trabalhado em cada ocasião. Além disso, o treinamento inclui aplicação
de dinâmicas, jogos e outras técnicas lúdicas, somadas a exercícios de "auto
e outro" observação. No quinto encontro do Projeto Coaching é realizada a
aplicação da avaliação 180 graus, mensurando o desenvolvimento percebido
pelos participantes. "Outra mensuração é a reaplicação de um pré-teste
aplicado na apresentação do treinamento", explica Vivian Broge.

 

O interessante é que durante as sessões, os exercícios do projeto procuram
fazer a pessoa colocar-se no lugar do outro e enxergar o mundo sob essa
perspectiva. Em alguns encontros ocorrem massagens, desenhos e colagens. É
uma espécie de resgate da curiosidade infantil que incentiva o aprendizado
natural. "A grande sacada do coaching é que o próprio gestor passa a ser
agente da melhora. Não indicamos o que eles devem fazer, não cobramos nada.
A pessoa tem que resgatar a curiosidade da infância, para que o aprendizado
seja incentivado naturalmente", complementa, ao destacar que o projeto
também conta com um programa de divulgação interna por meio de teasers e
e-mails explicativos do projeto para todos os funcionários. Em cada andar,
onde há um gestor em treinamento, a área de RH coloca um balão como símbolo
do projeto. "Escolhemos o balão porque simboliza a descoberta de novos
horizontes, exatamente o que pretendemos com o coaching", resume Vivian.

 

Vale ressaltar que em 2006, o projeto fará uma reciclagem dos líderes que já
participaram do coaching. Esse trabalho específico pretende focar os
conceitos básicos dos saberes e checar a prática do que foi absorvido pelas
lideranças. "O processo é desenvolvimento através de cine-treinamento e
palestras com especialistas", complementa Vivian Borges.

 

Em relação aos benefícios gerados pela prática do coaching, a gerente de RH
menciona que a maneira dos gestores relacionarem-se com suas equipes mudou
de modo a facilitar o trabalho e aumentar e eficácia. Dentro do quesito
relacionamento, os líderes recebem textuais que abordam o permitir sorrir -
quando falam com alguém no ambiente organizacional -, e o olhar diretamente
nos olhos - quando conversam com um membro da equipe. Além disso, o Projeto
Coaching possibilita que os gestores fiquem mais conscientes do tom de voz,
quando falam com os outros.

 

De acordo com a gerente de RH do Ibope, durante a implantação do projeto a
organização não enfrentou resistência dos gestores, mas em um determinado
momento precisou lidar com o choque, uma frustração dos gerentes quando
esses perceberam que muitas práticas que faziam, na verdade, estavam
equivocadas. "Outro ponto que mereceu a atenção tanto da área de RH quanto
das lideranças foi questão das agendas pela ampla duração do projeto, mas
que com planejamento foi solucionada", finaliza a gerente de RH do Ibope.


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